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Governo deve investir cerca de R$ 900 milhões no Parque Novo Mato Grosso

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A Comissão de Infraestrutura Urbana e de Transportes da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) ouviu, na manhã desta terça-feira (22), o presidente da Mato Grosso Participações e Projetos (MT Par), Wener Kesley dos Santos, para prestar esclarecimentos sobre o andamento das obras do Parque Novo Mato Grosso, localizado na região de Chapada dos Guimarães.

Nas obras, a previsão é de o Governo do Estado de Mato Grosso investir R$ 900 milhões. De acordo com o presidente do MT Par, a obra deve ficar pronta e ser entregue 100% à população até o final de 2026. No contrato com as construtoras, segundo Santos, a média para a entrega das obras é de 14 meses.

“Estamos torcendo para que as empresas boas ganhem para as obras não travarem. Por isso, o governo trabalha para entregar 100% do Parque Novo Mato Grosso até o final do próximo ano. A parte que leva mais tempo para ser executada, a terraplanagem, está pronta. Com isso, ganhamos um tempo na execução das obras”, explicou Santos. ​

O presidente da Comissão de Infraestrutura da Assembleia Legislativa, deputado Valmir Moretto (Republicanos), afirmou que a maior preocupação não é em relação aos custos da obra, mas o valor a ser cobrado da população mato-grossense e dos turistas para terem acesso ao parque.

“Não será cobrada taxa de entrada ao parque. O presidente do MT Par nos deixou tranquilo, o governo vai cobrar apenas uma taxa de manutenção às pessoas que utilizarem os equipamentos. Esperamos que as obras sejam entregues até o final de 2026, mas sabemos da dificuldade com a mão de obra em Mato Grosso”, explicou Moretto.

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A proposta inicial do governo para o Parque Novo Mato Grosso, de acordo com Wener Santos, era à construção de um autódromo, mas depois veio as expectativas para a construção de outras áreas esportivas e para shows. Hoje, segundo ele, a pista do Kartódromo está pronta. Quando o parque estiver pronto, de acordo com Santos, será referência para a América Latina.

“O Parque tem um conceito diferenciado no mundo. Não é só para eventos de corrida, é para esporte, é para cultura, é para lazer e é para o turismo. É o espaço onde vamos atrair turistas e investidores de todo o Brasil e do mundo e, com isso, mostrar a força que Mato Grosso tem também com o turismo”, explicou o presidente do MT Par.

“Queremos entregar uma parte da obra ainda este ano e a segunda etapa até o final de 2026. No parque são várias frentes de obra, tem setores com 70%, 80%, 90% e até 30% concluídas, porque cada um é um contrato diferente. O espaço show está com 60% feito e queremos inaugurá-lo em novembro desse ano”, afirmou Santos.

O vice-presidente da Comissão de Infraestrutura, deputado Júlio Campos (União), afirmou que a obra é suntuosa e que vai ficar na história de Mato Grosso e, por isso, questionou Wener Santos se pelo menos 70% das obras serão entregues até o final de 2026. Wener Santos respondeu que sim. “O nosso foco é fazer a entrega à população até o final de 2026”, reforçou.

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Uma das atrações do Parque, segundo Santos, é a roda gigante com aproximadamente 108 metros de altura. Ela é composta por 42 cabines, com capacidade máxima de oito pessoas por cabine, totalizando 336 pessoas. Ela poderá ser vista a partir do centro da cidade e também da rodovia que dá acesso à Chapada dos Guimarães.

Já o Espaço Show para eventos nacionais e internacionais tem a capacidade para 80 mil pessoas, ocupando uma área total de 45 mil m². Enquanto isso. o projeto do autódromo abrange uma área de aproximadamente 83 hectares e inclui diversos circuitos e edificações, como uma pista de autocross e uma de arrancada.

O autódromo contará com camarotes e arquibancadas localizados próximos à reta principal do circuito. A pista principal terá cerca de 4,6 km de extensão e o autódromo será preparado para receber competições de velocidade em nível regional, nacional e internacional.

A pista de kart profissional tem uma infraestrutura de 95.571,42 m², oferece arquibancada, paddock, estacionamento, salas de apoio, pódio e torre de vigilância. A pista foi projetada para possibilitar mais de 20 circuitos diferentes, sendo o maior deles com 1.150 metros de extensão.

Fonte: ALMT – MT

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Leis estaduais reforçam ações de prevenção e segurança no trânsito em Mato Grosso

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Leis aprovadas pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nos últimos anos tratam de situações de risco no trânsito e preveem medidas voltadas a motoristas, motociclistas, ciclistas, pedestres e estudantes. As normas ganham destaque durante a Semana Nacional do Trânsito, realizada de 18 a 25 de setembro e dedicada à educação e à segurança nas vias.

Entre as normas está a Lei nº 11.591/2021, que estabelece regras para a sinalização em obras realizadas em rodovias estaduais. O texto determina que, quando houver obstáculos ou redutores de velocidade no local da obra, seja instalada sinalização adequada e suficiente para prevenir acidentes.

Além da sinalização e das condições das vias, a infraestrutura e a conscientização também são apontadas por representantes de motoristas por aplicativo como fatores importantes para a redução de acidentes nos perímetros urbanos. O vice-presidente da Associação dos Motoristas por Aplicativo de Mato Grosso (AMA-MT), Anderson Ferreira Neto, cita as condições das vias de Cuiabá e Várzea Grande e defende ações educativas.

“Esse asfalto ruim aumenta os acidentes e acelera o processo de desgaste dos veículos”, afirmou. Ele também considera necessárias campanhas sobre os riscos do álcool e das drogas ao volante, além de ações de orientação sobre a travessia de pedestres e a construção de passarelas e faixas elevadas.

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Foto: JLSiqueira / Secretaria de Comunicação Social

A Lei nº 12.711/2024 estabelece campanha de orientação para o uso seguro da faixa de segurança de pedestres. Já a Lei nº 12.905/2025 institui o Programa Rota Escolar Segura, voltado à segurança e ao bem-estar das crianças nos trajetos entre casa e escola, com medidas para prevenir situações de risco.

A proteção de quem utiliza a bicicleta é outro aspecto abordado pelas normas aprovadas pela Assembleia. A Lei nº 13.018/2025 altera dispositivos da legislação de incentivo, proteção e respeito aos ciclistas e institui a Semana Estadual de Conscientização e Prevenção de Acidentes ao Ciclista.

Entre os trabalhadores que dependem diretamente das vias para exercer suas atividades, os motoristas de aplicativo são contemplados por medidas específicas. A Lei nº 12.634/2024 estabelece medidas de segurança para usuários e motoristas de aplicativos. Entre as previsões estão cadastro de usuários e condutores, exigência de documentos e antecedentes criminais, possibilidade de reconhecimento facial, botão de pânico, rastreamento e câmeras internas nos veículos.

A presidente do Sindicato dos Motoristas por Aplicativo, Solange Menacho, relata que o botão de pânico teve resultado positivo na experiência da categoria. Segundo ela, após a implantação da ferramenta, houve grande redução nos assaltos, embora os casos tenham voltado a ocorrer recentemente.

Já Anderson Ferreira Neto aponta que, apesar da existência dos mecanismos, parte dos trabalhadores ainda encontra dificuldade para ter acesso às ferramentas de segurança. Segundo ele, o botão de pânico e outros dispositivos oferecidos pelo Estado não chegam à maioria dos motoristas, enquanto o custo de instalação de câmeras pode ficar fora do orçamento dos profissionais.

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Além das medidas diretamente relacionadas à segurança, a legislação também prevê a possibilidade de adoção de incentivos fiscais, tributários e linhas de crédito para a renovação dos veículos utilizados pelos motoristas. Para Anderson, incentivos são importantes diante dos custos de combustível, manutenção e aquisição de veículos enfrentados pela categoria.

As medidas voltadas aos trabalhadores do trânsito também alcançam os profissionais que utilizam motocicletas como ferramenta de trabalho. A Lei nº 12.188/2023 institui política de incentivo à segurança dos mototaxistas e motoboys e à renovação das motocicletas utilizadas como ferramenta de trabalho. A norma prevê campanhas de prevenção de acidentes, acompanhamento e tratamento de profissionais vítimas de acidentes de trabalho, aperfeiçoamento profissional e possibilidade de incentivos para renovação da frota.

Para a presidente do Sindicato dos Motoristas por Aplicativo, Solange Menacho, a legislação é uma importante conquista para a categoria, mas ainda não houve, segundo ela, apoio do governo estadual para colocar as medidas em prática.

Fonte: ALMT – MT

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