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Thiago Silva cobra limpeza e revitalização da Rodovia do Peixe

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Em discurso na tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o deputado estadual Thiago Silva (MDB) cobrou, nesta quarta-feira (26), a limpeza e revitalização em toda a extensão da Rodovia do Peixe, a MT-471, em Rondonópolis. O parlamentar apresentou a Indicação 2848/2021 endereçada ao secretário de Infraestrutura de Mato Grosso, Marcelo Oliveira, reforçando a necessidade de uma operação tapa-buracos e limpeza do acostamento ao longo da rodovia estadual.

No documento, Thiago reforça que a situação atual da Rodovia do Peixe é “caótica”. “É importante registrar que a situação caótica já perdura há um bom tempo, causando insegurança na trafegabilidade dos veículos e dos usuários que dependem da rodovia. Daí a importância da operação tapa-buracos”, diz.

A indicação lembra ainda que a Rodovia do Peixe é uma das principais vias de escoamento da produção agrícola da região e cobra medidas que garantam um tráfego “seguro de veículos e mais segurança aos usuários, pondo fim ao convívio diário com as intempéries que afligem a população local”.

Considerando o período de chuvas, o documento destaca que o matagal está prejudicando a visibilidade e o acesso dos motoristas que, ao precisarem parar para verificar algum problema em seus veículos, não conseguem fazê-lo com segurança – ou seja, todos estão sendo prejudicados.

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Turismo – Em defesa da Rodovia do Peixe, Thiago Silva apresentou, ainda, o Requerimento (nº 145/2025) também endereçado aos secretários de Cultura e Desenvolvimento Econômico. No documento, o deputado cobra informações sobre as medidas que vêm sendo adotadas pelo Estado para o cumprimento da Lei de sua autoria (nº 11.741/2022), que reconhece a Rodovia do Peixe como de interesse turístico e cultural.

“A Rodovia do Peixe é de extrema importância para o fomento do turismo no município e na região. Inaugurada em 2009 como uma rodovia de contemplação da natureza, margeia o Rio Vermelho desde a zona urbana até a localidade da Cidade de Pedra”, argumenta o deputado no documento.

No Requerimento apresentado na ALMT, Thiago Silva relembra: “a inauguração proporcionou acesso a cachoeiras, grutas e aos paredões de pedra, além de garantir a prática da pesca e do turismo. As obras, iniciadas em setembro de 2008, tiveram o cuidado de atender às questões de redução de impacto ambiental que o local exige, criando um traçado sinuoso para a pista, que priorizou a preservação ambiental em detrimento de uma solução mais técnica em termos de trafegabilidade. Com essa iniciativa, árvores, pedras e vegetações foram poupadas”.

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Rodovia – A Rodovia do Peixe (MT-471) é acessada pelo viaduto da Avenida Presidente Médici sobre a BR-364 e margeia, pelo lado direito, o Rio Vermelho no sentido Rondonópolis-Pantanal. Além dos atrativos naturais ao longo do trajeto, a região também abriga fontes termais, encontradas no final da rodovia – uma delas já registrou águas extraídas a 49°C. A Cidade de Pedra é um complexo de formações rochosas situado em uma Reserva de Preservação Permanente Natural (RPPN), onde há sítios arqueológicos com inscrições rupestres.

O apelido “Rodovia do Peixe” deve-se à abundância desses animais no local, tornando-o muito procurado por pescadores. “Com a pavimentação da rodovia, ganham as cerca de 130 famílias que vivem na região, a população que desfruta das ‘praias’ do Rio Vermelho, das cachoeiras, das grutas, da vista dos paredões de pedra, os amantes da pesca e, principalmente, o turismo, uma vez que essa pavimentação fomenta a atividade turística na região”, conclui Silva.

Fonte: ALMT – MT

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Após atuação da ALMT, STF reconhece cumprimento por MT à apresentação de propostas sobre divisa entre Mato Grosso e Pará

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A atuação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) na discussão sobre a divisa entre Mato Grosso e Pará alcançou uma nova etapa no Supremo Tribunal Federal (STF). Em decisão proferida pelo ministro Flávio Dino, no último dia 11, na Ação Rescisória nº 2.964, o relator reconheceu como cumprida por Mato Grosso a etapa destinada à apresentação de propostas adicionais de acordo e determinou que o estado do Pará se manifeste sobre elas no prazo de 30 dias.

A decisão representa um avanço na estratégia institucional desenvolvida nos últimos meses pela ALMT. As propostas construídas pela Procuradoria-Geral da Assembleia foram incorporadas à estratégia de Mato Grosso para que a discussão não fique restrita à definição territorial e à regularização fundiária, mas alcance também os impactos concretos da mudança de divisa sobre a população.

Na Procuradoria-Geral da ALMT, a construção das teses e das manifestações apresentadas ao Supremo vem sendo conduzida pelos procuradores Ricardo Riva e Bruno Willames Cardoso Leite. Eles são responsáveis pela formulação da linha jurídica que colocou no centro da discussão a continuidade dos serviços públicos e a necessidade de uma transição organizada entre os dois Estados.

Desde o último mês junho, de acordo com Bruno Willames, a Procuradoria da Assembleia passou a defender perante o STF que a solução para o conflito territorial centenário não poderia se resumir à definição de quem é proprietário ou de qual estado determinada área pertence.

“Era necessário enfrentar também questões como saúde, educação, transporte escolar, estradas, segurança pública, sanidade animal, tributação, regularização ambiental, atividade produtiva, ressarcimento de despesas e continuidade dos serviços atualmente prestados por Mato Grosso e seus municípios”, afirmou o procurador.

De acordo com o procurador, a atuação tem respaldado a participação institucional da Assembleia Legislativa na discussão e aproximação com os municípios diretamente atingidos pelo conflito. “A estratégia da ALMT tem buscado levar ao processo não apenas argumentos jurídicos, mas informações produzidas pelas prefeituras, representantes das comunidades e setores econômicos que convivem diariamente com os efeitos da indefinição histórica da divisa”, afirmou.

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Na nova decisão, o relator Flávio Dino registrou detalhadamente a proposta apresentada por Mato Grosso, incluindo a criação de uma Mesa Técnica de Trabalho Mato Grosso e Pará, com participação dos municípios, e a construção de uma solução piloto para a região da Serra dos Apiacás, envolvendo inicialmente Apiacás, Paranaíta e Alta Floresta, em Mato Grosso, e Jacareacanga e Novo Progresso, no Pará.

O ministro considerou que a manifestação apresentada por Mato Grosso em 31 de agosto, materializando o cumprimento da obrigação do acordo celebrado anteriormente entre os dois estados. Com isso, Flávio Dino determinou que o Pará seja intimado para se manifestar, em 30 dias, sobre as propostas.

Após a manifestação paraense, segundo o procurador, Mato Grosso terá prazo de 10 dias úteis. Em seguida, o processo retornará ao gabinete do relator para novas providências, havendo ainda previsão de que as partes possam requerer nova audiência de conciliação para tratar dos pontos que permanecerem controvertidos.

A decisão também reconheceu o avanço dos trabalhos na área fundiária. O ministro registrou a apresentação por Mato Grosso de cadeias dominiais, parecer técnico sobre a metodologia cartográfica histórica, mapas, cartografias, arquivos em formato shapefile e títulos definitivos emitidos pelo Intermat, considerando cumpridas pelo Estado as etapas correspondentes do acordo.

“Agora, caberá também ao Pará, no prazo determinado pelo STF, apresentar o compilado de dados dos imóveis necessário para que sejam requisitadas aos cartórios as respectivas cadeias dominiais”, afirmou o procurador.

Para o procurador Ricardo Riva, um dos responsáveis pela estratégia jurídica da ALMT no caso, a participação da Assembleia busca assegurar que a transição territorial seja acompanhada por soluções administrativas capazes de funcionar na prática.

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“A regularização fundiária é indispensável, mas existe uma população inteira vivendo nessa região. Saúde, educação, estradas, segurança, produção e os demais serviços públicos precisam continuar funcionando durante e depois dessa transição. Foi essa preocupação que levou a Assembleia a ampliar a discussão perante o Supremo”, destacou Riva.

O procurador Bruno Willames Cardoso Leite ressalta que a nova fase permite transformar problemas identificados ao longo dos trabalhos em propostas concretas de cooperação entre os entes públicos.

“Desde o início defendemos que não seria suficiente resolver a terra e deixar as pessoas para depois. A definição territorial precisa vir acompanhada de uma transição segura, com responsabilidades claras e participação dos municípios que conhecem e atendem essa população diariamente. Agora o Pará terá oportunidade de se manifestar sobre essas propostas e apresentar também suas soluções”, afirmou o procurador.

A Assembleia Legislativa, de acordo com o procurador Bruno Willames, continuará reunindo informações dos municípios enquanto transcorre o prazo concedido pelo STF, a Procuradoria-Geral da ALMT continuará trabalhando na reunião de informações sobre a realidade da região, especialmente dados relativos aos serviços efetivamente prestados por Mato Grosso e pelos municípios às comunidades localizadas do lado paraense da divisa.

Documentos já obtidos demonstram, por exemplo, atendimentos realizados pela rede pública de saúde de Mato Grosso a moradores do Pará. Esse tipo de informação deverá auxiliar na construção de soluções para continuidade dos serviços e eventual divisão de responsabilidades entre os entes públicos.

A Assembleia também pretende continuar ouvindo prefeitos, gestores, produtores e moradores das áreas atingidas, fortalecendo a participação dos municípios na próxima etapa da conciliação.

Fonte: ALMT – MT

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