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Polícia Civil desmonta esquema de furto de peças e veículos em depósito de Primavera do Leste

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A Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Primavera do Leste deflagrou a Operação Desmonte, nesta sexta-feira (24.1), contra investigados por um esquema criminoso de peculato envolvendo o furto de peças e de veículos inteiros que estavam custodiados em um pátio municipal, anexo ao aterro sanitário da cidade.

Foram cumpridos um mandado de prisão e três de buscas e apreensões contra o principal investigado, um servidor público do município que era responsável pelo pátio de guarda de veículos apreendidos.

Durante o cumprimento das buscas, as equipes da Polícia Civil localizaram parte dos veículos furtados. Duas pessoas foram detidas em flagrante pelo crime de receptação qualificada.

Esquema

As investigações, iniciadas no ano passado, revelaram que o servidor facilitou o furto reiterado de bens que estavam sob sua guarda.

Inicialmente, o esquema envolvia a subtração de peças automotivas, como rodas, lanternas e motores. Depois, foi constatado que veículos inteiros, como uma Toyota Hilux, também foram furtados no local.

De acordo com as informações reunidas durante as diligências, os veículos eram retirados do pátio com o auxílio de caminhões guincho, que entravam vazios no local e saíam carregados, sendo escoltados por outro veículo conduzido pelo servidor público.

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Além dos veículos inteiros, foram confirmados os furtos de peças de outros bens apreendidos, incluindo rodas de uma Toyota Hilux SW4 e partes de um Hyundai I30, gerando prejuízos tanto às vítimas quanto à administração pública.

As diligências da Derf reuniram informações, entre elas imagens aéreas, que comprovaram a dinâmica dos furtos ocorridos. Com base nas provas coletadas, a Polícia Civil representou pela decretação da prisão preventiva do servidor investigado e pela expedição de mandados de busca e apreensão em locais vinculados ao esquema, incluindo empresas de guincho que teriam realizado o transporte dos bens subtraídos.

Furto e peculato

A investigação apontou que os crimes ocorridos comprometem a integridade dos bens apreendidos que estão vinculados a inquéritos policiais e ações penais em andamento.

“Os bens custodiados representam evidências ou patrimônios protegidos judicialmente. A violação desses itens compromete a credibilidade do sistema de justiça e da administração pública”, afirmou o delegado Honório Neto, responsável pela investigação.

O inquérito reuniu evidências sobre a ocorrência do crime de furto qualificado e de peculato, uma vez que foi comprovada a participação de um funcionário público na conduta. O crime de peculato, previsto no artigo 312 do Código Penal, tem pena de 2 a 12 anos de prisão.

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O nome da operação faz referência direta à prática de desmontagem de veículos, que caracteriza os furtos investigados. Além disso, o termo simboliza o desmantelamento do esquema criminoso que vinha sendo operado por pessoas que se aproveitavam de sua posição para burlar o sistema e desviar bens públicos. A operação contou com apoio da Delegacia Municipal de Primavera do Leste.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia Civil deflagra operação com alvo em ex-gerente de casa de acolhimento envolvido em desvios de benefícios

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (22.4), a Operação Broquel para cumprir ordens judiciais contra um esquema de desvio de benefícios de internos da Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda, da Prefeitura de Várzea Grande.

São cumpridos mandados de busca e apreensão domiciliar e de afastamento de sigilo de dados de aparelhos eletrônicos, expedidos pela Segunda Vara Criminal de Várzea Grande. A operação tem como alvo principal o ex-gerente da unidade, que ocupou o cargo até 2024 e é investigado por crimes de peculato majorado praticados de forma continuada.

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), apontam que o suspeito, valendo-se de sua função pública, da sua posição hierárquica sobre os acolhidos e da relação de confiança com eles construída, apropriou-se indevidamente de documentos pessoais, cartões bancários e benefícios assistenciais dos internos.

Saques e empréstimos

De acordo com os relatos colhidos, o ex-gerente realizava saques integrais dos benefícios e contraía empréstimos bancários não autorizados em nome das vítimas, pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social e psicológica.

Algumas das vítimas, além de viverem ou terem vivido em situação de rua, são analfabetas, possuem dificuldade de comunicação, dependência química e alcoólica ou ainda enfermidades de natureza psiquiátrica, características que, em efeito sinérgico, potencializam a condição de vulnerabilidade.

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Em um dos casos documentados, um empréstimo consignado de mais de R$ 16 mil foi formalizado em nome de um acolhido, com indícios de fraude na contratação.

Além dos desvios financeiros, há denúncias de que o investigado utilizava a mão de obra dos internos para trabalhos não remunerados em sua propriedade particular e utilizava métodos de intimidação e coação psicológica para manter o controle sobre os valores desviados.

Suspensão de função pública

Contra o principal investigado, também foi determinada a suspensão do exercício da função pública, sendo ele atualmente ocupante de outro cargo na Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande, bem como o impedimento de nomeação ou contratação para outro cargo pelo Poder Público Municipal.

Foram determinadas outras medidas cautelares, como a proibição de o investigado manter contato com vítimas e testemunhas e a proibição de acesso a todos os prédios e às dependências da Secretaria Municipal de Assistência Social de Várzea Grande.

Casa de Acolhimento

A Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda é um equipamento público de execução direta da Secretaria Municipal de Assistência Social de Várzea Grande, destinado ao acolhimento de homens adultos em situação de rua.

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O regimento interno da unidade proíbe a retenção de documentos ou valores como condição para permanência no local, prevendo que a guarda de pertences deve ser feita com segurança e devolvida integralmente aos assistidos.

As investigações prosseguem com a análise de materiais apreendidos e a identificação de possíveis novas vítimas do esquema.

Nome da operação

A Operação Broquel (termo que remete a um escudo de proteção) visa não apenas punir os desvios de recursos públicos e particulares, mas também interromper o ciclo de abusos contra cidadãos em estado de extrema hipossuficiência social e jurídica.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, do Governo do Estado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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