Em menos de 48 horas, as investigações da Polícia Civil de Mato Grosso levaram à identificação de pelo menos oito suspeitos de envolvimento no roubo à agência do Sicredi em Brasnorte. As prisões foram realizadas durante diligências ininterruptas no fim de semana. As investigações continuam para identificar outros possíveis participantes, enquanto a Polícia aguarda laudos periciais que devem fortalecer as provas e embasar o encerramento do inquérito com os devidos indiciamentos.
Seis integrantes do grupo foram presos em Vilhena (RO), e dois em Brasnorte. Todos foram autuados em flagrante pelos crimes roubo majorado, associação criminosa armada e sequestro. Eles também são investigados pelos roubos dos veículos usados na ação criminosa.
O rápido trabalho investigativo também resultou nas apreensões dos veículos, um automóvel modelo HB20 utilizado para dar apoio, e uma camionete Hilux roubada e utilizada diretamente para executar o roubo. Outro carro, modelo Ford KA, utilizado no roubo da camionete Hilux empregada no roubo do Sicredi, foi encontrado abandonado e incendiado.
O ataque
No dia 31 de julho, quatro homens armados adentraram à agência bancária do Sicredi e subtraíram certa quantia em dinheiro. Na sequência os criminosos fugiram em uma camionete Hilux levando dois reféns.
Posteriormente, o veículo foi encontrado abandonado em área de mata, conhecida como torre, com indícios de que vários veículos haviam transitado pelo local, iniciando o cerco policial.
Investigação
Por meio de diligências e análises sistemáticas das informações do local do fato, foi possível obter dados relevantes para o êxito da ação.
Examinando as imagens das câmeras do banco e de endereços próximos, foi descoberto primeiramente que a camionete Hilux usada no ataque havia sido subtraída dias antes, na residência de um idoso, de 81 anos, praticado por indivíduos no carro Ford KA, encontrado depois incendiado.
Também foi apurado que um automóvel Hyundai HB20 teria transitado na região de Brasnorte de forma suspeita, e no mesmo dia depois do roubo, seguiu com vários ocupantes para Rondônia.
Diante dos fatos os policiais civis descolaram-se para o Estado vizinho, e com apoio das Polícia Civil de Rondônia, identificaram a circulação do HB20 com frequência nas imediações da rodoviária de Vilhena.
Em seguida foi descoberto o imóvel no bairro Cristo Rei, em Vilhena, onde os suspeitos foram surpreendidos em flagrante. Na ocasião, dois deles também assumiram o roubo da camionete Hilux na casa do idoso.
Simultaneamente, na cidade de Brasnorte, os outros dois envolvidos que trabalham como empresários no município, foram identificados pela participação no roubo ao banco e também presos em flagrante.
Na residência de um deles foi apreendida uma arma de fogo com registro vencido, além de bandoleiras (utilizadas em armas longas) e dois pares de botas localizadas em um saco de lixo na área frontal da casa, similares às utilizadas pelos autores do crime na agência.
Integração
Participaram das ações equipes da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), das Delegacias da Regional de Tangará da Serra, Diretoria de Inteligência, com apoio essencial do Centro Integrado de Operações Áreas (Ciopaer) e da Polícia Civil de Rondônia.
Belém/PA. A Polícia Federal autuou, nesta segunda-feira (7/9), clube mandante e a empresa de vigilância contratada para atuar na partida realizada no estádio Mangueirão, em Belém, por inconsistências no plano de segurança apresentado para o evento.
O projeto de segurança para grandes eventos, exigido pelo Estatuto da Segurança Privada, não estava aprovado pela Polícia Federal, após ter sido apresentado de forma incompleta e fora do prazo estabelecido. Além disso, foram identificados vigilantes sem o curso de extensão para atuação em eventos sociais.
Uma equipe da Polícia Federal esteve no estádio antes da partida e realiza fiscalização durante o evento. Caso sejam constatadas outras irregularidades, poderão ser lavradas novas autuações.
As irregularidades encontradas são as mesmas que geraram autuações no domingo, também em jogo de futebol no Mangueirão.
A Polícia Federal é responsável pelo controle e pela fiscalização das empresas e dos profissionais que atuam no setor de segurança privada.
Desde a entrada em vigor do novo Estatuto da Segurança Privada, em setembro de 2024, a Polícia Federal no Pará vem promovendo reuniões, eventos, visitas técnicas e ações de orientação com clubes de futebol, órgãos de segurança e demais envolvidos na realização de grandes eventos.
Com a entrada em vigor da Instrução Normativa DG/PF nº 340, de 31 de julho de 2026, as irregularidades constatadas durante as fiscalizações passaram a ser objeto de autuação, sujeita às medidas previstas na regulamentação.
Entre as exigências legais está a comunicação à Polícia Federal, com antecedência mínima de 24 horas, dos eventos que contarão com segurança privada, acompanhada de informações sobre os vigilantes empregados e o público estimado. Para eventos sociais com público superior a mil pessoas, também é obrigatória a apresentação de projeto de segurança assinado por gestor de segurança privada, contendo, entre outros itens, análise de risco e plano de contingência.
A presença de profissionais de apoio ou orientadores é permitida, porém esses profissionais não podem exercer atividades exclusivas de vigilantes, como a realização de revista pessoal.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.