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Botelho articula ampliação de cirurgias e apoio à reconstrução mamária no Hospital de Câncer

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O deputado estadual Eduardo Botelho (MDB) esteve, na quinta-feira (21), no Hospital de Câncer de Mato Grosso (HCanMT), em Cuiabá, para discutir demandas prioritárias voltadas à ampliação do atendimento oncológico e à melhoria da qualidade de vida de pacientes atendidos pela instituição. Entre as principais solicitações apresentadas estão a criação de uma nova sala cirúrgica e o desenvolvimento de um projeto para atender mulheres que aguardam pela cirurgia de reconstrução mamária após o tratamento contra o câncer de mama.

Durante a reunião, a direção do hospital destacou que atualmente cerca de 200 a 210 mulheres de todo o estado aguardam pela cirurgia de prótese mamária pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Muitas delas já realizaram a mastectomia, mas ainda não tiveram acesso à reconstrução mamária, procedimento considerado fundamental para a recuperação emocional, autoestima e qualidade de vida das pacientes.

O deputado ressaltou a importância do Hospital de Câncer no atendimento à população mato-grossense e garantiu empenho para buscar soluções que ampliem os serviços oferecidos.

“Vamos trabalhar para ampliar esse atendimento. Esse hospital aqui é fantástico, tem ajudado muitas pessoas que têm problema, vêm para cá e são atendidas. Nós já estamos empenhados em correr atrás para resolver essa questão de ampliar esse centro cirúrgico, criar mais oportunidades para realizar mais cirurgias aqui, e os outros trabalhos nós também vamos encaminhar”, afirmou Botelho.

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O vice-presidente do Hospital de Câncer, o oncologista especialista em cabeça e pescoço, Erik Bustamante, explicou que a estrutura atual já não atende a demanda crescente da unidade.

“Precisamos hoje da ampliação de mais uma sala cirúrgica. Atualmente temos seis salas cirúrgicas e já está insuficiente. O apoio para implantação de uma nova sala será fundamental para dar vazão aos procedimentos cirúrgicos que precisamos realizar”, destacou.

A diretora administrativa do hospital, Renata Oliveira, detalhou a situação enfrentada pelas pacientes que aguardam pela reconstrução mamária e explicou que o projeto já possui estudo de viabilidade técnica e financeira.

“Hoje, pela fila da Secretaria Estadual de Saúde, são em torno de 200 a 210 mulheres aguardando a cirurgia de prótese mamária. O SUS cobre apenas parte do procedimento e existe um custo elevado com as próteses. Muitas pacientes fazem a reconstrução das duas mamas. Esse atendimento devolve autoestima, dignidade e melhora a qualidade de vida dessas mulheres. O projeto já passou por análise de viabilidade e estudo de custos para ser realizado aqui no hospital. Queremos agradecer ao deputado pela atenção e pela parceria constante com a instituição”, afirmou. Ela também destacou que as pacientes são de diversas regiões de Mato Grosso e que muitas aguardam há anos pela cirurgia reparadora. Segundo Renata, a iniciativa poderá se tornar o primeiro projeto articulado pelo Legislativo estadual voltado especificamente para atender essa causa social.

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O diretor financeiro do Hospital de Câncer, Dr. Lucas Bertolin, reforçou a importância da parceria entre o hospital e a Assembleia Legislativa.

“Gostaria de enaltecer a presença da Assembleia, por meio do deputado Botelho aqui no Hospital de Câncer. Essa parceria fortalece a instituição e também demonstra o compromisso do Legislativo em ajudar os pacientes e fortalecer o hospital. É muito importante seguirmos unidos”, declarou.

Também participaram da reunião o diretor técnico do Hospital de Câncer, Dr. Rafael Sodré Aragão, além de equipes técnicas da instituição.

Fonte: ALMT – MT

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Após atuação da ALMT, STF reconhece cumprimento por MT à apresentação de propostas sobre divisa entre Mato Grosso e Pará

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A atuação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) na discussão sobre a divisa entre Mato Grosso e Pará alcançou uma nova etapa no Supremo Tribunal Federal (STF). Em decisão proferida pelo ministro Flávio Dino, no último dia 11, na Ação Rescisória nº 2.964, o relator reconheceu como cumprida por Mato Grosso a etapa destinada à apresentação de propostas adicionais de acordo e determinou que o estado do Pará se manifeste sobre elas no prazo de 30 dias.

A decisão representa um avanço na estratégia institucional desenvolvida nos últimos meses pela ALMT. As propostas construídas pela Procuradoria-Geral da Assembleia foram incorporadas à estratégia de Mato Grosso para que a discussão não fique restrita à definição territorial e à regularização fundiária, mas alcance também os impactos concretos da mudança de divisa sobre a população.

Na Procuradoria-Geral da ALMT, a construção das teses e das manifestações apresentadas ao Supremo vem sendo conduzida pelos procuradores Ricardo Riva e Bruno Willames Cardoso Leite. Eles são responsáveis pela formulação da linha jurídica que colocou no centro da discussão a continuidade dos serviços públicos e a necessidade de uma transição organizada entre os dois Estados.

Desde o último mês junho, de acordo com Bruno Willames, a Procuradoria da Assembleia passou a defender perante o STF que a solução para o conflito territorial centenário não poderia se resumir à definição de quem é proprietário ou de qual estado determinada área pertence.

“Era necessário enfrentar também questões como saúde, educação, transporte escolar, estradas, segurança pública, sanidade animal, tributação, regularização ambiental, atividade produtiva, ressarcimento de despesas e continuidade dos serviços atualmente prestados por Mato Grosso e seus municípios”, afirmou o procurador.

De acordo com o procurador, a atuação tem respaldado a participação institucional da Assembleia Legislativa na discussão e aproximação com os municípios diretamente atingidos pelo conflito. “A estratégia da ALMT tem buscado levar ao processo não apenas argumentos jurídicos, mas informações produzidas pelas prefeituras, representantes das comunidades e setores econômicos que convivem diariamente com os efeitos da indefinição histórica da divisa”, afirmou.

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Na nova decisão, o relator Flávio Dino registrou detalhadamente a proposta apresentada por Mato Grosso, incluindo a criação de uma Mesa Técnica de Trabalho Mato Grosso e Pará, com participação dos municípios, e a construção de uma solução piloto para a região da Serra dos Apiacás, envolvendo inicialmente Apiacás, Paranaíta e Alta Floresta, em Mato Grosso, e Jacareacanga e Novo Progresso, no Pará.

O ministro considerou que a manifestação apresentada por Mato Grosso em 31 de agosto, materializando o cumprimento da obrigação do acordo celebrado anteriormente entre os dois estados. Com isso, Flávio Dino determinou que o Pará seja intimado para se manifestar, em 30 dias, sobre as propostas.

Após a manifestação paraense, segundo o procurador, Mato Grosso terá prazo de 10 dias úteis. Em seguida, o processo retornará ao gabinete do relator para novas providências, havendo ainda previsão de que as partes possam requerer nova audiência de conciliação para tratar dos pontos que permanecerem controvertidos.

A decisão também reconheceu o avanço dos trabalhos na área fundiária. O ministro registrou a apresentação por Mato Grosso de cadeias dominiais, parecer técnico sobre a metodologia cartográfica histórica, mapas, cartografias, arquivos em formato shapefile e títulos definitivos emitidos pelo Intermat, considerando cumpridas pelo Estado as etapas correspondentes do acordo.

“Agora, caberá também ao Pará, no prazo determinado pelo STF, apresentar o compilado de dados dos imóveis necessário para que sejam requisitadas aos cartórios as respectivas cadeias dominiais”, afirmou o procurador.

Para o procurador Ricardo Riva, um dos responsáveis pela estratégia jurídica da ALMT no caso, a participação da Assembleia busca assegurar que a transição territorial seja acompanhada por soluções administrativas capazes de funcionar na prática.

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“A regularização fundiária é indispensável, mas existe uma população inteira vivendo nessa região. Saúde, educação, estradas, segurança, produção e os demais serviços públicos precisam continuar funcionando durante e depois dessa transição. Foi essa preocupação que levou a Assembleia a ampliar a discussão perante o Supremo”, destacou Riva.

O procurador Bruno Willames Cardoso Leite ressalta que a nova fase permite transformar problemas identificados ao longo dos trabalhos em propostas concretas de cooperação entre os entes públicos.

“Desde o início defendemos que não seria suficiente resolver a terra e deixar as pessoas para depois. A definição territorial precisa vir acompanhada de uma transição segura, com responsabilidades claras e participação dos municípios que conhecem e atendem essa população diariamente. Agora o Pará terá oportunidade de se manifestar sobre essas propostas e apresentar também suas soluções”, afirmou o procurador.

A Assembleia Legislativa, de acordo com o procurador Bruno Willames, continuará reunindo informações dos municípios enquanto transcorre o prazo concedido pelo STF, a Procuradoria-Geral da ALMT continuará trabalhando na reunião de informações sobre a realidade da região, especialmente dados relativos aos serviços efetivamente prestados por Mato Grosso e pelos municípios às comunidades localizadas do lado paraense da divisa.

Documentos já obtidos demonstram, por exemplo, atendimentos realizados pela rede pública de saúde de Mato Grosso a moradores do Pará. Esse tipo de informação deverá auxiliar na construção de soluções para continuidade dos serviços e eventual divisão de responsabilidades entre os entes públicos.

A Assembleia também pretende continuar ouvindo prefeitos, gestores, produtores e moradores das áreas atingidas, fortalecendo a participação dos municípios na próxima etapa da conciliação.

Fonte: ALMT – MT

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