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Wilson Santos recebe demandas e sobre pautas estratégicas para Tangará da Serra

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O deputado Wilson Santos (PSD) recebeu importantes demandas de Tangará da Serra, nesta segunda-feira (8), pelo vereador Horácio Pereira (Republicanos) e representantes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (SSERP). Um dos principais assuntos tratados foi sobre a valorização dos servidores públicos, fortalecimento da agricultura familiar nas comunidades rurais e prevenção quanto à saúde mental dos militares da Polícia (PM-MT) e Corpo de Bombeiros (CB-MT) .

“Recebo com muita responsabilidade as demandas apresentadas pelo vereador Horácio Pereira e pelos servidores públicos de Tangará da Serra. A cidade é um polo estratégico de Mato Grosso e merece toda atenção do Parlamento Estadual. Nosso compromisso é somar forças, buscar diálogo com as lideranças políticas locais para que possamos avançar em soluções concretas, tanto para os servidores quanto para outras áreas fundamentais do município, como agricultura familiar, segurança pública e infraestrutura. Tangará pode contar com o meu apoio para continuar sendo parceiro em todas as pautas que fortaleçam o desenvolvimento local e a qualidade de vida da população”, declarou o deputado.

O vereador Horácio agradeceu a receptividade e atenção dada por Wilson Santos em nome da população tangaraense. “O deputado não recebe só um vereador e, sim, um representante do povo de Tangará. Hoje, a cidade é muito grande e hospitaleira. Tangará está se posicionando para dar um salto muito grande. E queremos parcerias e a gente quer mais a presença do deputado Wilson Santos para se inteirar com as principais pautas que são amplas em diversas áreas da cidade. Queremos avançar”, posicionou.

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Ele aproveitou, juntamente com os líderes sindicais Daniel Ferreira Junior e Willians Fernando Fonseca Reis, para convidar Wilson Santos para participar de audiência pública, prevista para o dia 3 de outubro, na Câmara de Vereadores. O objetivo é tratar sobre as reais necessidades dos servidores municipais, como reposição salarial, a melhoria das condições de trabalho e a valorização da categoria que são essenciais para o fortalecimento do serviço público municipal.

Pereira reconheceu a forte atuação de Wilson Santos em prol dos pequenos produtores rurais na área da agricultura familiar e, com isso, solicitou apoio para melhorar a infraestrutura e promoção de incentivos técnicos para atender as famílias para alavancar a produção agrícola, gerando consequentemente trabalho e renda. “Temos o segundo maior assentamento da América Latina que é o Assentamento Antônio Conselheiro que conta com uma média de 1,2 mil famílias, três distritos, dezenas de comunidades e uma zona rural bem ampla”, relatou o vereador.

Como Wilson Santos é membro titular da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa, o vereador aproveitou a oportunidade e acendeu um alerta sobre a saúde mental dos militares de Tangará da Serra e de todo Mato Grosso. “Esse é um cenário preocupante, o nosso município um polo regional da Risp (Regiões Integradas de Segurança Pública). Queremos que os militares estejam motivados na prestação de serviços, mas tem militares afastados por motivos de saúde mental. Sabemos que o deputado defende pautas da segurança pública e precisamos do apoio”, comentou Horácio.

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Ao receber as reivindicações, o deputado Wilson Santos se prontificou a avaliar e atender as demandas apresentadas com seriedade, compromisso e pela confiança depositada pela população tangaraense.

Fonte: ALMT – MT

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Após atuação da ALMT, STF reconhece cumprimento por MT à apresentação de propostas sobre divisa entre Mato Grosso e Pará

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A atuação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) na discussão sobre a divisa entre Mato Grosso e Pará alcançou uma nova etapa no Supremo Tribunal Federal (STF). Em decisão proferida pelo ministro Flávio Dino, no último dia 11, na Ação Rescisória nº 2.964, o relator reconheceu como cumprida por Mato Grosso a etapa destinada à apresentação de propostas adicionais de acordo e determinou que o estado do Pará se manifeste sobre elas no prazo de 30 dias.

A decisão representa um avanço na estratégia institucional desenvolvida nos últimos meses pela ALMT. As propostas construídas pela Procuradoria-Geral da Assembleia foram incorporadas à estratégia de Mato Grosso para que a discussão não fique restrita à definição territorial e à regularização fundiária, mas alcance também os impactos concretos da mudança de divisa sobre a população.

Na Procuradoria-Geral da ALMT, a construção das teses e das manifestações apresentadas ao Supremo vem sendo conduzida pelos procuradores Ricardo Riva e Bruno Willames Cardoso Leite. Eles são responsáveis pela formulação da linha jurídica que colocou no centro da discussão a continuidade dos serviços públicos e a necessidade de uma transição organizada entre os dois Estados.

Desde o último mês junho, de acordo com Bruno Willames, a Procuradoria da Assembleia passou a defender perante o STF que a solução para o conflito territorial centenário não poderia se resumir à definição de quem é proprietário ou de qual estado determinada área pertence.

“Era necessário enfrentar também questões como saúde, educação, transporte escolar, estradas, segurança pública, sanidade animal, tributação, regularização ambiental, atividade produtiva, ressarcimento de despesas e continuidade dos serviços atualmente prestados por Mato Grosso e seus municípios”, afirmou o procurador.

De acordo com o procurador, a atuação tem respaldado a participação institucional da Assembleia Legislativa na discussão e aproximação com os municípios diretamente atingidos pelo conflito. “A estratégia da ALMT tem buscado levar ao processo não apenas argumentos jurídicos, mas informações produzidas pelas prefeituras, representantes das comunidades e setores econômicos que convivem diariamente com os efeitos da indefinição histórica da divisa”, afirmou.

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Na nova decisão, o relator Flávio Dino registrou detalhadamente a proposta apresentada por Mato Grosso, incluindo a criação de uma Mesa Técnica de Trabalho Mato Grosso e Pará, com participação dos municípios, e a construção de uma solução piloto para a região da Serra dos Apiacás, envolvendo inicialmente Apiacás, Paranaíta e Alta Floresta, em Mato Grosso, e Jacareacanga e Novo Progresso, no Pará.

O ministro considerou que a manifestação apresentada por Mato Grosso em 31 de agosto, materializando o cumprimento da obrigação do acordo celebrado anteriormente entre os dois estados. Com isso, Flávio Dino determinou que o Pará seja intimado para se manifestar, em 30 dias, sobre as propostas.

Após a manifestação paraense, segundo o procurador, Mato Grosso terá prazo de 10 dias úteis. Em seguida, o processo retornará ao gabinete do relator para novas providências, havendo ainda previsão de que as partes possam requerer nova audiência de conciliação para tratar dos pontos que permanecerem controvertidos.

A decisão também reconheceu o avanço dos trabalhos na área fundiária. O ministro registrou a apresentação por Mato Grosso de cadeias dominiais, parecer técnico sobre a metodologia cartográfica histórica, mapas, cartografias, arquivos em formato shapefile e títulos definitivos emitidos pelo Intermat, considerando cumpridas pelo Estado as etapas correspondentes do acordo.

“Agora, caberá também ao Pará, no prazo determinado pelo STF, apresentar o compilado de dados dos imóveis necessário para que sejam requisitadas aos cartórios as respectivas cadeias dominiais”, afirmou o procurador.

Para o procurador Ricardo Riva, um dos responsáveis pela estratégia jurídica da ALMT no caso, a participação da Assembleia busca assegurar que a transição territorial seja acompanhada por soluções administrativas capazes de funcionar na prática.

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“A regularização fundiária é indispensável, mas existe uma população inteira vivendo nessa região. Saúde, educação, estradas, segurança, produção e os demais serviços públicos precisam continuar funcionando durante e depois dessa transição. Foi essa preocupação que levou a Assembleia a ampliar a discussão perante o Supremo”, destacou Riva.

O procurador Bruno Willames Cardoso Leite ressalta que a nova fase permite transformar problemas identificados ao longo dos trabalhos em propostas concretas de cooperação entre os entes públicos.

“Desde o início defendemos que não seria suficiente resolver a terra e deixar as pessoas para depois. A definição territorial precisa vir acompanhada de uma transição segura, com responsabilidades claras e participação dos municípios que conhecem e atendem essa população diariamente. Agora o Pará terá oportunidade de se manifestar sobre essas propostas e apresentar também suas soluções”, afirmou o procurador.

A Assembleia Legislativa, de acordo com o procurador Bruno Willames, continuará reunindo informações dos municípios enquanto transcorre o prazo concedido pelo STF, a Procuradoria-Geral da ALMT continuará trabalhando na reunião de informações sobre a realidade da região, especialmente dados relativos aos serviços efetivamente prestados por Mato Grosso e pelos municípios às comunidades localizadas do lado paraense da divisa.

Documentos já obtidos demonstram, por exemplo, atendimentos realizados pela rede pública de saúde de Mato Grosso a moradores do Pará. Esse tipo de informação deverá auxiliar na construção de soluções para continuidade dos serviços e eventual divisão de responsabilidades entre os entes públicos.

A Assembleia também pretende continuar ouvindo prefeitos, gestores, produtores e moradores das áreas atingidas, fortalecendo a participação dos municípios na próxima etapa da conciliação.

Fonte: ALMT – MT

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