A Polícia Civil incinerou nessa segunda-feira (27.4), drogas apreendidas em diversos procedimentos policiais sob atribuição da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Confresa.
O ato ocorreu mediante autorização judicial e em conformidade com a Lei nº 11.343/2006, que disciplina os procedimentos relacionados à destinação de drogas apreendidas.
Os entorpecentes destruídos são oriundos de apreensões realizadas em procedimentos registrados entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, período em que a Derf de Confresa passou a ter atribuição também para atuar em investigações relacionadas ao tráfico de drogas, ampliando sua atuação repressiva no município e na região.
A incineração foi presidida pela delegada de polícia Karen Amaral Makrakis e contou com o acompanhamento de representantes do Ministério Público, da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), da Vigilância Sanitária e de testemunhas, garantindo transparência, controle e regularidade ao procedimento.
Entre os materiais incinerados estavam porções de maconha, cocaína, crack, pasta base, skunk e anfetamina, vinculadas a inquéritos policiais e termos circunstanciados instaurados na unidade.
Segundo a delegada, a incineração representa uma etapa fundamental da persecução penal, pois assegura a destinação legal dos entorpecentes retirados de circulação, após a realização dos exames periciais, preservação das amostras necessárias e autorização do Poder Judiciário.
“As ações de combate ao tráfico de drogas seguem sendo desenvolvidas de forma contínua e integrada, com apoio dos órgãos de perícia, fiscalização e controle, visando à responsabilização dos envolvidos e à redução dos impactos da criminalidade na região”, afirmou a delegada Karen Amaral Makrakis.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, entre os dias 8 e 12 de junho, a primeira fase da Operação Incarceratus de 2026, que resultou no cumprimento de 19 mandados de prisão preventiva contra investigados por diversos crimes. A ação reforça o trabalho de repressão qualificada e combate à atuação de criminosos no Estado.
A operação, realizada com base em levantamentos realizados pela Gerência Estadual de Polinter e Capturas (Gepol) ocorreu dentro da Penitenciária Central do Estado (PCE) e da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, resultando no cumprimento de mandados de prisão contra criminosos que já se encontram no sistema prisional.
Entre os alvos estão criminosos, que embora já sentenciados, possuem novas ordens de prisão decretadas por crimes graves como homicídio, infanticídio, roubo, associação criminosa, estupro de vulnerável, tráfico de drogas e estelionato.
A estratégia impede que detentos prestes a receber liberdade condicional ou progressão de regime retornem às ruas caso possuam pendências judiciais em outros processos. A delegada titular da Polinter, Sílvia Pauluzi de Siqueira, ressaltou que o levantamento minucioso das equipes permitiu identificar as ordens judiciais em aberto.
“Os policiais civis dedicaram por semanas com foco na identificação dos mandados contra criminosos que praticaram os mais variados delitos e que estão prestes a receber a liberdade condicional, mas que respondem a outros processos e tiveram novas prisões decretadas”, explicou a delegada.
Inteligência e Colaboração
O trabalho de investigação foi realizado em parceria com as Diretorias de Inteligência, Metropolitana e do Interior, reforçando a importância da atribuição estadual da Polinter no cumprimento dessas ordens judiciais, que visam o fortalecimento da segurança pública.
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