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Polícia Civil mira grupo criminoso envolvido em furto qualificado em empresa de informática em Araputanga

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou nesta quinta-feira (22.1) a Operação Blackout para cumprimento de 12 ordens judiciais com alvo em um grupo criminoso envolvido em furto qualificado em uma empresa de produtos de informática no município de Araputanga.

São cumpridas na operação, dois mandados de prisão preventiva, cinco mandados de busca e apreensão domiciliar e cinco quebras de dados telefônicos e telemáticos. Os mandados são cumpridos simultaneamente nas cidades de Araputanga, Indiavaí, São José dos Quatro Marcos e Cuiabá, contando com a participação de 25 policiais civis.

A operação, marca a fase final da investigação realizada pela Delegacia de Araputanga destinada a desarticular a quadrilha responsável pelo furto qualificado de grande porte ocorrido na empresa, localizada no centro do município. O trabalho policial conclui meses de apurações detalhadas, análise de imagens, rastreamento de veículos e coleta de provas técnicas.

O crime ocorreu no dia 14 de setembro de 2025, quando os criminosos desligaram o padrão de energia da empresa, interrompendo o sistema de segurança. Horas depois, eles retornaram para arrombar a porta de vidro, violar cadeados e assim subtrair diversos eletrônicos com prejuízo estimado em aproximadamente R$ 20 mil.

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Entre os itens furtados estão vários modelos de smartwatches, caixas de som JBL, tablets Amazon Fire e outros equipamentos de alto valor comercial, gerando prejuízo estimado entre 15 e 20 mil reais

A investigação reuniu provas que permitiram identificar veículos usados pelo grupo criminoso, os quais foram monitorados por câmeras urbanas e pelo sistema de rastreamento. O cruzamento de dados possibilitou o mapeamento detalhado das rotas utilizadas pelos suspeitos, que circularam entre Araputanga, São José dos Quatro Marcos, Cáceres, Mirassol do Oeste e Várzea Grande antes e depois da ação criminosa.

Segundo o delegado de Araputanga, Cleber Emanuel Neves, a investigação também permitiu aprofundar a identificação de cinco envolvidos, quatro homens e uma mulher, todos associados, por imagens e movimentação veicular, à execução do furto ou às ações preparatórias imediatamente anteriores ao crime.

Com o cumprimento da operação nesta data, a Polícia Civil executou mandados de busca em endereços relacionados aos suspeitos, com o objetivo de localizar objetos subtraídos, apreender novos elementos de prova e consolidar a responsabilização criminal dos integrantes da quadrilha.

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“A ação desta quinta-feira encerra a fase operacional e reforça o compromisso da Polícia Civil de Mato Grosso com a repressão qualificada a crimes patrimoniais praticados com preparação prévia, como o desligamento de energia para neutralizar sistemas de vigilância. Os resultados da operação fortaleceram significativamente o inquérito que apura o caso, permitindo o avanço das investigações e a continuidade do processo de responsabilização penal dos envolvidos”, disse o delegado.

Blackout

O nome da operação faz referência à técnica utilizada pelos investigados de desligar a rede energia, causando o “blackout”, para desligar sistemas de segurança e facilitar a execução do furto qualificado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia Civil prende enfermeira por exercício ilegal da medicina e comercialização de medicamentos irregulares

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A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu preventivamente, na manhã desta sexta-feira (24.4), uma enfermeira de 38 anos, proprietária de uma clínica de estética localizada no bairro Jardim Europa, em Cuiabá, suspeita de exercício ilegal da medicina, além da prática de crimes contra a saúde pública mediante a comercialização e utilização de medicamentos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A investigação, realizada pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), teve início após denúncia registrada junto à Vigilância Sanitária Municipal de Cuiabá, que apontava irregularidades graves nos procedimentos realizados na clínica.

Durante fiscalização conjunta, foram constatadas diversas infrações sanitárias, incluindo a realização de procedimentos estéticos invasivos, como aplicação de Plasma Rico em Plaquetas (PRP), ozonioterapia e soroterapia, que são privativos de profissionais médicos. Todos os procedimentos eram executados pela investigada, que é enfermeira de formação.

Além disso, foram encontrados medicamentos vencidos, produtos de origem estrangeira sem registro no Brasil e substâncias proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), como toxina botulínica de fabricação sul-coreana e outros fármacos utilizados de forma irregular. Os produtos eram armazenados em condições inadequadas, sem controle sanitário e parte deles teria sido importada ilegalmente.

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“As fiscalizações também evidenciaram que a clínica funcionava sem alvará sanitário, sem controle adequado de resíduos e sem condições mínimas de biossegurança, expondo pacientes a riscos de contaminação por doenças graves”, afirmou o delegado titular da Decon, Rogério Ferreira.

Segundo o delegado, a manipulação de sangue em ambiente impróprio, especialmente nos procedimentos de PRP, aumentava significativamente o risco de contaminação cruzada, infecções severas, necroses e até morte.

Mesmo após a interdição do estabelecimento pela Vigilância Sanitária, a investigada teria continuado suas atividades de forma clandestina, retirando equipamentos do local interditado durante a noite e passando a atender pacientes em outros endereços, inclusive em clínicas não regularizadas, além de tentar abrir uma nova unidade com outro nome, também localizada no Jardim Europa, sem autorização dos órgãos competentes.

As investigações também apontaram que a suspeita se apresentava nas redes sociais como “Dra.”, divulgando procedimentos invasivos em regiões como rosto, glúteos e seios, atraindo pacientes mediante pagamento antecipado via Pix, sem qualquer comprovação de habilitação médica para tais práticas.

Além da prisão preventiva decretada pelo Poder Judiciário, a pedido do delegado titular da Decon, foram determinadas diversas medidas cautelares, incluindo o cumprimento de mandado de busca e apreensão, a interdição imediata da clínica de estética, a suspensão do registro da empresa no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), a suspensão das redes sociais da investigada e de seu registro profissional junto ao Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso (Coren-MT).

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A investigada também já possuía passagem pela polícia por tráfico de drogas e estava usando tornozeleira eletrônica no momento da prisão nesta sexta-feira (24.4).

Segundo o delegado Rogério Ferreira, as investigações continuam e outros profissionais da área de estética que estiverem praticando exercício ilegal da medicina, bem como utilizando ou comercializando medicamentos irregulares, especialmente produtos voltados para emagrecimento, poderão ser alvo de novas operações policiais, inclusive com representação por prisão preventiva.

Denúncias

Denúncias sobre exercício ilegal da medicina ou comercialização de medicamentos irregulares podem ser feitas pela população por meio do telefone 197, pela Delegacia Digital ou pessoalmente em qualquer delegacia de polícia.

Também é possível procurar diretamente a Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor – Decon, localizada na Rua General Otávio Neves, nº 69, bairro Duque de Caxias I, em Cuiabá, de segunda a sexta-feira, em horário comercial, ou pelo e-mail [email protected].

Fonte: Policia Civil MT – MT

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