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Após reunião com deputados, governo se propõe a ajudar Santa Casa de Rondonópolis

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A deputada Marildes Ferreira (PSB) informou que o governador Mauro Mendes (União) se dispôs a auxiliar a Santa Casa de Rondonópolis em demandas futuras, mas, não pagará dívidas, como os R$ 90 milhões em questão, geradas por gestões passadas da entidade filantrópica.

Ela e os deputados estaduais de Rondonópolis se reuniram com o governador Mauro Mendes nesta quarta-feira (16) para tratar da situação da Santa Casa do município e o atraso de salários da unidade, que já dura oito meses.

“Falou-se dos contratos e a resposta do governador foi que o estado não vai entregar dinheiro para pagar dívidas anteriores”, relatou a deputada Marildes após a reunião. A deputada contou que o governador afirmou que “é preciso resolver agora o presente, o futuro nós estamos dispostos a ajudar, seja pagando emendas, seja melhorando as tabelas, melhorando os valores da UTI”.

A deputada afirmou ainda que, na prática, a partir de agora, a gestão da Santa Casa de Rondonópolis precisa fazer um novo planejamento e sanar as dívidas existentes.

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“A Santa Casa precisa buscar uma coerência dentro desses contratos, eliminar alguns e reduzir valores, ou seja, fazer um equilíbrio nas contas. Daí para frente é preciso renegociar essas dívidas”, sugeriu Marildes.

Participaram da reunião com o governador Mauro Mendes nesta quarta-feira os deputados Nininho, Thiago Silva e Sebastião Rezende. Além do secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira e a secretária municipal de Saúde, Tânia Balbinotti.

Dívidas – A secretária municipal de Saúde de Rondonópolis, Tânia Balbinotti, apresentou na reunião com o governador e aos deputados dívidas de R$ 90 milhões da Santa Casa. Entre elas, R$ 28 milhões com funcionários, R$ 28 milhões com fornecedores em geral e R$ 24 milhões com banco. A Santa Casa é uma entidade filantrópica como em todo Brasil, e no caso de Rondonópolis é administrada por uma fundação.

Salários atrasados – No começo do mês, a deputada Marildes cobrou do secretário de Saúde Gilberto Figueiredo, do prefeito de Rondonópolis Cláudio Ferreira e da secretária municipal de Saúde solução para pagamento do salário dos funcionários da Santa Casa do município.

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“Quero falar para o nosso prefeito Cláudio que olhe para a Santa Casa de Rondonópolis. Olhe para nosso povo que precisa de atendimentos. Sentem, dialoguem”, recomendou a deputada na ocasião na tribuna da Assembleia Legislativa.

Por conta dos salários atrasados por 8 meses, os atendimentos na Santa Casa foram paralisados entre 1º/04/25 e 13/04/25 e a unidade não realizou cirurgias eletivas e não recebeu pacientes que não fossem de urgência e emergência. E atendeu pacientes já internados.

A deputada Marildes Ferreira explicou ainda que a Santa Casa de Rondonópolis tem 95% de atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e atende 19 municípios da região.

Fonte: ALMT – MT

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Comissão da ALMT avança em projetos para proteção do Pantanal, da fauna e dos recursos hídricos

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Celebrado nesta sexta-feira, 5 de junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente reforça a importância da preservação dos recursos naturais e da construção de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável. Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a Comissão de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Recursos Minerais e Direitos dos Animais Domésticos de Companhia tem contribuído para esse debate por meio da análise de projetos de lei e discussões sobre temas estratégicos, como proteção do Pantanal e a situação dos pescadores do estado.

De janeiro até a primeira semana de junho de 2026, o colegiado realizou três reuniões ordinárias e uma extraordinária e analisou 102 matérias. Além disso, a comissão promoveu, em maio, uma audiência pública para debater os impactos da Lei da Pesca.

Entre os projetos que tiveram parecer favorável aprovado pela comissão, destacam-se iniciativas voltadas à proteção do Pantanal, à preservação da fauna silvestre e à conservação dos recursos hídricos. Um deles é o Projeto de Lei (PL) nº 2076/2025, de autoria do deputado Beto Dois a Um (Podemos), que institui o Estatuto de Proteção Permanente do Pantanal Mato-grossense. A proposta estabelece diretrizes estaduais para prevenção e combate às queimadas, utilização de tecnologias de monitoramento ambiental, criação de brigadas comunitárias e elaboração de um plano estadual de resposta emergencial para enfrentar eventos extremos.

Foto: Karen Malagoli / Secretaria de Comunicação Social

Outro projeto que recebeu parecer favorável da comissão foi o PL nº 73/2022, do deputado Valdir Barranco (PT). O texto prevê a implantação de ecodutos para possibilitar a travessia segura da fauna sob rodovias, ferrovias e estradas. A medida busca reduzir o número de atropelamentos de animais silvestres e contribuir para a preservação da biodiversidade mato-grossense, especialmente em áreas de grande circulação e fragmentação de habitats naturais.

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Também se destaca a aprovação do PL nº 295/2026, de autoria do deputado Wilson Santos (PSD), que cria o Programa Estadual de Proteção e Combate à Poluição de Rios e Cursos d’Água. A proposta tem como objetivo fortalecer ações de preservação dos recursos hídricos e ampliar mecanismos de prevenção à degradação ambiental em bacias hidrográficas do estado.

Presidente da comissão, o deputado Eduardo Botelho (MDB) destacou que os trabalhos desenvolvidos no primeiro semestre reforçam o compromisso da Assembleia Legislativa com a preservação ambiental e o desenvolvimento sustentável. Segundo ele, o colegiado tem debatido temas estratégicos para o estado, como a proteção do Pantanal, os recursos hídricos, a política pesqueira, a prevenção das queimadas e a produção sustentável. “A comissão tem trabalhado muito neste primeiro semestre. Discutimos a questão do Pantanal, que era um assunto mais urgente e fomos in loco, inclusive com o pessoal da Sema e do Corpo de Bombeiros, fazer uma visita na região”, afirmou.

A audiência pública promovida pela comissão teve como objetivo discutir os impactos da Lei Estadual nº 12.197/2023, conhecida como Transporte Zero. O encontro reuniu representantes das 22 colônias de pescadores de Mato Grosso, parlamentares, integrantes do governo estadual e membros da cadeia produtiva da pesca para avaliar os efeitos sociais, econômicos e ambientais da legislação.

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Para Botelho, o debate sobre a pesca demonstra a preocupação da comissão em buscar soluções equilibradas para questões que envolvem meio ambiente e desenvolvimento econômico. “Neste semestre, começamos a debater o Transporte Zero do pescado, realizando uma audiência pública muito importante e concorrida, na qual buscamos alternativas positivas para o setor”, destacou.

O parlamentar reforçou ainda que Mato Grosso tem papel estratégico na produção de alimentos e na preservação ambiental, sendo referência nacional e internacional nesses dois segmentos. “Nesta data comemorativa do Meio Ambiente, faço um chamado para que possamos unir esforços, governo, setor produtivo, comunidade científica e sociedade civil, em favor de políticas públicas equilibradas, responsáveis e sustentáveis. Preservar o meio ambiente não é impedir o desenvolvimento. Preservar o meio ambiente é garantir que o desenvolvimento continue sendo possível”, afirmou.

Atualmente, a Comissão de Meio Ambiente da ALMT é presidida pelo deputado Eduardo Botelho e tem como vice-presidente Carlos Avallone (PSDB). Também integram o colegiado, como membros titulares, os deputados Nininho (Republicanos), Valmir Moretto (Republicanos) e Wilson Santos.

Fonte: ALMT – MT

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