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Comissão debate atualização de bulas de defensivos agrícolas e aprova projetos voltados ao setor agropecuário

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A Comissão de Agropecuária, Desenvolvimento Florestal e Agrário e de Regularização Fundiária (CADFARF) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta terça-feira (03), sua 3ª reunião ordinária com a presença da engenheira agrônoma Jerusa Rech, gerente de defesa agrícola da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT). Convidada para palestrar sobre a necessidade de revisão das bulas de defensivos agrícolas, Jerusa destacou que a atualização é essencial para garantir a eficácia no controle de pragas, reduzir custos ao produtor e adaptar os produtos à nova dinâmica das culturas agrícolas no estado.

A reunião foi presidida pelo deputado Nininho (Republicanos), com a participação do vice-presidente, Gilberto Cattani (PL), e dos membros titulares Júlio Campos (União Brasil) e Janaína Riva (MDB), que participou remotamente. Dos 13 itens da pauta, 11 foram aprovados, um foi retirado e outro devolvido.

A engenheira e pesquisadora do setor agrícola Jerusa Rech, explicou que a revisão das bulas de defensivos agrícolas é necessária porque, com o tempo, a eficácia dos ingredientes ativos pode diminuir, especialmente devido à resistência desenvolvida por algumas pragas. Muitos produtos estão no mercado há anos, e é preciso atualizar informações como dosagem, número de aplicações e momento ideal de uso, garantindo eficiência agronômica. Isso beneficia diretamente os produtores, que buscam utilizar menos produto, reduzir custos e manter a produtividade.

“Além disso, com a introdução de novas culturas no estado, como gergelim, sorgo e milheto, é fundamental verificar se os defensivos continuam eficazes nessas novas condições. Trata-se, portanto, de uma atualização técnica essencial para a realidade atual do campo”, explicou a pesquisadora.

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O presidente da comissão, deputado Nininho (Republicanos), ressaltou a importância do debate, que, segundo ele, atende a uma demanda crescente do setor agropecuário. “A reunião tratou de pautas importantes, como projetos de lei e ações de regularização fundiária. Mas um dos pontos centrais foi ouvir a doutora Jerusa que trouxe uma preocupação legítima sobre a revisão das bulas dos defensivos agrícolas. A proposta é envolver todos os órgãos competentes e também a indústria, para que possamos construir juntos uma nova redação dessas bulas, com mais clareza e segurança para o produtor rural. Isso impacta diretamente na forma de aplicação, na dose correta e, consequentemente, na saúde humana e na segurança alimentar da população”, afirmou Nininho.

Projetos aprovados:

PL 994/2024 – Dispensa outorga de água para propriedades rurais de até um módulo fiscal no Estado de Mato Grosso. Autoria do deputado Gilberto Cattani (PL).

PL 1615/2024 – Institui a política estadual de apoio ao produtor rural em razão da ocorrência de incêndios em suas propriedades. Autoria do deputado Valdir Barranco (PT).

PL 1959/2024 – Dispõe sobre a ilicitude de invasão de propriedades rurais e urbanas no estado de mato grosso e dá outras providências. Autoria da deputada Janaina Riva (MDB).

PL 303/2025 – Acrescenta o inciso i ao §6º do art. 19 da lei nº 10.486, de 29 de dezembro de 2016, com a finalidade de reduzir a multa aplicada no caso de descumprimento dos procedimentos e periodicidade estabelecidos para atualização de estoque de rebanho. Autoria do deputado Ludio Cabral (PT).

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PL 353/2025 – Acrescenta dispositivos à Lei nº 10.589, de 09 de agosto de 2017, que, “Dispõe sobre a implantação da Política da Apicultura como medida estratégica para a inserção do desenvolvimento rural sustentável em assentamentos do Estado de Mato Grosso, e dá outras providências”, a fim de instituir o Programa Poliniza Mato Grosso. Autoria do deputado Fabio Tardin – Fabinho (PSB).

PL 431/2025 – Concede moção de louvor ao movimento dos trabalhadores com terra – mct, pela defesa da propriedade produtiva e da legalidade no campo. Autoria do deputado Gilberto Cattani (PL).

PL 745/2025 – Institui a Política Estadual de Conscientização sobre as Doenças Transmitidas por Carrapato. Autoria do deputado Valdir Barranco (PT).

PL 765/2025 – Altera a Lei Estadual nº 12.075, de 17 de abril de 2023, que “Institui a Política Estadual de Incentivo à Ovinocaprinocultura no Estado de Mato Grosso”.Autoria do deputado Gilberto Cattani (PL).

PL 213/2025 – Concede a Comenda Senador Jonas Pinheiro da Silva do Mérito Agropecuário ao Senhor Luciomar Machado Filho. Autoria deputado Valmir Moretto (REPUBLICANOS)

PL 266/2025 – Dispõe sobre a prorrogação da Frente Parlamentar de Apoio ao Produtor de Leite no Estado de Mato Grosso. Autoria do deputado Gilberto Cattani (PL).

Fonte: ALMT – MT

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Após atuação da ALMT, STF reconhece cumprimento por MT à apresentação de propostas sobre divisa entre Mato Grosso e Pará

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A atuação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) na discussão sobre a divisa entre Mato Grosso e Pará alcançou uma nova etapa no Supremo Tribunal Federal (STF). Em decisão proferida pelo ministro Flávio Dino, no último dia 11, na Ação Rescisória nº 2.964, o relator reconheceu como cumprida por Mato Grosso a etapa destinada à apresentação de propostas adicionais de acordo e determinou que o estado do Pará se manifeste sobre elas no prazo de 30 dias.

A decisão representa um avanço na estratégia institucional desenvolvida nos últimos meses pela ALMT. As propostas construídas pela Procuradoria-Geral da Assembleia foram incorporadas à estratégia de Mato Grosso para que a discussão não fique restrita à definição territorial e à regularização fundiária, mas alcance também os impactos concretos da mudança de divisa sobre a população.

Na Procuradoria-Geral da ALMT, a construção das teses e das manifestações apresentadas ao Supremo vem sendo conduzida pelos procuradores Ricardo Riva e Bruno Willames Cardoso Leite. Eles são responsáveis pela formulação da linha jurídica que colocou no centro da discussão a continuidade dos serviços públicos e a necessidade de uma transição organizada entre os dois Estados.

Desde o último mês junho, de acordo com Bruno Willames, a Procuradoria da Assembleia passou a defender perante o STF que a solução para o conflito territorial centenário não poderia se resumir à definição de quem é proprietário ou de qual estado determinada área pertence.

“Era necessário enfrentar também questões como saúde, educação, transporte escolar, estradas, segurança pública, sanidade animal, tributação, regularização ambiental, atividade produtiva, ressarcimento de despesas e continuidade dos serviços atualmente prestados por Mato Grosso e seus municípios”, afirmou o procurador.

De acordo com o procurador, a atuação tem respaldado a participação institucional da Assembleia Legislativa na discussão e aproximação com os municípios diretamente atingidos pelo conflito. “A estratégia da ALMT tem buscado levar ao processo não apenas argumentos jurídicos, mas informações produzidas pelas prefeituras, representantes das comunidades e setores econômicos que convivem diariamente com os efeitos da indefinição histórica da divisa”, afirmou.

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Na nova decisão, o relator Flávio Dino registrou detalhadamente a proposta apresentada por Mato Grosso, incluindo a criação de uma Mesa Técnica de Trabalho Mato Grosso e Pará, com participação dos municípios, e a construção de uma solução piloto para a região da Serra dos Apiacás, envolvendo inicialmente Apiacás, Paranaíta e Alta Floresta, em Mato Grosso, e Jacareacanga e Novo Progresso, no Pará.

O ministro considerou que a manifestação apresentada por Mato Grosso em 31 de agosto, materializando o cumprimento da obrigação do acordo celebrado anteriormente entre os dois estados. Com isso, Flávio Dino determinou que o Pará seja intimado para se manifestar, em 30 dias, sobre as propostas.

Após a manifestação paraense, segundo o procurador, Mato Grosso terá prazo de 10 dias úteis. Em seguida, o processo retornará ao gabinete do relator para novas providências, havendo ainda previsão de que as partes possam requerer nova audiência de conciliação para tratar dos pontos que permanecerem controvertidos.

A decisão também reconheceu o avanço dos trabalhos na área fundiária. O ministro registrou a apresentação por Mato Grosso de cadeias dominiais, parecer técnico sobre a metodologia cartográfica histórica, mapas, cartografias, arquivos em formato shapefile e títulos definitivos emitidos pelo Intermat, considerando cumpridas pelo Estado as etapas correspondentes do acordo.

“Agora, caberá também ao Pará, no prazo determinado pelo STF, apresentar o compilado de dados dos imóveis necessário para que sejam requisitadas aos cartórios as respectivas cadeias dominiais”, afirmou o procurador.

Para o procurador Ricardo Riva, um dos responsáveis pela estratégia jurídica da ALMT no caso, a participação da Assembleia busca assegurar que a transição territorial seja acompanhada por soluções administrativas capazes de funcionar na prática.

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“A regularização fundiária é indispensável, mas existe uma população inteira vivendo nessa região. Saúde, educação, estradas, segurança, produção e os demais serviços públicos precisam continuar funcionando durante e depois dessa transição. Foi essa preocupação que levou a Assembleia a ampliar a discussão perante o Supremo”, destacou Riva.

O procurador Bruno Willames Cardoso Leite ressalta que a nova fase permite transformar problemas identificados ao longo dos trabalhos em propostas concretas de cooperação entre os entes públicos.

“Desde o início defendemos que não seria suficiente resolver a terra e deixar as pessoas para depois. A definição territorial precisa vir acompanhada de uma transição segura, com responsabilidades claras e participação dos municípios que conhecem e atendem essa população diariamente. Agora o Pará terá oportunidade de se manifestar sobre essas propostas e apresentar também suas soluções”, afirmou o procurador.

A Assembleia Legislativa, de acordo com o procurador Bruno Willames, continuará reunindo informações dos municípios enquanto transcorre o prazo concedido pelo STF, a Procuradoria-Geral da ALMT continuará trabalhando na reunião de informações sobre a realidade da região, especialmente dados relativos aos serviços efetivamente prestados por Mato Grosso e pelos municípios às comunidades localizadas do lado paraense da divisa.

Documentos já obtidos demonstram, por exemplo, atendimentos realizados pela rede pública de saúde de Mato Grosso a moradores do Pará. Esse tipo de informação deverá auxiliar na construção de soluções para continuidade dos serviços e eventual divisão de responsabilidades entre os entes públicos.

A Assembleia também pretende continuar ouvindo prefeitos, gestores, produtores e moradores das áreas atingidas, fortalecendo a participação dos municípios na próxima etapa da conciliação.

Fonte: ALMT – MT

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