Operação realizada em Cuiabá e Santo Antônio de Leverger nesta quinta-feira (26.6) apreendeu 2,8 unidades de iscas vivas, carnes de caça, minhocuçu, pescado e petrecho proibido para pesca. As multas aplicadas pelas infrações ambientais totalizaram R$ 44,1 mil.
A operação Iscas Vivas foi coordenada por uma equipe da Secretária de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), por meio da Coordenadoria de Fiscalização de Fauna e Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), com apoio da Polícia Militar, que realizou várias vistorias simultâneas em estabelecimentos comerciais, barracas e residências.
Entre as iscas vivas foram encontradas 2 mil unidades de tuvira, 600 de jeju e 200 de muçum. Também foram apreendidos 32 quilos de minhocuçu, que estavam armazenados em pacotes e caixas plásticas, 3,5 litros de minhocuçu armazenados em barraca à margem da rodovia, 7,2 quilos de pacu e pacupeva abaixo da medida permitida e sem documentação e 1 tarrafa.
A equipe também apreendeu carne de animal silvestre, sendo 19 quilos de porco-do-mato, 1 jabuti e diversos caranguejos mortos encontrados em condições inadequadas, além de celulares e documentos relacionados ao comércio ilegal de fauna para apuração investigativa.
A operação teve o objetivo de coibir a captura, armazenamento e comercialização ilegal de iscas vivas e produtos da fauna silvestre, conforme previsto na Lei Federal nº 9.605/98.
Ocorrências
Foram registradas ocorrências relacionadas a comércio de iscas vivas sem autorização ou documentação de origem, transporte e depósito de animal silvestre – minhocuçu; captura e armazenamento ilegal de pescado e carne de animais silvestres e descumprimento da legislação ambiental vigente.
Foram lavrados 6 autos de infração pela Sema-MT e o material apreendido foi enviado à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) para pesagem e avalição. Os suspeitos foram conduzidos para a Dema.
A Polícia Militar de Mato Grosso prendeu dois faccionados, de 22 e 26 anos, pelos crimes de lesão, sequestro e tortura, na madrugada deste sábado (6.6), na cidade de Aripuanã. Os suspeitos foram localizados enquanto mantinham um homem, de 30 anos, sob cárcere privado a mando de uma facção criminosa.
Conforme o boletim de ocorrência, as equipes policiais receberam denúncias sobre um homem que estava mantido sob tortura por membros de uma facção criminosa. Segundo as informações, o grupo estava reunido com a vítima em um bar da cidade.
Os militares seguiram ao endereço informado e entraram no local, onde flagraram a vítima amarrada por uma corda e com lesões características de atos de tortura. Os dois suspeitos também se encontravam no local e apresentaram resistência à abordagem da PM, sendo que um deles tentou agredir um dos militares. Os dois homens foram detidos e algemados.
Em depoimento aos policiais, a vítima afirmou que estava consumindo bebidas alcoólicas em outro bar, momento em que foi rendido pelos criminosos e levado até o cativeiro. O homem também relatou que a dupla mantinha contato por telefone com outros integrantes da facção e recebia ameaças de morte por parte dos criminosos.
Com os dois suspeitos, a PM também encontrou um alicate e um canivete, usado para tortura a vítima, e porções de maconha e cocaína e três celulares.
A vítima foi resgatada e encaminhada para uma unidade de saúde. Os dois faccionados receberam voz de prisão e foram levados para a delegacia da cidade para registro da ocorrência e demais procedimentos.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
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