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Dr. João articula implantação de clínica de hemodiálise em Nova Mutum e acompanha avanço das tratativas

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Dr. João (MDB), tem atuado diretamente nas articulações para viabilizar a implantação de uma clínica de hemodiálise em Nova Mutum. Nesta segunda-feira (02), vereadores do município estiveram em Cuiabá para avançar nas tratativas do projeto, considerado uma demanda antiga de pacientes que hoje precisam se deslocar para outras cidades em busca do tratamento.

Participaram da agenda na Secretaria de Estado de Saúde (Ses-MT), o presidente da Câmara de Nova Mutum, Lucas Badan (União), e os vereadores Ricardo Schneider (PL) e Rafael Brignoni (PL), além do prefeito de São José do Rio Claro, Levi Ribeiro (PL). A reunião foi conduzida pela secretária adjunta do Complexo Regulador, Fabiana Badi, e contou também com a presença do médico nefrologista Dr. Vitor Carlos Souza.

Dr. João foi o responsável por intermediar o contato junto à Secretaria de Estado de Saúde (Ses) e tem desempenhado papel fundamental nas articulações para viabilizar o projeto. Durante a reunião, os representantes municipais apresentaram dados que demonstram a demanda regional pelo serviço e a estrutura existente no município.

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De acordo com a secretária adjunta Fabiana Badi, a implantação da clínica tem apoio do Governo do Estado. No entanto, para que o processo avance com mais rapidez, é necessária uma manifestação oficial do prefeito de Nova Mutum, Leandro Félix, e da secretária municipal de Saúde, Sônia Ávila, formalizando o interesse do município na instalação do serviço.

Dr. João destacou que o diálogo técnico é essencial para transformar a demanda em realidade. “Estamos falando de dignidade para quem precisa de tratamento contínuo. Hoje muitos pacientes enfrentam viagens longas e desgastantes para fazer hemodiálise. A implantação da clínica em Nova Mutum significa mais qualidade de vida e mais segurança para essas pessoas”, afirmou.

O parlamentar também tem contribuído com orientações técnicas sobre os caminhos administrativos e regulatórios necessários para implantação da unidade. Médico nefrologista, Dr. João foi responsável pelo primeiro transplante renal realizado em Mato Grosso e acompanha de perto a expansão dos serviços de tratamento renal no estado.

Além das articulações em Cuiabá, o deputado esteve recentemente em Nova Mutum participando de uma audiência pública realizada na Câmara Municipal para debater a criação da clínica de hemodiálise. O encontro reuniu autoridades, profissionais da saúde e a população para discutir a viabilidade do projeto e os benefícios para a região.

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Segundo Dr. João, o alinhamento entre município, Estado e representantes da área médica será decisivo para avançar nos próximos passos. “Quando todos caminham na mesma direção, as soluções aparecem. Nova Mutum tem estrutura, tem demanda e tem condições de receber esse serviço”, declarou.

A expectativa é de que, após a formalização da manifestação do Executivo municipal, os trâmites administrativos avancem junto à Secretaria de Estado de Saúde, permitindo que o projeto da clínica de hemodiálise comece a sair do papel nos próximos meses.

Fonte: ALMT – MT

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Após atuação da ALMT, STF reconhece cumprimento por MT à apresentação de propostas sobre divisa entre Mato Grosso e Pará

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A atuação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) na discussão sobre a divisa entre Mato Grosso e Pará alcançou uma nova etapa no Supremo Tribunal Federal (STF). Em decisão proferida pelo ministro Flávio Dino, no último dia 11, na Ação Rescisória nº 2.964, o relator reconheceu como cumprida por Mato Grosso a etapa destinada à apresentação de propostas adicionais de acordo e determinou que o estado do Pará se manifeste sobre elas no prazo de 30 dias.

A decisão representa um avanço na estratégia institucional desenvolvida nos últimos meses pela ALMT. As propostas construídas pela Procuradoria-Geral da Assembleia foram incorporadas à estratégia de Mato Grosso para que a discussão não fique restrita à definição territorial e à regularização fundiária, mas alcance também os impactos concretos da mudança de divisa sobre a população.

Na Procuradoria-Geral da ALMT, a construção das teses e das manifestações apresentadas ao Supremo vem sendo conduzida pelos procuradores Ricardo Riva e Bruno Willames Cardoso Leite. Eles são responsáveis pela formulação da linha jurídica que colocou no centro da discussão a continuidade dos serviços públicos e a necessidade de uma transição organizada entre os dois Estados.

Desde o último mês junho, de acordo com Bruno Willames, a Procuradoria da Assembleia passou a defender perante o STF que a solução para o conflito territorial centenário não poderia se resumir à definição de quem é proprietário ou de qual estado determinada área pertence.

“Era necessário enfrentar também questões como saúde, educação, transporte escolar, estradas, segurança pública, sanidade animal, tributação, regularização ambiental, atividade produtiva, ressarcimento de despesas e continuidade dos serviços atualmente prestados por Mato Grosso e seus municípios”, afirmou o procurador.

De acordo com o procurador, a atuação tem respaldado a participação institucional da Assembleia Legislativa na discussão e aproximação com os municípios diretamente atingidos pelo conflito. “A estratégia da ALMT tem buscado levar ao processo não apenas argumentos jurídicos, mas informações produzidas pelas prefeituras, representantes das comunidades e setores econômicos que convivem diariamente com os efeitos da indefinição histórica da divisa”, afirmou.

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Na nova decisão, o relator Flávio Dino registrou detalhadamente a proposta apresentada por Mato Grosso, incluindo a criação de uma Mesa Técnica de Trabalho Mato Grosso e Pará, com participação dos municípios, e a construção de uma solução piloto para a região da Serra dos Apiacás, envolvendo inicialmente Apiacás, Paranaíta e Alta Floresta, em Mato Grosso, e Jacareacanga e Novo Progresso, no Pará.

O ministro considerou que a manifestação apresentada por Mato Grosso em 31 de agosto, materializando o cumprimento da obrigação do acordo celebrado anteriormente entre os dois estados. Com isso, Flávio Dino determinou que o Pará seja intimado para se manifestar, em 30 dias, sobre as propostas.

Após a manifestação paraense, segundo o procurador, Mato Grosso terá prazo de 10 dias úteis. Em seguida, o processo retornará ao gabinete do relator para novas providências, havendo ainda previsão de que as partes possam requerer nova audiência de conciliação para tratar dos pontos que permanecerem controvertidos.

A decisão também reconheceu o avanço dos trabalhos na área fundiária. O ministro registrou a apresentação por Mato Grosso de cadeias dominiais, parecer técnico sobre a metodologia cartográfica histórica, mapas, cartografias, arquivos em formato shapefile e títulos definitivos emitidos pelo Intermat, considerando cumpridas pelo Estado as etapas correspondentes do acordo.

“Agora, caberá também ao Pará, no prazo determinado pelo STF, apresentar o compilado de dados dos imóveis necessário para que sejam requisitadas aos cartórios as respectivas cadeias dominiais”, afirmou o procurador.

Para o procurador Ricardo Riva, um dos responsáveis pela estratégia jurídica da ALMT no caso, a participação da Assembleia busca assegurar que a transição territorial seja acompanhada por soluções administrativas capazes de funcionar na prática.

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“A regularização fundiária é indispensável, mas existe uma população inteira vivendo nessa região. Saúde, educação, estradas, segurança, produção e os demais serviços públicos precisam continuar funcionando durante e depois dessa transição. Foi essa preocupação que levou a Assembleia a ampliar a discussão perante o Supremo”, destacou Riva.

O procurador Bruno Willames Cardoso Leite ressalta que a nova fase permite transformar problemas identificados ao longo dos trabalhos em propostas concretas de cooperação entre os entes públicos.

“Desde o início defendemos que não seria suficiente resolver a terra e deixar as pessoas para depois. A definição territorial precisa vir acompanhada de uma transição segura, com responsabilidades claras e participação dos municípios que conhecem e atendem essa população diariamente. Agora o Pará terá oportunidade de se manifestar sobre essas propostas e apresentar também suas soluções”, afirmou o procurador.

A Assembleia Legislativa, de acordo com o procurador Bruno Willames, continuará reunindo informações dos municípios enquanto transcorre o prazo concedido pelo STF, a Procuradoria-Geral da ALMT continuará trabalhando na reunião de informações sobre a realidade da região, especialmente dados relativos aos serviços efetivamente prestados por Mato Grosso e pelos municípios às comunidades localizadas do lado paraense da divisa.

Documentos já obtidos demonstram, por exemplo, atendimentos realizados pela rede pública de saúde de Mato Grosso a moradores do Pará. Esse tipo de informação deverá auxiliar na construção de soluções para continuidade dos serviços e eventual divisão de responsabilidades entre os entes públicos.

A Assembleia também pretende continuar ouvindo prefeitos, gestores, produtores e moradores das áreas atingidas, fortalecendo a participação dos municípios na próxima etapa da conciliação.

Fonte: ALMT – MT

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