A Polícia Civil e o Ministério Público de Mato Grosso realizaram, neste sábado (14.03), em Confresa, Porto Alegre do Norte, Canabrava do Norte e São José do Xingu, a Operação Ícaro, com o objetivo de orientar proprietários e responsáveis por postos de combustíveis sobre os preços praticados e repassados aos consumidores.
A ação foi realizada após denúncias registradas ao longo da semana devido à variação dos valores praticados na região. Segundo o delegado Rogério da Silva Irlandes, a fiscalização continuará nos próximos dias.
“Esse primeiro passo é de notificação e análise dos preços. Eu passei pessoalmente em cada posto, verifiquei os valores nas placas e constatei que alguns estabelecimentos sequer possuem placas com os preços, o que é inconcebível”, afirmou o delegado.
Durante as visitas, o delegado orientou funcionários e proprietários dos postos a manterem placas com os valores dos combustíveis em locais visíveis ao consumidor. Além disso, foram feitos registros fotográficos para posterior comparação entre os preços exibidos nas placas e os valores praticados nas bombas.
Ao todo, 11 postos de combustíveis de Confresa receberam a Nota Técnica do Ministério Público e instruções, além de Porto Alegre do Norte, Canabrava e São José do Xingu.
Operação Ícaro
O nome da operação, Ícaro, vem da mitologia grega, que conta a história de Ícaro, que voou com asas de cera e penas. Ao desobedecer seu pai e voar muito alto (em direção ao Sol), a cera derreteu, e ele caiu no mar.
A metáfora é que o alto preço do combustível faz os custos “voarem muito alto”, queimando o orçamento do consumidor e da economia, causando uma queda (prejuízo). A operação teria o objetivo de “derrubar” esses preços, ou evitar que continuem subindo em direção ao sol (especulação/tributação excessiva).
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta terça-feira (09.10), em Várzea Grande, um jovem, de 19 anos, suspeito de vender os dados da própria conta bancária para o recebimento de dinheiro obtido em um golpe contra um idoso.
Segundo as investigações, a vítima, de 62 anos, foi induzida a fazer um PIX de R$ 50 mil para fechar a compra de um veículo anunciado em uma rede social. O anúncio era falso, e o valor foi transferido para a conta do suspeito.
Após diligências contínuas, as equipes localizaram o suspeito e efetuaram a prisão. Em depoimento, ele confessou que cedeu a conta por R$ 700 a um homem que anunciava, em um perfil no Facebook, a compra de contas bancárias de terceiros.
A conduta se enquadra no artigo 171, § 2º-A, inciso VII do Código Penal, incluído pela Lei nº 15.397/2026, que pune quem cede, de forma gratuita ou onerosa, conta bancária para a circulação de recursos que financiem atividade criminosa ou que tenham origem nela.
Embora não tenha antecedentes criminais, o suspeito não teve fiança arbitrada e aguarda audiência de custódia.
Para o delegado Ruy Peral, responsável pela investigação do caso, a prisão mostra que quem empresta ou vende a conta também responde pelo golpe.
“Ceder ou vender conta bancária a terceiros não é um favor nem um negócio inofensivo. É crime. O titular entrega o instrumento que permite ao golpista receber o dinheiro da vítima e pode responder pela fraude, mesmo sem ter aplicado o golpe nem conhecer quem foi lesado. Quem vende a conta se torna parte do esquema”, alertou.
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