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Assembleia Legislativa abre inscrições para palestras do 1º Prêmio de Jornalismo do Parlamento

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Estão abertas e seguem até o próximo dia 23, as inscrições para as palestras com nomes de destaque nacional da Comunicação: o jornalista Fernando Mitre (@fernandomitrereal) e o consultor de marketing político Marcelo Vitorino (@mvitorino), que serão realizadas no dia 29 de janeiro, como parte da cerimônia de entrega do 1º Prêmio de Jornalismo – Trofeu Parlamento, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), no Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros, às 19 horas.

Destinadas a profissionais e universitários da área de Comunicação, os interessados podem se inscrever direto no portal al.mt.gov.br ou aqui, para se inscrever gratuitamente e garantir o certificado de participação.

“É uma oportunidade única para os profissionais da imprensa e estudantes se atualizarem, trocarem experiências e se prepararem ainda mais para cobrir períodos importantes da democracia, sempre com ética, responsabilidade e compromisso com a verdade”, afirmou o secretário de Comunicação Social da ALMT, coronel Henrique Santos.

Autor do livro “Nos Bastidores da Tevê – Debate na Veia”, Fernando Mitre ministrará a palestra “A missão do jornalismo na cobertura ética de uma eleição”, na qual abordará os desafios da atuação jornalística em períodos eleitorais, a intensidade da polarização partidária e o combate à desinformação. “Na minha palestra, nesta minha primeira visita a Cuiabá, nós vamos avaliar o que se pode tirar como lições, exemplos e sugestões de uma experiência de cobertura de mais de 50 eleições e debates eleitorais. Aqui entra a analise da evolução da tecnologia, as mudanças no sistema de comunicação, o ritmo delas e os novos desafios que chegam”, afirmou.

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Já Marcelo Vitorino apresentará a palestra “A inteligência artificial como aliada da comunicação”, trazendo reflexões práticas sobre o uso de ferramentas de IA no cotidiano dos profissionais da área. “Uma palestra que traz o uso de ferramentas de inteligência artificial para o dia a dia dos profissionais de comunicação, na pesquisa e apuração de dados, na organização de tarefas, e como parceiro na produção de conteúdos”, descreveu Vitorino.

Santos destaca que esse debate antecede o clima de expectativa para a grande revelação dos vencedores do 1º Prêmio ALMT de Jornalismo, que integra a programação especial dos 190 anos da ALMT. “É o reconhecimento de quem informa, esclarece e ajuda a população a entender melhor a política e a sociedade. A Assembleia acredita na força da imprensa e valoriza quem trabalha sério, perto do povo e com responsabilidade. É assim que celebramos nossa história, investindo em conhecimento, diálogo e valorização do jornalismo mato-grossense”, disse o coronel Santos.

Durante reunião com a equipe, nesta segunda-feira (12), o secretário-adjunto da Secom da ALMT, jornalista José Marques, falou sobre a importância da inscrição para as palestras.

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“É fundamental que os profissionais fiquem atentos ao prazo de inscrição. Basta acessar o link disponível na página da ALMT e confirmar. Esse é um momento histórico, pois o prêmio nasce com a proposta de valorizar todos os comunicadores que atuam na construção da informação em Mato Grosso, incluindo também os universitários”, destacou o secretário adjunto.

Prêmio – Troféu Parlamento é um concurso para premiar talentos, reconhecer jornalistas regionais e destacar a relevância de suas contribuições para a sociedade mato-grossense, por meio da divulgação de assuntos discutidos em sessões plenárias, comissões permanentes e temporárias, audiências públicas que resultam em leis e ações produzidas pelo Poder Legislativo de Mato Grosso.

O 1º Prêmio de Jornalismo da ALMT recebeu 293 inscrições de trabalhos de profissionais de comunicação de todo o estado. Durante a cerimônia, serão premiados os trabalhos classificados em primeiro, segundo e terceiro lugares, reconhecendo a excelência e o compromisso com a informação de interesse público. O 1º lugar será premiado com R$ 20 mil.

Fonte: ALMT – MT

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Após atuação da ALMT, STF reconhece cumprimento por MT à apresentação de propostas sobre divisa entre Mato Grosso e Pará

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A atuação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) na discussão sobre a divisa entre Mato Grosso e Pará alcançou uma nova etapa no Supremo Tribunal Federal (STF). Em decisão proferida pelo ministro Flávio Dino, no último dia 11, na Ação Rescisória nº 2.964, o relator reconheceu como cumprida por Mato Grosso a etapa destinada à apresentação de propostas adicionais de acordo e determinou que o estado do Pará se manifeste sobre elas no prazo de 30 dias.

A decisão representa um avanço na estratégia institucional desenvolvida nos últimos meses pela ALMT. As propostas construídas pela Procuradoria-Geral da Assembleia foram incorporadas à estratégia de Mato Grosso para que a discussão não fique restrita à definição territorial e à regularização fundiária, mas alcance também os impactos concretos da mudança de divisa sobre a população.

Na Procuradoria-Geral da ALMT, a construção das teses e das manifestações apresentadas ao Supremo vem sendo conduzida pelos procuradores Ricardo Riva e Bruno Willames Cardoso Leite. Eles são responsáveis pela formulação da linha jurídica que colocou no centro da discussão a continuidade dos serviços públicos e a necessidade de uma transição organizada entre os dois Estados.

Desde o último mês junho, de acordo com Bruno Willames, a Procuradoria da Assembleia passou a defender perante o STF que a solução para o conflito territorial centenário não poderia se resumir à definição de quem é proprietário ou de qual estado determinada área pertence.

“Era necessário enfrentar também questões como saúde, educação, transporte escolar, estradas, segurança pública, sanidade animal, tributação, regularização ambiental, atividade produtiva, ressarcimento de despesas e continuidade dos serviços atualmente prestados por Mato Grosso e seus municípios”, afirmou o procurador.

De acordo com o procurador, a atuação tem respaldado a participação institucional da Assembleia Legislativa na discussão e aproximação com os municípios diretamente atingidos pelo conflito. “A estratégia da ALMT tem buscado levar ao processo não apenas argumentos jurídicos, mas informações produzidas pelas prefeituras, representantes das comunidades e setores econômicos que convivem diariamente com os efeitos da indefinição histórica da divisa”, afirmou.

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Na nova decisão, o relator Flávio Dino registrou detalhadamente a proposta apresentada por Mato Grosso, incluindo a criação de uma Mesa Técnica de Trabalho Mato Grosso e Pará, com participação dos municípios, e a construção de uma solução piloto para a região da Serra dos Apiacás, envolvendo inicialmente Apiacás, Paranaíta e Alta Floresta, em Mato Grosso, e Jacareacanga e Novo Progresso, no Pará.

O ministro considerou que a manifestação apresentada por Mato Grosso em 31 de agosto, materializando o cumprimento da obrigação do acordo celebrado anteriormente entre os dois estados. Com isso, Flávio Dino determinou que o Pará seja intimado para se manifestar, em 30 dias, sobre as propostas.

Após a manifestação paraense, segundo o procurador, Mato Grosso terá prazo de 10 dias úteis. Em seguida, o processo retornará ao gabinete do relator para novas providências, havendo ainda previsão de que as partes possam requerer nova audiência de conciliação para tratar dos pontos que permanecerem controvertidos.

A decisão também reconheceu o avanço dos trabalhos na área fundiária. O ministro registrou a apresentação por Mato Grosso de cadeias dominiais, parecer técnico sobre a metodologia cartográfica histórica, mapas, cartografias, arquivos em formato shapefile e títulos definitivos emitidos pelo Intermat, considerando cumpridas pelo Estado as etapas correspondentes do acordo.

“Agora, caberá também ao Pará, no prazo determinado pelo STF, apresentar o compilado de dados dos imóveis necessário para que sejam requisitadas aos cartórios as respectivas cadeias dominiais”, afirmou o procurador.

Para o procurador Ricardo Riva, um dos responsáveis pela estratégia jurídica da ALMT no caso, a participação da Assembleia busca assegurar que a transição territorial seja acompanhada por soluções administrativas capazes de funcionar na prática.

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“A regularização fundiária é indispensável, mas existe uma população inteira vivendo nessa região. Saúde, educação, estradas, segurança, produção e os demais serviços públicos precisam continuar funcionando durante e depois dessa transição. Foi essa preocupação que levou a Assembleia a ampliar a discussão perante o Supremo”, destacou Riva.

O procurador Bruno Willames Cardoso Leite ressalta que a nova fase permite transformar problemas identificados ao longo dos trabalhos em propostas concretas de cooperação entre os entes públicos.

“Desde o início defendemos que não seria suficiente resolver a terra e deixar as pessoas para depois. A definição territorial precisa vir acompanhada de uma transição segura, com responsabilidades claras e participação dos municípios que conhecem e atendem essa população diariamente. Agora o Pará terá oportunidade de se manifestar sobre essas propostas e apresentar também suas soluções”, afirmou o procurador.

A Assembleia Legislativa, de acordo com o procurador Bruno Willames, continuará reunindo informações dos municípios enquanto transcorre o prazo concedido pelo STF, a Procuradoria-Geral da ALMT continuará trabalhando na reunião de informações sobre a realidade da região, especialmente dados relativos aos serviços efetivamente prestados por Mato Grosso e pelos municípios às comunidades localizadas do lado paraense da divisa.

Documentos já obtidos demonstram, por exemplo, atendimentos realizados pela rede pública de saúde de Mato Grosso a moradores do Pará. Esse tipo de informação deverá auxiliar na construção de soluções para continuidade dos serviços e eventual divisão de responsabilidades entre os entes públicos.

A Assembleia também pretende continuar ouvindo prefeitos, gestores, produtores e moradores das áreas atingidas, fortalecendo a participação dos municípios na próxima etapa da conciliação.

Fonte: ALMT – MT

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