Uma ação conjunta entre as Polícias Civil e Militar resultou na prisão de cinco jovens, sendo três de 20 anos e dois de 19, após uma vítima conseguir fugir de um cativeiro onde era mantida sob agressões, em um caso ligado a uma organização criminosa com atuação no estado. A prisão foi realizada nessa quarta-feira (18.3), em Itaúba.
De acordo com informações repassadas à Polícia Civil, a vítima relatou que foi submetida a um “salve” — espécie de punição imposta por facções, que pode envolver agressões físicas, cárcere privado e até execução. Ela afirmou que passou toda a noite sendo espancada por vários indivíduos, junto com outra mulher que também era mantida no local.
Em determinado momento, a vítima conseguiu escapar e se esconder em uma área de vegetação por cerca de duas horas, até conseguir acionar as forças de segurança.
Diante da denúncia, equipes policiais se deslocaram até o endereço indicado e localizaram alguns dos suspeitos nas proximidades. Durante as diligências, os demais envolvidos foram encontrados em diferentes pontos da cidade, incluindo um dos suspeitos abordado enquanto circulava em uma motocicleta.
Ainda durante a ação, os policiais realizaram buscas em uma residência, onde foram encontradas cinco munições intactas de arma de fogo, possivelmente calibre .22, dentro de uma mochila. Também foram localizados documentos pessoais da vítima em posse de um dos suspeitos.
Segundo os detidos, as agressões teriam sido motivadas por questões pessoais envolvendo o relacionamento da vítima, justificando a violência como uma espécie de “acerto”.
A segunda vítima inicialmente foi considerada desaparecida, mas posteriormente foi localizada. Em relato preliminar, ela afirmou que, após a prisão de parte dos envolvidos, foi levada por uma mulher em um veículo e circulou pela cidade, sem conseguir identificar o automóvel.
Os suspeitos foram presos e encaminhados à delegacia para as providências cabíveis e, posteriormente, colocados à disposição da Justiça.
Eles devem responder pelos crimes de promover ou constituir organização criminosa, sequestro e cárcere privado.
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (25.6), a Operação Falsa Vantagem para cumprimento de ordens judiciais dentro de investigações que apuram a atuação de um grupo criminoso suspeito de envolvimento em um suposto esquema de influência em decisões judiciais mediante pagamento de valores.
Na operação, são cumpridos cinco mandados de busca e apreensão domiciliar expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco).
A operação integra os trabalhos de investigação que apuram a atuação de um grupo suspeito de prometer influência em decisões judiciais mediante pagamento de vantagens indevidas. As investigações apuram os crimes de extorsão, exploração de prestígio, estelionato, corrupção e organização criminosa.
Entre os alvos estão um advogado, bacharéis em Direito, um policial penal e uma servidora pública do Poder Judiciário. A operação tem como objetivo apurar como os fatos ocorriam, se a prática criminosa era habitual, identificar desde quando o grupo atuava e localizar outras possíveis vítimas.
De acordo com as investigações, o grupo teria prometido a familiares de um condenado a anulação da pena imposta pela Justiça, afirmando ter acesso à servidora responsável pelas decisões, cobrando o pagamento de R$ 150 mil em espécie pela garantia do benefício.
Segundo o apurado, a solicitação do pagamento em espécie teria sido utilizada para dificultar o rastreamento financeiro dos valores. Porém, a medida resultou apenas na redução da pena do condenado, e não em sua anulação, conforme havia sido prometido.
Insatisfeito com o resultado, o beneficiário passou a exigir a devolução dos valores pagos, circunstância que também é objeto da investigação.
Segundo o delegado responsável pelas investigações, Marlon Luz, os mandados buscam apreender aparelhos celulares, computadores, documentos e outros materiais que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos e para a identificação de outros eventuais envolvidos.
Nome da operação
O nome “Falsa Vantagem” faz referência à promessa de obtenção de influência sobre decisões judiciais em troca de pagamento, criando nas vítimas a falsa expectativa de que haveria garantia de resultados favoráveis perante o Poder Judiciário.
As investigações prosseguem para apurar a extensão do esquema criminoso, identificar outras possíveis vítimas e individualizar a participação de cada investigado.
Operação Pharus
A operação integra as ações do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate à atuação de grupos criminosos em todo o Estado.
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