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1º Seminário Cacau-MT Familiar reúne mais de 450 pequenos agricultores de todo o estado

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O 1º Seminário Cacau-MT Familiar reuniu mais de 450 pequenos produtores rurais no Teatro Zulmira Canavarros, em Cuiabá, nesta sexta-feira (8). A ação é iniciativa do deputado estadual e presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (União), que criou no início do ano, juntamente com a equipe do Instituto de Desenvolvimento da Agricultura Familiar (IDAF/MT), o projeto Cacau-MT.

De acordo com o deputado Botelho, o mercado é promissor para a cacauicultura em Mato Grosso e, com parcerias para o fomento da agricultura familiar, há potencial para o sucesso desse cultivo.

“O cacau já é um produto de ouro para o Brasil. Existe uma grande possibilidade de trabalharmos o cultivo desse fruto aqui no estado, sobretudo na Baixada Cuiabana. Vamos ampliar parcerias com o governo do estado, por meio da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), para oferecer assistência técnica, cursos de capacitação e linhas de crédito ao pequeno produtor interessado nessa atividade agrícola. É fundamental que, no futuro, possamos criar cooperativas para os produtores, pois, sem dúvida, será um importante produto novo para a agricultura familiar de Mato Grosso”, destacou.

Ao longo do dia, diversas palestras foram realizadas por especialistas, mestres e doutores da área da cacauicultura dos estados da Bahia, Mato Grosso e Rondônia, além de técnicos e demais pessoas ligadas diretamente com a cadeia produtiva do campo.

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Também foram realizados painéis de debate sobre temas como: desafios e oportunidades da cultura do cacau; técnicas de propagação de mudas clonais; manejo da lavoura; industrialização da cultura; fortalecimento das comunidades; beneficiamento e preparação das amêndoas; plantio consorciado; comercialização da produção; implantação de projetos; importância da pesquisa e da capacitação técnica; e, por fim, atividade sensorial “do cacau ao chocolate”.

Foto: VANDERSON FERRAZ SANTOS

Dentro da programação, a palestra “Desafios e Oportunidades da Cultura do Cacau para a Agricultura Familiar” foi ministrada pelo professor Durval Neto Mello, engenheiro agrônomo com doutorado em Produção Vegetal e atuação nas áreas de solos, sistemas agroflorestais, cacau e chocolate. Ele destacou a alta rentabilidade que o cultivo do cacau pode oferecer aos agricultores e citou o potencial da cadeia produtiva brasileira, que vai do fruto ao chocolate.

“Temos a maior biodiversidade de cacau do mundo, no bioma amazônico. Isso aumenta nossa competitividade e, com esse grande potencial, podemos nos tornar, a longo prazo, uma referência mundial na produção de chocolate”, salientou.

O pesquisador ressaltou ainda que, por se tratar de uma cultura conservacionista e perene, com ciclo de 20 a 30 anos, o cacau é benéfico ao pequeno produtor, pois, após o plantio, exige apenas manejo adequado. Acrescentou que, por se tratar de uma commodity de valor agregado, o cultivo pode impulsionar a economia da agricultura familiar.

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A palestra intitulada “A Comercialização por Meio de Grupos Produtivos da Agricultura Familiar” foi ministrada pelo professor doutor Ivan Pereira, do Instituto Federal da Bahia, Campus Uruçuca.

Segundo ele, “essa troca de saberes entre os produtores de Mato Grosso e os pesquisadores tem o objetivo de colaborar e planejar ações para os próximos anos. O cacau é uma cultura extremamente importante pela sustentabilidade. Nós, que trabalhamos com a parte econômica e ambiental, entendemos que é importante que o produtor aprofunde seu conhecimento no manejo e no cultivo, para se desenvolver e se consolidar no mercado. Agradeço imensamente ao deputado Eduardo Botelho pela oportunidade e pela iniciativa dentro do projeto Cacau-MT, que vai mudar a vida de muitos pequenos produtores, tenho certeza”, declarou.

Na ocasião, o deputado Eduardo Botelho recebeu um troféu em reconhecimento à sua trajetória parlamentar e à atuação em prol do fortalecimento da agricultura familiar no estado. A homenagem foi entregue pelo professor Ivan Pereira. Personalidades que se destacam na agricultura familiar, em Mato Grosso e em outros estados, também receberam moções de aplauso.

Fonte: ALMT – MT

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Após atuação da ALMT, STF reconhece cumprimento por MT à apresentação de propostas sobre divisa entre Mato Grosso e Pará

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A atuação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) na discussão sobre a divisa entre Mato Grosso e Pará alcançou uma nova etapa no Supremo Tribunal Federal (STF). Em decisão proferida pelo ministro Flávio Dino, no último dia 11, na Ação Rescisória nº 2.964, o relator reconheceu como cumprida por Mato Grosso a etapa destinada à apresentação de propostas adicionais de acordo e determinou que o estado do Pará se manifeste sobre elas no prazo de 30 dias.

A decisão representa um avanço na estratégia institucional desenvolvida nos últimos meses pela ALMT. As propostas construídas pela Procuradoria-Geral da Assembleia foram incorporadas à estratégia de Mato Grosso para que a discussão não fique restrita à definição territorial e à regularização fundiária, mas alcance também os impactos concretos da mudança de divisa sobre a população.

Na Procuradoria-Geral da ALMT, a construção das teses e das manifestações apresentadas ao Supremo vem sendo conduzida pelos procuradores Ricardo Riva e Bruno Willames Cardoso Leite. Eles são responsáveis pela formulação da linha jurídica que colocou no centro da discussão a continuidade dos serviços públicos e a necessidade de uma transição organizada entre os dois Estados.

Desde o último mês junho, de acordo com Bruno Willames, a Procuradoria da Assembleia passou a defender perante o STF que a solução para o conflito territorial centenário não poderia se resumir à definição de quem é proprietário ou de qual estado determinada área pertence.

“Era necessário enfrentar também questões como saúde, educação, transporte escolar, estradas, segurança pública, sanidade animal, tributação, regularização ambiental, atividade produtiva, ressarcimento de despesas e continuidade dos serviços atualmente prestados por Mato Grosso e seus municípios”, afirmou o procurador.

De acordo com o procurador, a atuação tem respaldado a participação institucional da Assembleia Legislativa na discussão e aproximação com os municípios diretamente atingidos pelo conflito. “A estratégia da ALMT tem buscado levar ao processo não apenas argumentos jurídicos, mas informações produzidas pelas prefeituras, representantes das comunidades e setores econômicos que convivem diariamente com os efeitos da indefinição histórica da divisa”, afirmou.

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Na nova decisão, o relator Flávio Dino registrou detalhadamente a proposta apresentada por Mato Grosso, incluindo a criação de uma Mesa Técnica de Trabalho Mato Grosso e Pará, com participação dos municípios, e a construção de uma solução piloto para a região da Serra dos Apiacás, envolvendo inicialmente Apiacás, Paranaíta e Alta Floresta, em Mato Grosso, e Jacareacanga e Novo Progresso, no Pará.

O ministro considerou que a manifestação apresentada por Mato Grosso em 31 de agosto, materializando o cumprimento da obrigação do acordo celebrado anteriormente entre os dois estados. Com isso, Flávio Dino determinou que o Pará seja intimado para se manifestar, em 30 dias, sobre as propostas.

Após a manifestação paraense, segundo o procurador, Mato Grosso terá prazo de 10 dias úteis. Em seguida, o processo retornará ao gabinete do relator para novas providências, havendo ainda previsão de que as partes possam requerer nova audiência de conciliação para tratar dos pontos que permanecerem controvertidos.

A decisão também reconheceu o avanço dos trabalhos na área fundiária. O ministro registrou a apresentação por Mato Grosso de cadeias dominiais, parecer técnico sobre a metodologia cartográfica histórica, mapas, cartografias, arquivos em formato shapefile e títulos definitivos emitidos pelo Intermat, considerando cumpridas pelo Estado as etapas correspondentes do acordo.

“Agora, caberá também ao Pará, no prazo determinado pelo STF, apresentar o compilado de dados dos imóveis necessário para que sejam requisitadas aos cartórios as respectivas cadeias dominiais”, afirmou o procurador.

Para o procurador Ricardo Riva, um dos responsáveis pela estratégia jurídica da ALMT no caso, a participação da Assembleia busca assegurar que a transição territorial seja acompanhada por soluções administrativas capazes de funcionar na prática.

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“A regularização fundiária é indispensável, mas existe uma população inteira vivendo nessa região. Saúde, educação, estradas, segurança, produção e os demais serviços públicos precisam continuar funcionando durante e depois dessa transição. Foi essa preocupação que levou a Assembleia a ampliar a discussão perante o Supremo”, destacou Riva.

O procurador Bruno Willames Cardoso Leite ressalta que a nova fase permite transformar problemas identificados ao longo dos trabalhos em propostas concretas de cooperação entre os entes públicos.

“Desde o início defendemos que não seria suficiente resolver a terra e deixar as pessoas para depois. A definição territorial precisa vir acompanhada de uma transição segura, com responsabilidades claras e participação dos municípios que conhecem e atendem essa população diariamente. Agora o Pará terá oportunidade de se manifestar sobre essas propostas e apresentar também suas soluções”, afirmou o procurador.

A Assembleia Legislativa, de acordo com o procurador Bruno Willames, continuará reunindo informações dos municípios enquanto transcorre o prazo concedido pelo STF, a Procuradoria-Geral da ALMT continuará trabalhando na reunião de informações sobre a realidade da região, especialmente dados relativos aos serviços efetivamente prestados por Mato Grosso e pelos municípios às comunidades localizadas do lado paraense da divisa.

Documentos já obtidos demonstram, por exemplo, atendimentos realizados pela rede pública de saúde de Mato Grosso a moradores do Pará. Esse tipo de informação deverá auxiliar na construção de soluções para continuidade dos serviços e eventual divisão de responsabilidades entre os entes públicos.

A Assembleia também pretende continuar ouvindo prefeitos, gestores, produtores e moradores das áreas atingidas, fortalecendo a participação dos municípios na próxima etapa da conciliação.

Fonte: ALMT – MT

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