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Operação da Polícia Civil mira grupo criminoso que atua com tráfico e receptação de veículos na região de fronteira

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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (2.4), a Operação Prospice II, para cumprimento de cinco ordens judiciais contra um grupo criminoso que atua na região de fronteira com o tráfico de drogas e receptação de veículos roubados ou furtados em outros Estados. Os mandados são cumpridos por meio da Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).

As ordens judiciais de busca e apreensão foram deferidas pela Quarta Vara Criminal de Cáceres e são cumpridas nas cidades de Várzea Grande, Pontes e Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade. A operação contou com o apoio de equipes das delegacias de Cáceres, Pontes e Lacerda, Vila Bela da Santíssima Trindade e Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc).

A primeira fase da operação foi deflagrada no dia 26 de junho de 2023, quando foram cumpridas 29 ordens judiciais nos municípios de Lambari d’Oeste, Curvelândia, Mirassol d’Oeste, São José dos Quatro Marcos, Pontes e Lacerda, Vila Bela da Santíssima Trindade, Várzea Grande, Cuiabá, Monte Aprazível (SP) e Cariacica (ES).

A partir dos elementos coletados na primeira fase da operação, foram identificadas outras quatro pessoas envolvidas nos crimes, duas residentes nos municípios de fronteira que eram responsáveis pela logística de armazenamento e transporte da droga até a região metropolitana de Cuiabá. Os outros dois investigados são moradores de Várzea Grande, que tinham a função de receber e armazenar a droga até o envio para outros Estados, além da comercialização local.

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Na segunda fase, apurou-se que veículos furtados ou roubados eram guardados em um hotel de Várzea Grande até o momento oportuno para encaminhamento à região de fronteira. O mesmo hotel também era utilizado para armazenar drogas que teriam como destino outros Estados e também hospedar as pessoas que levariam as substâncias ilícitas por meio de transporte coletivo.

Esquema de tráfico

As investigações começaram em junho de 2022 para apurar o tráfico de drogas cometido por moradores da região de fronteira, que enviavam cloridrato e pasta base de cocaína ao Estado de São Paulo.

Durante as investigações, foram realizadas três apreensões de drogas do grupo criminoso. A primeira ocorreu em 1º de julho de 2022, quando foram encontrados 126 quilos de cocaína pela Polícia Civil na área rural do município de Curvelândia, em ação conjunta entre a Defron e a Delegacia de Pontes e Lacerda.

A segunda apreensão foi realizada pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), no Terminal Rodoviário de Cuiabá, em agosto do ano passado, quando um suspeito foi preso com dois quilos de cloridrato de cocaína com destino ao Estado de São Paulo.

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Em fevereiro deste ano, em ação conjunta com a Delegacia de Mirassol d’Oeste, foram apreendidos 500 gramas de cocaína na residência da mãe de um dos investigados.

Pagamento em veículos

Além disso, a Defron apurou que os integrantes do grupo criminoso em Mato Grosso recebiam veículos roubados ou furtados em outros Estados. Os carros eram utilizados como pagamento de entorpecentes adquiridos na fronteira. Em um dos casos, um veículo modelo Fiat Toro foi encaminhado do Estado do Rio de Janeiro, por intermédio de um morador do Espírito Santo, mas não chegou a ser trocado por drogas porque foi apreendido no município de Vila Bela da Santíssima Trindade em ação realizada pela Gefron.

Nome da operação

Prospice é um termo originário do latim e significa “olhe para frente”, o que faz referência à primeira apreensão de drogas da organização criminosa que estava enterrada em uma região de mata e foi encontrada a partir da observação dos vestígios deixados pelos investigados.

A operação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para combater a atuação de facções criminosas, por meio da Operação Inter Partes, dentro do programa Tolerância Zero, do Governo do Estado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia Civil MT deflagra operação e atinge núcleo de facção criminosa em Rondonópolis

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A Polícia Civil de Mato Grosso, deflagrou nesta sexta-feira (26.6), a Operação Fragmentação, para cumprimento de 30 mandados judiciais contra uma célula de uma facção criminosa estruturada e agindo em diversos bairros de Rondonópolis.

A investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, resultou na decretação das medidas cautelares, entre prisões e de buscas e apreensões, deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 Juiz de Garantias – Polo Rondonópolis.


Foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão preventiva, em Rondonópolis (MT) e nas cidades de Goiânia e Mineiros (ambas em Goiás).

Apuração

A Derf de Rondonópolis identificou um grupo que mantinha organização interna hierarquizada, divisão de funções e controle permanente sobre atividades ilícitas na região do Jardim Iguaçu e bairros adjacentes.


Os investigados agiam nos crimes de tráfico de drogas, extorsões, ocultação e movimentação de valores provenientes das ações ilícitas, além de outras práticas criminosas.

Conforme o delegado Dyulriman Pinto de Andrade Filho, os indícios apontaram que a estrutura local era composta por integrantes com atribuições específicas. As funções incluíam a administração cotidiana do controle de pontos de venda, a interlocução com estabelecimentos comerciais e o gerenciamento da arrecadação de valores destinados à organização.

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Os policiais civis da Derf de Rondonópolis também conseguiram identificar os indivíduos responsáveis por fiscalizar o cumprimento das regras internas, apurar desvios de valores e deliberar sobre punições impostas aos membros que descumprissem determinações do grupo (prática utilizada para manter a coesão e a submissão dos integrantes à hierarquia criminosa).

Durante a investigação, foram descobertos registros e anotações de arrecadação contendo informações sobre integrantes cadastrados, valores de contribuições mensais, pontos de venda de drogas e estabelecimentos submetidos a cobranças.


Segundo as apurações, parte dos valores era recolhida dos próprios integrantes da facção, enquanto outra parcela decorria de cobranças impostas a comerciantes, motoristas, imóveis, veículos e pontos de comércio instalados em áreas de influência do grupo.

“Foi identificada a cobrança de valores relacionados às mensalidades pagas pelos integrantes vinculados ao grupo, com registros de inadimplência e discussões sobre providências contra aqueles que deixavam de repassar os valores exigidos”, destacou o delegado Dyulriman.


Todo material apreendido nesta sexta-feira (27), será submetido para análise pericial e corroborar com as investigações que prosseguem visando aprofundar a identificação dos envolvidos, individualizar condutas, localizar ativos e apurar outras ramificações do grupo criminoso.

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Nome da Operação

A palavra “Fragmentação” faz referência à estratégia de atingir, simultaneamente, diferentes núcleos de funcionamento da facção: comando, gerenciamento, disciplina, arrecadação, comunicação e apoio operacional, buscando enfraquecer sua estrutura e reduzir sua capacidade de influência em áreas do município.


Integração

A operação da Derf de Rondonópolis contou com apoio das equipes de todas as unidades policiais da Regional de Rondonópolis (Alto Araguaia, Alto Taquari, Guiratinga, Itiquira, Jaciara, Juscimeira e Pedra Preta), da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), da Diretoria de Inteligência, e da Polícia Civil do Estado de Goiás.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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