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CST discute projeto de incentivo à agricultura familiar irrigada

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A Câmara Setorial Temática (CST) “Relação entre a Consciência e os Valores Humanos com a Agricultura Familiar” da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou a quarta reunião ordinária na manhã desta segunda-feira (11). Durante o encontro, representante da Associação dos Produtores de Feijão, Pulses, Grãos Especiais e Irrigantes (Aprofir) apresentou o projeto AgroFamiliar 2025, de incentivo à agricultura familiar irrigada no Vale do Rio Cuiabá.

Consultor da Aprofir, o engenheiro agrônomo Almir Ferro contou que a iniciativa foi elaborada pela associação em parceria com a Frente Parlamentar da Agropecuária. “A irrigação é um fator muito importante no contexto da agricultura familiar. O projeto está sendo executado em dez municípios, incluindo Nossa Senhora do Livramento, Poconé, Chapada dos Guimarães, Nobres, Rosário Oeste. O projeto prevê beneficiar 50 produtores por município, com 50 unidades de produção familiar irrigada”, explicou.

Com a irrigação, a expectativa é de aumento da produtividade, tornando possível a obtenção de mais de uma safra por ano. “Os equipamentos de irrigação vêm acoplados ao sistema fotovoltaico de energia solar, o que reduzirá significativamente os custos. O projeto inclui investimentos em correção do solo, captação e armazenamento de água com construção de açudes e poços semi artesianos, além da implementação do Sistema Barraginhas da Embrapa [de captação de água da chuva]. Além disso, o projeto também prevê capacitação e assistência técnica para os produtores, garantia da comercialização dos produtos nos polos de produção irrigada e fomento à regularização ambiental e fundiária dos imóveis rurais”, completou Almir Ferro.

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Na reunião, ainda foi ouvida a especialista em direito ambiental Raquel Mendes, que defendeu a importância do Estado para orientar e apoiar os pequenos agricultores. Já a gerente de apoio à agricultura familiar da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Nathacha de Carvalho Luiz, destacou serviços de apoio oferecidos pela AMM para esse público. O suporte é dado na elaboração de projetos industriais e para regularização de impostos e emissão de notas fiscais, especialmente para a merenda escolar, junto à Secretaria de Estado de Fazenda. A instituição também atuou em parceria com a Assembleia para promover alterações de legislação com o objetivo de melhorar a regulamentação da atividade dos agricultores familiares, entre outas ações.

O presidente da CST, José Esteves de Lacerda Filho, solicitou que seja repassado todo o trabalho da AMM em relação às portarias que regem a agricultura familiar para avaliação do que pode ser simplificado. “70% dos alimentos na mesa da sociedade vem da agricultura familiar, mas a agricultura familiar tem sofrido muito com a falta de apoio, apoio técnico, apoio com linhas de crédito, regularização fundiária. Então nós precisamos fazer uma valorização do pequeno, do médio e do grande produtor de alimentos”, sustentou.

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A Câmara Setorial Temática (CST) “Relação entre a Consciência e os Valores Humanos com a Agricultura Familiar” foi requerida pelo deputado estadual Júlio Campos (União) e instalada em maio deste ano.

Fonte: ALMT – MT

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Comissão da ALMT avança em projetos para proteção do Pantanal, da fauna e dos recursos hídricos

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Celebrado nesta sexta-feira, 5 de junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente reforça a importância da preservação dos recursos naturais e da construção de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável. Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a Comissão de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Recursos Minerais e Direitos dos Animais Domésticos de Companhia tem contribuído para esse debate por meio da análise de projetos de lei e discussões sobre temas estratégicos, como proteção do Pantanal e a situação dos pescadores do estado.

De janeiro até a primeira semana de junho de 2026, o colegiado realizou três reuniões ordinárias e uma extraordinária e analisou 102 matérias. Além disso, a comissão promoveu, em maio, uma audiência pública para debater os impactos da Lei da Pesca.

Entre os projetos que tiveram parecer favorável aprovado pela comissão, destacam-se iniciativas voltadas à proteção do Pantanal, à preservação da fauna silvestre e à conservação dos recursos hídricos. Um deles é o Projeto de Lei (PL) nº 2076/2025, de autoria do deputado Beto Dois a Um (Podemos), que institui o Estatuto de Proteção Permanente do Pantanal Mato-grossense. A proposta estabelece diretrizes estaduais para prevenção e combate às queimadas, utilização de tecnologias de monitoramento ambiental, criação de brigadas comunitárias e elaboração de um plano estadual de resposta emergencial para enfrentar eventos extremos.

Foto: Karen Malagoli / Secretaria de Comunicação Social

Outro projeto que recebeu parecer favorável da comissão foi o PL nº 73/2022, do deputado Valdir Barranco (PT). O texto prevê a implantação de ecodutos para possibilitar a travessia segura da fauna sob rodovias, ferrovias e estradas. A medida busca reduzir o número de atropelamentos de animais silvestres e contribuir para a preservação da biodiversidade mato-grossense, especialmente em áreas de grande circulação e fragmentação de habitats naturais.

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Também se destaca a aprovação do PL nº 295/2026, de autoria do deputado Wilson Santos (PSD), que cria o Programa Estadual de Proteção e Combate à Poluição de Rios e Cursos d’Água. A proposta tem como objetivo fortalecer ações de preservação dos recursos hídricos e ampliar mecanismos de prevenção à degradação ambiental em bacias hidrográficas do estado.

Presidente da comissão, o deputado Eduardo Botelho (MDB) destacou que os trabalhos desenvolvidos no primeiro semestre reforçam o compromisso da Assembleia Legislativa com a preservação ambiental e o desenvolvimento sustentável. Segundo ele, o colegiado tem debatido temas estratégicos para o estado, como a proteção do Pantanal, os recursos hídricos, a política pesqueira, a prevenção das queimadas e a produção sustentável. “A comissão tem trabalhado muito neste primeiro semestre. Discutimos a questão do Pantanal, que era um assunto mais urgente e fomos in loco, inclusive com o pessoal da Sema e do Corpo de Bombeiros, fazer uma visita na região”, afirmou.

A audiência pública promovida pela comissão teve como objetivo discutir os impactos da Lei Estadual nº 12.197/2023, conhecida como Transporte Zero. O encontro reuniu representantes das 22 colônias de pescadores de Mato Grosso, parlamentares, integrantes do governo estadual e membros da cadeia produtiva da pesca para avaliar os efeitos sociais, econômicos e ambientais da legislação.

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Para Botelho, o debate sobre a pesca demonstra a preocupação da comissão em buscar soluções equilibradas para questões que envolvem meio ambiente e desenvolvimento econômico. “Neste semestre, começamos a debater o Transporte Zero do pescado, realizando uma audiência pública muito importante e concorrida, na qual buscamos alternativas positivas para o setor”, destacou.

O parlamentar reforçou ainda que Mato Grosso tem papel estratégico na produção de alimentos e na preservação ambiental, sendo referência nacional e internacional nesses dois segmentos. “Nesta data comemorativa do Meio Ambiente, faço um chamado para que possamos unir esforços, governo, setor produtivo, comunidade científica e sociedade civil, em favor de políticas públicas equilibradas, responsáveis e sustentáveis. Preservar o meio ambiente não é impedir o desenvolvimento. Preservar o meio ambiente é garantir que o desenvolvimento continue sendo possível”, afirmou.

Atualmente, a Comissão de Meio Ambiente da ALMT é presidida pelo deputado Eduardo Botelho e tem como vice-presidente Carlos Avallone (PSDB). Também integram o colegiado, como membros titulares, os deputados Nininho (Republicanos), Valmir Moretto (Republicanos) e Wilson Santos.

Fonte: ALMT – MT

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