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Polícia Civil cumpre mandados contra responsáveis por droga avaliada em R$ 3 milhões

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Mirassol D’Oeste (300 km de Cuiabá), deflagrou, nesta quinta-feira (29.5), a Operação Heimdall, para cumprir três mandados de busca e apreensão e dois de prisão contra envolvidos com o tráfico de drogas na fronteira entre o Brasil e a Bolívia.

Os mandados foram cumpridos em Sonho Azul, distrito de Mirassol D’Oeste, e na Vila Picada, em Porto Esperidião (320 km de Cuiabá), e tiveram como alvos um homem, de 34 anos, e uma mulher, de 28 anos, acusados de serem os responsáveis por uma carga de drogas, apreendida pela Polícia Civil em março, avaliada em R$ 3 milhões.

Apreensão

A apreensão da droga ocorreu no dia 23 de março, na MT-265, trecho na Comunidade Santa Rita, distrito de Porto Esperidião. A droga estava em um Fiat Uno, flagrado por policiais da Delegacia de Mirassol D’Oeste, após uma denúncia anônima.

A equipe policial realizou uma campana para abordar o veículo, porém, quando o motorista viu os policiais, saiu em fuga por uma estrada vicinal, dando início a uma perseguição. Quando o veículo foi alcançado, os ocupantes fugiram em direção ao mato e não foram mais encontrados.

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Dentro do veículo, foram encontrados 194 quilos de pasta base de cocaína, avaliados em R$ 3 milhões.

Investigação

A investigação apontou que havia um grupo de pessoas que buscava drogas da Bolívia, passava por Porto Esperidião e levava para Mirassol D’Oeste, com o intuito de abastecer o comércio de local e armazenar o entorpecente em algumas residências do Distrito de Sonho Azul, para depois exportar para outros estados do Brasil.

Os investigadores da Delegacia de Mirassol D’Oeste descobriram que o Fiat Uno apreendido era utilizado pela mulher e seu cunhado para, constantemente, realizar viagens entre as cidades e também para a Bolívia, por onde passavam as drogas.

Diante do apontado na investigação, o delegado Gustavo Ataíde Fernandes dos Santos representou pelos mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva dos suspeitos, que foram acatados pela Justiça.

A mulher foi presa na manhã desta quinta-feira (29). O homem segue foragido. Durante o cumprimento dos mandados de busca na residência da mulher, foram localizadas quatro armas longas. Com isso, o pai dela acabou preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. As buscas pelo suspeito continuam.

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Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia Civil cumpre mandados contra faccionados que comandavam crimes no Xingu a partir de Cuiabá

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A Polícia Civil do Estado de Mato Grosso deflagrou na tarde de quarta-feira, (17.6). a Operação Comando Oculto, para cumprimento de ordens judiciais com o objetivo de desarticular um grupo, ligado a uma facção criminosa, responsável por comandar o tráfico de drogas, cobranças ilícitas, crimes violentos e lavagem de dinheiro na região de Santa Cruz do Xingu e municípios vizinhos.

Na operação foram cumpridas oito ordens judiciais, sendo dois mandados de prisão preventiva em desfavor do casal investigado, três mandados de busca e apreensão nas cidades de Cuiabá e Santa Cruz do Xingu, além de três medidas de afastamento de sigilo bancário, abrangendo os investigados e a empresa constituída por eles.

Os mandados foram expedidos com base em investigações conduzidas pela Delegacia de Polícia de Santa Cruz do Xingu. O cumprimento das ordens judiciais contou com apoio das equipes da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco) de Cuiabá,

Investigação e atuação à distância

As investigações iniciaram a partir da análise de materiais apreendidos em operações anteriores em Santa Cruz do Xingu e região. Os elementos obtidos permitiram identificar que o principal responsável por ordenar as ações da facção criminosa atuava à distância, residindo na cidade de Cuiabá, de onde exercia o comando das atividades criminosas por meio de aplicativos de mensagens e chamadas telefônicas.

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Segundo apurado, o investigado utilizava sua posição hierárquica dentro da facção criminosa para determinar a distribuição de entorpecentes, impor funções aos integrantes do grupo, ordenar cobranças de taxas ilícitas e autorizar a aplicação de punições internas, conhecidas como “salves”, valendo-se da intimidação e da extrema violência para manter o controle sobre os membros da organização.

Lavagem de dinheiro

As investigações também revelaram que os valores provenientes da comercialização de drogas na região de Santa Cruz do Xingu e São José do Xingu eram transferidos para contas bancárias vinculadas à esposa do líder criminoso. Com a finalidade de ocultar e dissimular a origem ilícita desses recursos, o casal teria constituído recentemente uma loja de roupas na capital mato-grossense, a qual passou a ser utilizada, em tese, como instrumento para movimentação e lavagem de capitais oriundos do tráfico de drogas.

Segundo o delegado de Santa Cruz do Xingu, Onias Estevam, as investigações prosseguem com a análise dos materiais apreendidos e dos dados bancários obtidos judicialmente. “O avanço das investigações tem o objetivo de identificar outros integrantes do grupo criminoso, bem como aprofundar a apuração dos crimes praticados pela facção”, disse o delegado.

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Comando Oculto

O nome da operação faz referência à forma de atuação da liderança criminosa investigada, que exercia o comando da organização à distância, sem participar diretamente da execução material dos crimes, mas determinando e coordenando as ações dos integrantes responsáveis pela prática do tráfico de drogas, cobranças ilícitas e atos de violência na região.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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