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Max Russi relembra articulação iniciada em 2017 para garantir Ganha Tempo no Pedra 90

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O deputado estadual Max Russi (PSB) afirmou, em entrevista ao programa SBT Comunidade, nesta terça-feira (24), que a implantação de uma unidade do Ganha Tempo no bairro Pedra 90, em Cuiabá, é resultado de uma articulação iniciada ainda em 2017, quando esteve à frente da Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social. “Eu trabalhei essa proposta do Ganha Tempo lá atrás, quando estava como secretário da Setas”, relembrou.

Em 2017, enquanto comandava a antiga Secretaria de Assistência Social (Setas), Russi já defendia a ampliação das unidades do Ganha Tempo como forma de descentralizar os serviços públicos e facilitar o acesso da população. Posteriormente, como secretário-chefe da Casa Civil, também auxiliou na expansão das unidades na Capital e no interior do Estado. Um dos marcos dessa atuação foi a inauguração da unidade da região da Grande CPA.

Segundo o parlamentar, o Pedra 90 ficou fora da estrutura, mesmo sendo uma das maiores regiões da Capital. “O Pedra 90 é maior do que muitas cidades de Mato Grosso e ficou sem essa estrutura. O morador precisava sair do bairro, pegar ônibus para ir ao Centro, perder meio período de trabalho para conseguir atendimento, mas agora isso vai mudar”, destacou.

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Indicações – A demanda foi reforçada por meio da atuação legislativa. O parlamentar apresentou a Indicação nº 3022/2021 e, posteriormente, a Indicação nº 1727/2024, após solicitação do vereador Didimo Vovô (PSB).

“Estamos vendo nossos sonhos se concretizarem. Essa é uma luta que começou em 2021. Foram alguns anos sonhando e trabalhando para que o Ganha Tempo fosse implantado na região sul. Agora temos uma boa notícia. O vice-governador Otaviano Pivetta autorizou a implantação e o deputado Max Russi lutou para que esse projeto saísse do papel”, disse o vereador.

De acordo com o deputado, a reivindicação reflete um clamor antigo da população da região sul de Cuiabá, que há anos cobra a instalação da unidade. A expectativa é que o novo equipamento público facilite a vida dos moradores e impulsione o desenvolvimento local.

Reunião – As tratativas avançaram na última sexta-feira (20), durante reunião entre Max Russi, o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o vereador Dídimo Vovô. No domingo, Pivetta esteve no bairro para vistoriar o local e definiu que a unidade será instalada na antiga Escola Caic.

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“Fizemos várias indicações, cobranças e colocamos a importância dessa estrutura para o governo. O vice-governador entendeu a necessidade, foi até o local no domingo e definiu esse investimento”, afirmou Russi.

Para o parlamentar, a decisão representa um avanço importante para uma região que já recebeu escolas e outros serviços públicos, mas ainda estava desassistida em relação ao Ganha Tempo. “Levar o serviço público para perto do cidadão é uma questão de justiça social”, concluiu.

Fonte: ALMT – MT

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TJMT suspende desocupação em condomínios após pedido da ALMT

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Em resposta ao pedido encaminhado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta sexta-feira (17), a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu suspender a medida de desocupação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso envolvendo famílias que residem nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A decisão do Judiciário ocorreu após solicitação formal da Assembleia, diante da preocupação com os impactos sociais da medida.

A decisão considera que o caso apresenta potencial impacto social relevante, especialmente diante da possibilidade de cumprimento de medida de imissão na posse envolvendo famílias em situação de vulnerabilidade, e reforça a necessidade de adoção de etapas preparatórias antes de qualquer decisão de desocupação coletiva.

“Recebemos uma decisão muito importante da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que representa uma vitória significativa para as famílias dos condomínios Minas e Lavras do Sutil. Ainda não vencemos a guerra, mas conquistamos uma batalha importante, que traz tranquilidade aos moradores que estavam vivendo momentos de angústia. Quero agradecer à Procuradoria da Assembleia e ao Poder Judiciário pela sensibilidade em olhar para essa situação. Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto. Agora, vamos continuar dialogando e trabalhando para construir uma solução justa e definitiva para essas famílias. Contem com a Assembleia Legislativa, porque estaremos ao lado de vocês”, comemorou o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa.

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O procurador da Assembleia Legislativa, Ricardo Riva, explicou que a decisão da Corregedoria do Tribunal de Justiça foi resultado direto do pedido formal apresentado pela Casa, que apontou a necessidade de cumprimento de etapas legais e sociais antes da execução da medida de desocupação.

Segundo ele, a Assembleia solicitou a suspensão da imissão na posse justamente para garantir que o processo observe as exigências previstas na legislação e nas normas que tratam de conflitos fundiários coletivos.

“A Assembleia oficiou a Corregedoria do Tribunal pedindo a suspensão do cumprimento da imissão na posse, ou seja, da retirada das famílias dos apartamentos, porque existem etapas legais e sociais que precisam ser cumpridas antes de qualquer desocupação coletiva. A decisão da Corregedoria foi tomada a partir dessa solicitação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso”, explicou o procurador.

Ricardo Riva destacou ainda que a medida busca assegurar que qualquer decisão judicial seja precedida de avaliação técnica e de diálogo institucional, garantindo segurança jurídica e proteção às famílias envolvidas.

O pedido da ALMT – No documento encaminhado ao Judiciário, o presidente Max Russi alerta que o cumprimento da ordem de imissão na posse, decorrente de um processo de falência iniciado em 2003, pode resultar na retirada imediata de moradores de suas residências sem que haja medidas adequadas de acolhimento social às famílias afetadas. O ofício destaca que a execução da decisão, da forma como está prevista, pode gerar consequências sociais graves, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.

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A Assembleia também argumenta que a condução do processo deve observar normas e diretrizes que tratam da proteção de direitos humanos e da mediação de conflitos. Entre os dispositivos citados estão o Provimento nº 23/2023 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e orientações do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelecem que desocupações coletivas precisam ser precedidas de diálogo entre as partes e da definição de estratégias de atendimento às famílias atingidas.

De acordo com o documento, essas normas determinam que, antes da execução de despejos coletivos, sejam realizadas reuniões preparatórias e elaborados planos de ação que considerem a situação social dos moradores, garantindo alternativas de acolhimento e encaminhamento a programas habitacionais ou de assistência social, sempre que necessário.

Visita aos condomínios – Na noite de quinta-feira (16), Russi esteve pessoalmente nos residenciais para ouvir os moradores e acompanhar de perto a situação. Durante a visita, o parlamentar conversou com os condôminos e manifestou preocupação com a possibilidade de retirada imediata das pessoas de suas casas, destacando o clima de insegurança e aflição vivido pelos moradores. A presença do deputado no local ocorreu após relatos de que centenas de famílias temem perder suas moradias em razão de decisão judicial.

Fonte: ALMT – MT

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