POLÍCIA

Polícia Civil conclui inquérito e indicia 7 pessoas por morte de adolescente em Araputanga

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Araputanga, concluiu o inquérito que apurou a morte de uma adolescente, de 16 anos, cujo corpo foi encontrado às margens do Rio Bugres, no mês de outubro de 2025, em Araputanga.

Ao todo sete pessoas foram indiciadas pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e integrar organização criminosa.

As investigações conduzidas pela Delegacia de Araputanga revelaram que a vítima foi submetida a horas de tortura antes de ser executada por integrantes de uma facção criminosa. O crime foi motivado pela tentativa de obter informações sobre o paradeiro de outro membro da organização que havia desaparecido dias antes.

O inquérito policial foi instaurado mediante portaria para apurar a prática dos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Localização da vítima

No dia 21 de outubro de 2025, por volta das 08h30, o corpo da adolescente foi encontrado às margens do Rio Bugres. A identificação inicial foi feita por meio de tatuagem e posteriormente confirmada por exame necropapiloscópico.

Investigação

Conforme apurado pela Polícia Civil, no dia 19 de outubro de 2025, a vítima foi levada até uma residência no bairro Jardim Village, onde foi amarrada e submetida a um interrogatório violento conhecido como “salve” – “tribunal do crime” da facção.

Durante horas, a adolescente sofreu espancamento, afogamento em caixa d’água, choques elétricos com fio desencapado e foi estrangulada com um lençol. Outros membros da organização criminosa acompanhavam os fatos por videochamada, dando ordens e orientações sobre como agir.

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O laudo pericial de necrópsia concluiu que a morte decorreu de asfixia por estrangulamento, consistente em compressão externa. O exame constatou ainda múltiplas lesões compatíveis com tortura.

A motivação do crime estava relacionada ao desaparecimento de um integrante da facção. Os criminosos suspeitavam que a vítima tivesse informações sobre o paradeiro do membro desaparecido, em razão de sua proximidade com outra pessoa que havia sido vista pela última vez com ele.

Após a execução, o corpo da adolescente foi transportado de motocicleta até as margens do Rio Bugres, onde foi abandonado. A materialidade do crime de ocultação de cadáver foi demonstrada pela localização do corpo com sinais de arrasto compatíveis com o transporte deliberado do cadáver.

As investigações revelaram que os atos de tortura e a execução da vítima ocorreram em uma residência na cidade de Araputanga.

Também foi identificada a existência de hierarquia e divisão de tarefas dentro da facção, com cada um dos indiciados desempenhando funções específicas, como localização da vítima, execução da tortura, limpeza da cena do crime e transporte do cadáver.

Conclusão dos autos

Após análise técnico-jurídica dos fatos e das provas colhidas, fora possível indiciar os envolvidos pelos crimes de homicídio qualificado, com as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além dos crimes de ocultação de cadáver e organização criminosa.

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O inquérito policial reuniu extenso material probatório, incluindo laudos periciais de necrópsia e necropapiloscópia, depoimentos e interrogatórios dos envolvidos, reconhecimentos fotográficos, imagens de câmeras de segurança, registros de deslocamento de veículos e vestígios encontrados no local do crime e às margens do rio.

Operação Proditio

Em janeiro de 2026, a Polícia Civil deflagrou a Operação Proditio, que significa traição em latim, cumprindo mandados de prisão preventiva, internação provisória e busca e apreensão.

Dos indiciados, três adultos foram presos e um adolescente foi apreendido para internação provisória. Outros três envolvidos permanecem foragidos, e a Polícia Civil continua em investigação para dar cumprimento aos respectivos mandados de prisão e apreensão dos participantes desse bárbaro crime.

Conforme o delegado, Cleber Emanuel Neves, depois de meses de investigação qualificada com rigor técnico e científico, fora possível reunir provas robustas da participação de cada envolvido.

“O término do respectivo inquérito representa um marco no combate à criminalidade organizada na região”, afirmou o delegado.

O inquérito policial foi remetido ao Poder Judiciário e ao Ministério Público Estadual para análise e oferecimento de denúncia criminal. Os indiciados responderão pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e organização criminosa.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia Civil prende professor de música e ex-companheira por estupro de vulnéravel e armazenamento de pornografia infantil

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Um professor de música e sua ex-companheira envolvidos em crimes graves de estupro de vulnerável e produção/registro de pornografia infantil, utilizando os próprios filhos da suspeita, foram presos em trabalho conjunto da Polícia Civil e da Polícia Militar, realizado na última semana, no município de Campo Verde.

O suspeito, de 38 anos, foi preso em flagrante na última quarta-feira (15.4), após ser flagrada na companhia de uma menor de 14 anos, que estava desaparecida no município de Jaciara. Já sua ex-companheira, de 32 anos, teve o mandado de prisão preventiva cumprido na sexta-feira (17), por envolvimento nos atos praticados contra os próprios filhos.

Com a prisão do suspeito outras vítimas possam aparecer, uma vez que o professor trabalhou em instituições no município de Jaciara e Nova Brasilândia.

As investigações, conduzidas pela Delegacia de Campo Verde, iniciaram após a Polícia Civil ser acionada pela Polícia Militar, sobre uma mulher que estaria supostamente sendo ameaçada por uma facção criminosa atuante em Campo Verde a praticar atos sexuais com seus próprios filhos, um menino de 11 anos e uma menina de 9 anos.

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Segundo as informações, as ameaças também a obrigavam permitir que seu ex-companheiro praticasse atos sexuais com sua filha e registrasse os abusos em vídeo.

Com base nas informações passadas e elementos reunidos, foi levantada a hipótese que o autor das mensagens seria o professor de música, ex-companheiro da mãe das crianças.

Prisões

Diante das evidências, a equipe da Polícia Militar iniciou as buscas, conseguindo localizar o suspeito que se encontrava em companhia de uma ex-aluna, menor de idade, sendo revelado que o investigado mantinha um relacionamento com a adolescente desde que ela tinha 13 anos. A menor era considerada desaparecida, desde de dezembro de 2025, quando o professor de música se retirou de Jaciara com sua aluna, sem a permissão de seus familiares.

Com o avanço das investigações, foi confirmado que era ele quem enviava as imagens para a ex-companheira exigindo a confecção do material de pornografia infantil e outras condutas envolvendo a investigada e as crianças.

Com base nas investigações, foi representado pela prisão preventiva da investigada, pelos crimes de estupro de vulnerável e produção/registro de pornografia infantil, cometido contra seus próprios filhos. O mandado foi deferido pela Justiça e cumprido, na tarde de sexta-feira (17), pela equipe de investigadores da Delegacia de Campo Verde.

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Segundo o delegado responsável pelas investigações, Gabriel Conrado, na residência do professor, foram apreendidos medicamentos para disfunção erétil, entre outros, três aparelhos celulares e dois computadores que foram encaminhados à Perícia Técnica, que poderão auxiliar o avanço das investigações.

“A Polícia Civil segue com as investigações e trabalha com a linha de investigação de que o suspeito possa estare inserido em uma organização criminosa voltada para a prática de crimes sexuais de crianças/adolescentes, bem como com a comercialização/distribuição dos materiais pornográficos envolvendo menores de idade”, disse o delegado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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