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Projeto propõe criação do Selo “Empresa Amiga da Mulher” em Mato Grosso

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso recebeu no dia 24 de setembro, o Projeto de Lei nº 1499/2025, de autoria do deputado estadual Paulo Araújo (PP), que institui o Selo “Empresa Amiga da Mulher”. A iniciativa tem como objetivo reconhecer e valorizar empresas públicas e privadas que adotem boas práticas de promoção da equidade de gênero, valorização profissional e proteção às mulheres no ambiente de trabalho.

De acordo com a proposta, o selo será concedido anualmente pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) às empresas que atenderem a critérios como igualdade salarial entre homens e mulheres, políticas de prevenção ao assédio moral e sexual, incentivo à liderança feminina, apoio à maternidade e parentalidade, além de suporte a funcionárias vítimas de violência doméstica.

Para o deputado Paulo Araújo, a medida representa um avanço civilizatório e de responsabilidade social. “Queremos estimular as empresas a assumirem um compromisso efetivo com a dignidade da mulher no mercado de trabalho. O Selo ‘Empresa Amiga da Mulher’ não é apenas um reconhecimento, mas um incentivo para que práticas de respeito, equidade e valorização se tornem parte da cultura organizacional”, destacou o parlamentar.

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O projeto também prevê que a cerimônia de entrega do selo ocorra anualmente, no mês de março, como parte das ações alusivas ao Dia Internacional da Mulher.

A proposta tem caráter educativo e positivo, sem impor obrigações às empresas. “Não se trata de criar mais burocracia, mas de oferecer reconhecimento público às empresas que já estão fazendo a diferença. Ao associar sua marca ao selo, elas também conquistam credibilidade, competitividade e valorização perante a sociedade”, explicou Paulo Araújo.

Com a tramitação na Casa de Leis, o parlamentar conclama apoio dos demais deputados para a aprovação da matéria. “Este projeto reafirma nosso compromisso com uma sociedade mais justa e inclusiva, em que as mulheres tenham igualdade de oportunidades, proteção contra a violência e reconhecimento de seu protagonismo”, concluiu.

Fonte: ALMT – MT

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TJMT suspende desocupação em condomínios após pedido da ALMT

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Em resposta ao pedido encaminhado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta sexta-feira (17), a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu suspender a medida de desocupação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso envolvendo famílias que residem nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A decisão do Judiciário ocorreu após solicitação formal da Assembleia, diante da preocupação com os impactos sociais da medida.

A decisão considera que o caso apresenta potencial impacto social relevante, especialmente diante da possibilidade de cumprimento de medida de imissão na posse envolvendo famílias em situação de vulnerabilidade, e reforça a necessidade de adoção de etapas preparatórias antes de qualquer decisão de desocupação coletiva.

“Recebemos uma decisão muito importante da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que representa uma vitória significativa para as famílias dos condomínios Minas e Lavras do Sutil. Ainda não vencemos a guerra, mas conquistamos uma batalha importante, que traz tranquilidade aos moradores que estavam vivendo momentos de angústia. Quero agradecer à Procuradoria da Assembleia e ao Poder Judiciário pela sensibilidade em olhar para essa situação. Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto. Agora, vamos continuar dialogando e trabalhando para construir uma solução justa e definitiva para essas famílias. Contem com a Assembleia Legislativa, porque estaremos ao lado de vocês”, comemorou o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa.

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O procurador da Assembleia Legislativa, Ricardo Riva, explicou que a decisão da Corregedoria do Tribunal de Justiça foi resultado direto do pedido formal apresentado pela Casa, que apontou a necessidade de cumprimento de etapas legais e sociais antes da execução da medida de desocupação.

Segundo ele, a Assembleia solicitou a suspensão da imissão na posse justamente para garantir que o processo observe as exigências previstas na legislação e nas normas que tratam de conflitos fundiários coletivos.

“A Assembleia oficiou a Corregedoria do Tribunal pedindo a suspensão do cumprimento da imissão na posse, ou seja, da retirada das famílias dos apartamentos, porque existem etapas legais e sociais que precisam ser cumpridas antes de qualquer desocupação coletiva. A decisão da Corregedoria foi tomada a partir dessa solicitação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso”, explicou o procurador.

Ricardo Riva destacou ainda que a medida busca assegurar que qualquer decisão judicial seja precedida de avaliação técnica e de diálogo institucional, garantindo segurança jurídica e proteção às famílias envolvidas.

O pedido da ALMT – No documento encaminhado ao Judiciário, o presidente Max Russi alerta que o cumprimento da ordem de imissão na posse, decorrente de um processo de falência iniciado em 2003, pode resultar na retirada imediata de moradores de suas residências sem que haja medidas adequadas de acolhimento social às famílias afetadas. O ofício destaca que a execução da decisão, da forma como está prevista, pode gerar consequências sociais graves, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.

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A Assembleia também argumenta que a condução do processo deve observar normas e diretrizes que tratam da proteção de direitos humanos e da mediação de conflitos. Entre os dispositivos citados estão o Provimento nº 23/2023 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e orientações do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelecem que desocupações coletivas precisam ser precedidas de diálogo entre as partes e da definição de estratégias de atendimento às famílias atingidas.

De acordo com o documento, essas normas determinam que, antes da execução de despejos coletivos, sejam realizadas reuniões preparatórias e elaborados planos de ação que considerem a situação social dos moradores, garantindo alternativas de acolhimento e encaminhamento a programas habitacionais ou de assistência social, sempre que necessário.

Visita aos condomínios – Na noite de quinta-feira (16), Russi esteve pessoalmente nos residenciais para ouvir os moradores e acompanhar de perto a situação. Durante a visita, o parlamentar conversou com os condôminos e manifestou preocupação com a possibilidade de retirada imediata das pessoas de suas casas, destacando o clima de insegurança e aflição vivido pelos moradores. A presença do deputado no local ocorreu após relatos de que centenas de famílias temem perder suas moradias em razão de decisão judicial.

Fonte: ALMT – MT

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