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Botelho apresenta projetos de lei sobre cuidados paliativos e incentivo à doação de órgãos em MT

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O deputado estadual Eduardo Botelho (MDB) apresentou, durante a sessão plenária desta quarta-feira (20), no Plenário Deputado Renê Barbour, na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, dois projetos de lei voltados ao fortalecimento das políticas públicas de saúde, acolhimento humanizado e conscientização social no estado.

O Projeto de Lei nº 636/26, que institui a Política Estadual de Humanização e Transparência em Cuidados Paliativos, e o Projeto de Lei nº 637/26, que cria a Política Estadual de Incentivo ao Cadastro Voluntário de Doadores de Órgãos e Tecidos em Mato Grosso.

Os projetos possuem caráter social, educativo e humanitário, além de acompanharem discussões nacionais cada vez mais necessárias dentro da saúde pública.

“Estamos tratando de duas pautas extremamente humanas e sensíveis. Uma delas fala sobre dignidade, acolhimento e respeito às famílias em momentos delicados. A outra trata diretamente de solidariedade e de salvar vidas por meio da doação de órgãos. São projetos que buscam ampliar a informação, a conscientização e o cuidado com as pessoas”, destacou o parlamentar.

O projeto que institui a Política Estadual de Humanização e Transparência em Cuidados Paliativos no Estado de Mato Grosso busca promover ações de conscientização, garantir informação adequada aos pacientes e familiares e fortalecer a assistência humanizada às pessoas acometidas por doenças graves, progressivas ou em fase terminal.

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Entre as diretrizes previstas, estão o respeito à dignidade da pessoa humana, a garantia de informação clara e acessível aos pacientes e familiares, o fortalecimento da comunicação entre equipes de saúde e pacientes, além do incentivo à assistência multiprofissional humanizada.

O texto também prevê campanhas educativas, apoio psicológico, social e espiritual aos pacientes e familiares, além da criação da “Semana Estadual da Humanização em Cuidados Paliativos”, a ser realizada anualmente na segunda semana de outubro.

Na justificativa da proposta, Botelho destaca que os cuidados paliativos são reconhecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como abordagem essencial para prevenção e alívio do sofrimento humano. O parlamentar também cita dados do Ministério da Saúde que apontam que cerca de 625 mil brasileiros necessitam atualmente desse tipo de atendimento.

“Os cuidados paliativos representam qualidade de vida, acolhimento e respeito à dignidade humana. Muitas famílias ainda enfrentam momentos difíceis sem acesso à informação adequada ou apoio humanizado. Nosso objetivo é ampliar esse debate e fortalecer políticas públicas voltadas ao cuidado integral das pessoas”, afirmou Botelho.

Já o projeto que institui a Política Estadual de Incentivo ao Cadastro Voluntário de Doadores de Órgãos e Tecidos no Estado de Mato Grosso tem como objetivo ampliar campanhas educativas e permanentes sobre a importância a doação de órgãos, incentivar o diálogo familiar sobre o tema e combater a desinformação.

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A proposta prevê a realização de campanhas educativas, palestras, seminários, ações comunitárias e divulgação de materiais informativos em órgãos públicos estaduais, além da cooperação com hospitais, universidades e entidades da sociedade civil.

Outra medida prevista é a criação da Semana Estadual de Incentivo à Doação de Órgãos e Tecidos, a ser realizada anualmente na última semana de setembro, além da iluminação de prédios públicos estaduais na cor verde durante o mês de conscientização sobre a doação de órgãos.

Eduardo Botelho ressalta que o Brasil possui um dos maiores sistemas públicos de transplantes do mundo, mas milhares de pessoas ainda aguardam na fila por um órgão. O texto destaca ainda que grande parte das negativas familiares ocorre pela falta de diálogo prévio e informação sobre o tema.

“Muitas vidas podem ser salvas através da conscientização e do diálogo familiar. Precisamos incentivar as pessoas a conversarem sobre esse assunto e compreenderem a importância da doação de órgãos como um gesto de solidariedade e amor ao próximo”, pontuou o deputado.

Fonte: ALMT – MT

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Após atuação da ALMT, STF reconhece cumprimento por MT à apresentação de propostas sobre divisa entre Mato Grosso e Pará

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A atuação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) na discussão sobre a divisa entre Mato Grosso e Pará alcançou uma nova etapa no Supremo Tribunal Federal (STF). Em decisão proferida pelo ministro Flávio Dino, no último dia 11, na Ação Rescisória nº 2.964, o relator reconheceu como cumprida por Mato Grosso a etapa destinada à apresentação de propostas adicionais de acordo e determinou que o estado do Pará se manifeste sobre elas no prazo de 30 dias.

A decisão representa um avanço na estratégia institucional desenvolvida nos últimos meses pela ALMT. As propostas construídas pela Procuradoria-Geral da Assembleia foram incorporadas à estratégia de Mato Grosso para que a discussão não fique restrita à definição territorial e à regularização fundiária, mas alcance também os impactos concretos da mudança de divisa sobre a população.

Na Procuradoria-Geral da ALMT, a construção das teses e das manifestações apresentadas ao Supremo vem sendo conduzida pelos procuradores Ricardo Riva e Bruno Willames Cardoso Leite. Eles são responsáveis pela formulação da linha jurídica que colocou no centro da discussão a continuidade dos serviços públicos e a necessidade de uma transição organizada entre os dois Estados.

Desde o último mês junho, de acordo com Bruno Willames, a Procuradoria da Assembleia passou a defender perante o STF que a solução para o conflito territorial centenário não poderia se resumir à definição de quem é proprietário ou de qual estado determinada área pertence.

“Era necessário enfrentar também questões como saúde, educação, transporte escolar, estradas, segurança pública, sanidade animal, tributação, regularização ambiental, atividade produtiva, ressarcimento de despesas e continuidade dos serviços atualmente prestados por Mato Grosso e seus municípios”, afirmou o procurador.

De acordo com o procurador, a atuação tem respaldado a participação institucional da Assembleia Legislativa na discussão e aproximação com os municípios diretamente atingidos pelo conflito. “A estratégia da ALMT tem buscado levar ao processo não apenas argumentos jurídicos, mas informações produzidas pelas prefeituras, representantes das comunidades e setores econômicos que convivem diariamente com os efeitos da indefinição histórica da divisa”, afirmou.

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Na nova decisão, o relator Flávio Dino registrou detalhadamente a proposta apresentada por Mato Grosso, incluindo a criação de uma Mesa Técnica de Trabalho Mato Grosso e Pará, com participação dos municípios, e a construção de uma solução piloto para a região da Serra dos Apiacás, envolvendo inicialmente Apiacás, Paranaíta e Alta Floresta, em Mato Grosso, e Jacareacanga e Novo Progresso, no Pará.

O ministro considerou que a manifestação apresentada por Mato Grosso em 31 de agosto, materializando o cumprimento da obrigação do acordo celebrado anteriormente entre os dois estados. Com isso, Flávio Dino determinou que o Pará seja intimado para se manifestar, em 30 dias, sobre as propostas.

Após a manifestação paraense, segundo o procurador, Mato Grosso terá prazo de 10 dias úteis. Em seguida, o processo retornará ao gabinete do relator para novas providências, havendo ainda previsão de que as partes possam requerer nova audiência de conciliação para tratar dos pontos que permanecerem controvertidos.

A decisão também reconheceu o avanço dos trabalhos na área fundiária. O ministro registrou a apresentação por Mato Grosso de cadeias dominiais, parecer técnico sobre a metodologia cartográfica histórica, mapas, cartografias, arquivos em formato shapefile e títulos definitivos emitidos pelo Intermat, considerando cumpridas pelo Estado as etapas correspondentes do acordo.

“Agora, caberá também ao Pará, no prazo determinado pelo STF, apresentar o compilado de dados dos imóveis necessário para que sejam requisitadas aos cartórios as respectivas cadeias dominiais”, afirmou o procurador.

Para o procurador Ricardo Riva, um dos responsáveis pela estratégia jurídica da ALMT no caso, a participação da Assembleia busca assegurar que a transição territorial seja acompanhada por soluções administrativas capazes de funcionar na prática.

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“A regularização fundiária é indispensável, mas existe uma população inteira vivendo nessa região. Saúde, educação, estradas, segurança, produção e os demais serviços públicos precisam continuar funcionando durante e depois dessa transição. Foi essa preocupação que levou a Assembleia a ampliar a discussão perante o Supremo”, destacou Riva.

O procurador Bruno Willames Cardoso Leite ressalta que a nova fase permite transformar problemas identificados ao longo dos trabalhos em propostas concretas de cooperação entre os entes públicos.

“Desde o início defendemos que não seria suficiente resolver a terra e deixar as pessoas para depois. A definição territorial precisa vir acompanhada de uma transição segura, com responsabilidades claras e participação dos municípios que conhecem e atendem essa população diariamente. Agora o Pará terá oportunidade de se manifestar sobre essas propostas e apresentar também suas soluções”, afirmou o procurador.

A Assembleia Legislativa, de acordo com o procurador Bruno Willames, continuará reunindo informações dos municípios enquanto transcorre o prazo concedido pelo STF, a Procuradoria-Geral da ALMT continuará trabalhando na reunião de informações sobre a realidade da região, especialmente dados relativos aos serviços efetivamente prestados por Mato Grosso e pelos municípios às comunidades localizadas do lado paraense da divisa.

Documentos já obtidos demonstram, por exemplo, atendimentos realizados pela rede pública de saúde de Mato Grosso a moradores do Pará. Esse tipo de informação deverá auxiliar na construção de soluções para continuidade dos serviços e eventual divisão de responsabilidades entre os entes públicos.

A Assembleia também pretende continuar ouvindo prefeitos, gestores, produtores e moradores das áreas atingidas, fortalecendo a participação dos municípios na próxima etapa da conciliação.

Fonte: ALMT – MT

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