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Deputado Barranco defende criação da Comarca de Nova Bandeirantes e cobra acesso à Justiça no extremo norte de MT

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O deputado estadual Valdir Barranco (PT) apresentou a Indicação nº 396/2026 durante sessão realizada na última quarta-feira (25), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), solicitando ao presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira, a criação e instalação da Comarca de Nova Bandeirantes. Atualmente, o município está vinculado à Comarca de Nova Monte Verde, que concentra a maior parte dos processos oriundos de Nova Bandeirantes.

De acordo com Barranco, a proposta se justifica tanto pela demanda processual quanto pelas dificuldades de acesso enfrentadas pela população. “A maioria dos processos da Comarca de Nova Monte Verde é referente a Nova Bandeirantes. Não é razoável que uma cidade com mais de 13 mil habitantes continue dependendo de outra estrutura, distante e sobrecarregada, para ter acesso à Justiça”, afirmou o parlamentar.

Nova Bandeirantes, localizada no extremo norte do estado, é um dos municípios mais distantes da capital. Além da longa distância, a estrada que a liga à sede da comarca apresenta condições precárias, tornando-se intransitável no período das chuvas. “Estamos falando de um povo que, muitas vezes, precisa enfrentar lama, atoleiros e isolamento para buscar um direito básico. Isso é inaceitável. Justiça que não chega ao cidadão é justiça negada”, declarou Barranco.

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Segundo dados do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o município possui 13.635 habitantes, número superior ao mínimo de 10 mil exigido pelo Código de Organização Judiciária para criação de comarca, além de atender ao requisito de eleitorado. O próprio código prevê, em seu artigo 11, a possibilidade de dispensa dos índices mínimos em municípios com precários meios de comunicação, reforçando a viabilidade da medida.

O deputado também destacou que o acúmulo de processos no judiciário brasileiro é um problema histórico e que a descentralização é medida concreta para garantir maior celeridade. “Não adianta falar em metas, reformas e produtividade se a estrutura não acompanha a realidade do interior. Criar a comarca de Nova Bandeirantes é fortalecer o Judiciário, desafogar Nova Monte Verde e, principalmente, assegurar o princípio da inafastabilidade da jurisdição”, pontuou.

Para Barranco, a instalação da comarca representa mais do que uma questão administrativa: trata-se de garantir dignidade e cidadania. “Nosso único objetivo é resguardar o direito de quem precisa da Justiça. O Estado precisa estar presente onde o povo está. E o povo de Nova Bandeirantes não pode continuar sendo penalizado pelo isolamento e pela falta de estrutura”, concluiu.

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Fonte: ALMT – MT

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Comissão da ALMT avança em projetos para proteção do Pantanal, da fauna e dos recursos hídricos

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Celebrado nesta sexta-feira, 5 de junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente reforça a importância da preservação dos recursos naturais e da construção de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável. Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a Comissão de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Recursos Minerais e Direitos dos Animais Domésticos de Companhia tem contribuído para esse debate por meio da análise de projetos de lei e discussões sobre temas estratégicos, como proteção do Pantanal e a situação dos pescadores do estado.

De janeiro até a primeira semana de junho de 2026, o colegiado realizou três reuniões ordinárias e uma extraordinária e analisou 102 matérias. Além disso, a comissão promoveu, em maio, uma audiência pública para debater os impactos da Lei da Pesca.

Entre os projetos que tiveram parecer favorável aprovado pela comissão, destacam-se iniciativas voltadas à proteção do Pantanal, à preservação da fauna silvestre e à conservação dos recursos hídricos. Um deles é o Projeto de Lei (PL) nº 2076/2025, de autoria do deputado Beto Dois a Um (Podemos), que institui o Estatuto de Proteção Permanente do Pantanal Mato-grossense. A proposta estabelece diretrizes estaduais para prevenção e combate às queimadas, utilização de tecnologias de monitoramento ambiental, criação de brigadas comunitárias e elaboração de um plano estadual de resposta emergencial para enfrentar eventos extremos.

Foto: Karen Malagoli / Secretaria de Comunicação Social

Outro projeto que recebeu parecer favorável da comissão foi o PL nº 73/2022, do deputado Valdir Barranco (PT). O texto prevê a implantação de ecodutos para possibilitar a travessia segura da fauna sob rodovias, ferrovias e estradas. A medida busca reduzir o número de atropelamentos de animais silvestres e contribuir para a preservação da biodiversidade mato-grossense, especialmente em áreas de grande circulação e fragmentação de habitats naturais.

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Também se destaca a aprovação do PL nº 295/2026, de autoria do deputado Wilson Santos (PSD), que cria o Programa Estadual de Proteção e Combate à Poluição de Rios e Cursos d’Água. A proposta tem como objetivo fortalecer ações de preservação dos recursos hídricos e ampliar mecanismos de prevenção à degradação ambiental em bacias hidrográficas do estado.

Presidente da comissão, o deputado Eduardo Botelho (MDB) destacou que os trabalhos desenvolvidos no primeiro semestre reforçam o compromisso da Assembleia Legislativa com a preservação ambiental e o desenvolvimento sustentável. Segundo ele, o colegiado tem debatido temas estratégicos para o estado, como a proteção do Pantanal, os recursos hídricos, a política pesqueira, a prevenção das queimadas e a produção sustentável. “A comissão tem trabalhado muito neste primeiro semestre. Discutimos a questão do Pantanal, que era um assunto mais urgente e fomos in loco, inclusive com o pessoal da Sema e do Corpo de Bombeiros, fazer uma visita na região”, afirmou.

A audiência pública promovida pela comissão teve como objetivo discutir os impactos da Lei Estadual nº 12.197/2023, conhecida como Transporte Zero. O encontro reuniu representantes das 22 colônias de pescadores de Mato Grosso, parlamentares, integrantes do governo estadual e membros da cadeia produtiva da pesca para avaliar os efeitos sociais, econômicos e ambientais da legislação.

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Para Botelho, o debate sobre a pesca demonstra a preocupação da comissão em buscar soluções equilibradas para questões que envolvem meio ambiente e desenvolvimento econômico. “Neste semestre, começamos a debater o Transporte Zero do pescado, realizando uma audiência pública muito importante e concorrida, na qual buscamos alternativas positivas para o setor”, destacou.

O parlamentar reforçou ainda que Mato Grosso tem papel estratégico na produção de alimentos e na preservação ambiental, sendo referência nacional e internacional nesses dois segmentos. “Nesta data comemorativa do Meio Ambiente, faço um chamado para que possamos unir esforços, governo, setor produtivo, comunidade científica e sociedade civil, em favor de políticas públicas equilibradas, responsáveis e sustentáveis. Preservar o meio ambiente não é impedir o desenvolvimento. Preservar o meio ambiente é garantir que o desenvolvimento continue sendo possível”, afirmou.

Atualmente, a Comissão de Meio Ambiente da ALMT é presidida pelo deputado Eduardo Botelho e tem como vice-presidente Carlos Avallone (PSDB). Também integram o colegiado, como membros titulares, os deputados Nininho (Republicanos), Valmir Moretto (Republicanos) e Wilson Santos.

Fonte: ALMT – MT

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