A Diretoria de Inteligência da Polícia Civil recebeu mais duas unidades do dispositivo de extração, transferência e análise de dados para telefones celulares e dispositivos móveis (Cellebrite), avaliados em aproximadamente R$ 700 mil reais. A entrega ocorreu na manhã desta sexta-feira (7).
Conforme a delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel, a gestão tem buscado melhorar cada vez mais a qualidade da prestação dos serviços prestados à sociedade e a entrega desses equipamentos reforça ainda mais essa ação estratégica de melhoria.
“Com esses aparelhos, não tenho dúvidas que teremos investigações ainda mais qualificadas”, disse Maidel, agradecendo o empenho e esforço dispensados pelos policiais cotidianamente no combate aos crimes digitais e demais naturezas.
Os aparelhos vão auxiliar os trabalhos investigativos realizados nas Delegacias Especializadas de Estelionato e Outras Fraudes de Cuiabá e Várzea Grande.
O delegado titular da Estelionato de Várzea Grande, João Paulo de Andrade Farias, destacou a importância tecnológica da ferramenta para o avanço das ações investigativas. “É uma ferramenta que dará um suporte muito grande para nossas unidades. Agora é só partir para prática”, frisou.
A titular da Estelionato de Cuiabá, Eliane da Silva Moraes, agradeceu a entrega, considerando os investimentos voltados à Polícia Civil. “A gente agradece o olhar diferenciado com a Estelionato (Delegacia). Vamos corresponder à altura e dar todo suporte necessário na condução das investigações, entregando o melhor trabalho possível para a Polícia Civil e toda sociedade”, enfatizou.
CAPACITAÇÃO
Segundo o Diretor de Inteligência, Juliano Silva de Carvalho, um Curso de Instrução e Capacitação dos policiais para operar os dispositivos (Cellebrite) será realizado nesta segunda-feira (10).
Devem participar investigadores e escrivães lotados nos Núcleos de Inteligência das duas delegacias.
Nascido em 15 de agosto de 1936, o investigador aposentado Antônio Assunção da Silva se prepara para completar 90 anos. Uma vida longa — e, em grande parte, dedicada a servir, vestindo a missão da Polícia Civil de Mato Grosso, em uma trajetória marcada por coragem, disciplina e amor ao que fazia.
Mais do que números, sua história é feita de vínculos: oito filhos, 16 netos e oito tataranetos — uma família construída ao longo dos anos, lado a lado com a profissão que escolheu.
Conhecido como “cana dura”, pela postura firme e leal, seu Antônio fala do passado com brilho nos olhos. As lembranças vêm carregadas de um tempo em que, segundo ele, o respeito era parte da rotina. “Era um tempo muito bom. Eu gostava muito do meu trabalho. Naquele tempo, o sujeito (o infrator) respeitava a gente”, diz, com a serenidade de quem viveu intensamente cada momento.
Entre tantas histórias, uma permanece viva na memória: o dia em que entrou sozinho na casa de um magistrado, em Juína, diante de um pistoleiro armado. “Eu entrei com a arma longa e falei: ‘é a polícia, você está preso’. E ele se entregou. Aí algemei e coloquei ele na veraneio (modelo das viaturas da época)”, recorda. Um episódio que resume bem o tipo de policial que foi: firme, direto e destemido.
Natural de Poconé, seu Antônio construiu sua carreira em diferentes cidades de Mato Grosso — Cuiabá, Colíder, Peixoto de Azevedo, Sinop e Guarantã do Norte — até fixar raízes em Juína, onde também encerrou sua trajetória profissional, em 2003. Durante essa trajetória foi condecorado diversas vezes em razão do comprometimento com a instituição.
Mas a aposentadoria não o afastou daquilo que sempre fez parte de sua vida. Hoje, morando no complexo habitacional anexo à Delegacia de Juína, ele segue presente. Caminha pelos corredores, conversa com os policiais da ativa e compartilha histórias que atravessam gerações.
Ali, entre colegas e lembranças, onde é comumente chamado apenas por “Assunção”, ele ganhou um novo nome — talvez o mais simbólico de todos: “Lenda Viva”, por conta dos seus feitos, talentos e proezas notáveis, que o tornou uma pessoa icônica na instituição.
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