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Botelho doa cavalos para ampliar atendimentos no Centro de Equoterapia na Medida

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O Centro de Equoterapia na Medida, que integra o Sistema Socioeducativo e Política sobre Drogas da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), recebeu na última sexta-feira (07) a doação de quatro cavalos do deputado estadual Eduardo Botelho (União) e de sua esposa Sônia Botelho. A ação solidária vai permitir a ampliação do atendimento de 48 para 100 crianças com deficiência, incluindo autismo e outras condições neurológicas.

A entrega dos animais, batizados de Cara Branca, Schumacher, Tupã e Garça Branca, marca um importante avanço para o projeto de equoterapia, uma abordagem terapêutica multidisciplinar que utiliza cavalos no desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com necessidades especiais. O projeto, desenvolvido pela Sejudh há dois anos, atua há cinco na Baixada Cuiabana com o propósito de oferecer terapias assistidas por cavalos a crianças de 2 a 15 anos, promovendo ganhos motores, emocionais e sociais.

Durante a entrega, o deputado Eduardo Botelho destacou a importância do trabalho desenvolvido pela equipe e a alegria em poder contribuir com o fortalecimento das ações voltadas à inclusão e acolhimento de famílias. “Estamos nesse trabalho social feito pela Secretaria de Justiça do Estado de Mato Grosso, um trabalho brilhante que acolhe famílias com crianças com necessidades especiais, como o autismo, por meio da equoterapia. Hoje, fazemos essa doação com muito carinho. A Sônia escolheu os quatro cavalos, que vão ajudar nossas crianças que precisam desse acolhimento e desse trabalho tão importante”, afirmou Botelho.

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A idealizadora da doação, Sônia Botelho, relembrou o compromisso assumido no ano anterior com a equipe do centro e comemorou a concretização da promessa. “No ano passado prometi ao pessoal do Centro de Equoterapia na Medida que doaria alguns cavalos, e hoje cumpri com alegria essa promessa. Entregamos quatro novos amiguinhos para fazer companhia às crianças atendidas. São animais dóceis, saudáveis e cheios de amor para oferecer. Que eles proporcionem muitos sorrisos, evolução e momentos especiais para cada criança que passar por aqui”, disse.

A secretária adjunta do Sistema Socioeducativo e Política sobre Drogas, Lenisse Silva dos Santos Barbosa, explicou que o projeto atende atualmente 48 crianças, oferecendo não apenas a terapia com cavalos, mas também acompanhamento psicossocial às famílias. “Esse é um projeto que acolhe crianças de 4 a 12 anos com diferentes deficiências, e também suas famílias, que recebem atendimento psicossocial. Com a chegada desses novos animais, conseguiremos dobrar nossa capacidade e atender até 100 crianças. Essa doação é fundamental e fruto da bondade da Sônia e do deputado Botelho, que acreditam nesse trabalho de amor e inclusão”, destacou.

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A assistente social Cláudia Ribas de Aquino, responsável pelo Núcleo de Práticas Sociais Educativas, reforçou que o projeto segue critérios técnicos e cuidadosos na seleção dos animais e no atendimento das famílias. “Recebemos as famílias com laudo médico, realizamos avaliações com psicólogo, fisioterapeuta e assistente social, e organizamos o atendimento conforme a fila de espera. Hoje temos 38 crianças atendidas e cerca de nove aguardando vaga. Com essa doação, ganhamos esperança e condições para ampliar o serviço. São cavalos adequados, saudáveis e tranquilos, exatamente o que precisamos para garantir segurança e bons resultados na equoterapia”, explicou.

O Centro de Equoterapia na Medida é uma iniciativa do Governo de Mato Grosso que alia saúde, inclusão e bem-estar, promovendo qualidade de vida para crianças e fortalecimento dos vínculos familiares. A ampliação do atendimento de equoterapia, possível graças à doação dos quatro cavalos, reforça o compromisso com o cuidado humanizado e o desenvolvimento integral dos participantes.

Fonte: ALMT – MT

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Após atuação da ALMT, STF reconhece cumprimento por MT à apresentação de propostas sobre divisa entre Mato Grosso e Pará

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A atuação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) na discussão sobre a divisa entre Mato Grosso e Pará alcançou uma nova etapa no Supremo Tribunal Federal (STF). Em decisão proferida pelo ministro Flávio Dino, no último dia 11, na Ação Rescisória nº 2.964, o relator reconheceu como cumprida por Mato Grosso a etapa destinada à apresentação de propostas adicionais de acordo e determinou que o estado do Pará se manifeste sobre elas no prazo de 30 dias.

A decisão representa um avanço na estratégia institucional desenvolvida nos últimos meses pela ALMT. As propostas construídas pela Procuradoria-Geral da Assembleia foram incorporadas à estratégia de Mato Grosso para que a discussão não fique restrita à definição territorial e à regularização fundiária, mas alcance também os impactos concretos da mudança de divisa sobre a população.

Na Procuradoria-Geral da ALMT, a construção das teses e das manifestações apresentadas ao Supremo vem sendo conduzida pelos procuradores Ricardo Riva e Bruno Willames Cardoso Leite. Eles são responsáveis pela formulação da linha jurídica que colocou no centro da discussão a continuidade dos serviços públicos e a necessidade de uma transição organizada entre os dois Estados.

Desde o último mês junho, de acordo com Bruno Willames, a Procuradoria da Assembleia passou a defender perante o STF que a solução para o conflito territorial centenário não poderia se resumir à definição de quem é proprietário ou de qual estado determinada área pertence.

“Era necessário enfrentar também questões como saúde, educação, transporte escolar, estradas, segurança pública, sanidade animal, tributação, regularização ambiental, atividade produtiva, ressarcimento de despesas e continuidade dos serviços atualmente prestados por Mato Grosso e seus municípios”, afirmou o procurador.

De acordo com o procurador, a atuação tem respaldado a participação institucional da Assembleia Legislativa na discussão e aproximação com os municípios diretamente atingidos pelo conflito. “A estratégia da ALMT tem buscado levar ao processo não apenas argumentos jurídicos, mas informações produzidas pelas prefeituras, representantes das comunidades e setores econômicos que convivem diariamente com os efeitos da indefinição histórica da divisa”, afirmou.

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Na nova decisão, o relator Flávio Dino registrou detalhadamente a proposta apresentada por Mato Grosso, incluindo a criação de uma Mesa Técnica de Trabalho Mato Grosso e Pará, com participação dos municípios, e a construção de uma solução piloto para a região da Serra dos Apiacás, envolvendo inicialmente Apiacás, Paranaíta e Alta Floresta, em Mato Grosso, e Jacareacanga e Novo Progresso, no Pará.

O ministro considerou que a manifestação apresentada por Mato Grosso em 31 de agosto, materializando o cumprimento da obrigação do acordo celebrado anteriormente entre os dois estados. Com isso, Flávio Dino determinou que o Pará seja intimado para se manifestar, em 30 dias, sobre as propostas.

Após a manifestação paraense, segundo o procurador, Mato Grosso terá prazo de 10 dias úteis. Em seguida, o processo retornará ao gabinete do relator para novas providências, havendo ainda previsão de que as partes possam requerer nova audiência de conciliação para tratar dos pontos que permanecerem controvertidos.

A decisão também reconheceu o avanço dos trabalhos na área fundiária. O ministro registrou a apresentação por Mato Grosso de cadeias dominiais, parecer técnico sobre a metodologia cartográfica histórica, mapas, cartografias, arquivos em formato shapefile e títulos definitivos emitidos pelo Intermat, considerando cumpridas pelo Estado as etapas correspondentes do acordo.

“Agora, caberá também ao Pará, no prazo determinado pelo STF, apresentar o compilado de dados dos imóveis necessário para que sejam requisitadas aos cartórios as respectivas cadeias dominiais”, afirmou o procurador.

Para o procurador Ricardo Riva, um dos responsáveis pela estratégia jurídica da ALMT no caso, a participação da Assembleia busca assegurar que a transição territorial seja acompanhada por soluções administrativas capazes de funcionar na prática.

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“A regularização fundiária é indispensável, mas existe uma população inteira vivendo nessa região. Saúde, educação, estradas, segurança, produção e os demais serviços públicos precisam continuar funcionando durante e depois dessa transição. Foi essa preocupação que levou a Assembleia a ampliar a discussão perante o Supremo”, destacou Riva.

O procurador Bruno Willames Cardoso Leite ressalta que a nova fase permite transformar problemas identificados ao longo dos trabalhos em propostas concretas de cooperação entre os entes públicos.

“Desde o início defendemos que não seria suficiente resolver a terra e deixar as pessoas para depois. A definição territorial precisa vir acompanhada de uma transição segura, com responsabilidades claras e participação dos municípios que conhecem e atendem essa população diariamente. Agora o Pará terá oportunidade de se manifestar sobre essas propostas e apresentar também suas soluções”, afirmou o procurador.

A Assembleia Legislativa, de acordo com o procurador Bruno Willames, continuará reunindo informações dos municípios enquanto transcorre o prazo concedido pelo STF, a Procuradoria-Geral da ALMT continuará trabalhando na reunião de informações sobre a realidade da região, especialmente dados relativos aos serviços efetivamente prestados por Mato Grosso e pelos municípios às comunidades localizadas do lado paraense da divisa.

Documentos já obtidos demonstram, por exemplo, atendimentos realizados pela rede pública de saúde de Mato Grosso a moradores do Pará. Esse tipo de informação deverá auxiliar na construção de soluções para continuidade dos serviços e eventual divisão de responsabilidades entre os entes públicos.

A Assembleia também pretende continuar ouvindo prefeitos, gestores, produtores e moradores das áreas atingidas, fortalecendo a participação dos municípios na próxima etapa da conciliação.

Fonte: ALMT – MT

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