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Wilson Santos reforça compromisso com a inclusão de comunidade surda em Mato Grosso

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Em alusão ao Dia Nacional de Combate à Surdez, celebrado nesta segunda-feira (10), o deputado estadual Wilson Santos (PSD) destacou as ações e leis que têm garantido mais inclusão, acessibilidade e reconhecimento à comunidade surda em Mato Grosso. Ele é autor de iniciativas que asseguram intérpretes de libras nas transmissões da Assembleia Legislativa, o acesso gratuito de tradutores em serviços públicos e o reconhecimento do esporte de surdos (surdodesporto) como prática de relevância social no estado.

A data chama a atenção para os riscos de perda auditiva, as formas de prevenção e, sobretudo, para a importância da inclusão das pessoas surdas em todos os espaços da sociedade. Para o parlamentar, o combate à surdez também passa pelo fortalecimento de políticas públicas voltadas à acessibilidade e ao direito à comunicação.

Em 2019, o deputado foi responsável pela instalação da Câmara Setorial Temática (CST) de Pessoas com Deficiência, na Casa de Leis, em que reuniu mais de 70 entidades e representantes de todos os segmentos para tratar sobre o tema. A partir dessas discussões, foi feito um Requerimento n° 227/2021, de autoria dele, que solicitou a contratação de tradutores e intérpretes de libras para o cargo de assessor parlamentar, garantindo a presença desses profissionais em todas as sessões, comissões, reuniões e eventos oficiais no Parlamento Estadual.

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“Há quatro anos, todas as transmissões da Assembleia Legislativa contam com intérpretes de libras. Foi uma decisão importante da Mesa Diretora, demonstrando que o Legislativo trabalha, de fato, pela inclusão social e pela transparência com toda a sociedade mato-grossense. Também temos lutado para que haja profissionais de libras disponíveis em todas as instituições públicas do estado, assegurando o pleno acesso à comunicação e à informação para as pessoas com deficiência auditiva”, explicou Wilson Santos.

Outro passo importante feito pelo deputado, foi a apresentação do Projeto de Lei nº 363/2021, que assegura o acesso gratuito de tradutores e intérpretes de libras aos meios de transporte público e a estabelecimentos abertos ao público, quando estiverem acompanhando pessoas surdas ou com deficiência auditiva. A proposta foi aprovada em primeira votação no plenário e seguiu para apreciação da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) desde o dia 9 de maio deste ano, sendo que o projeto representa mais um avanço na garantia da acessibilidade em espaços públicos e privados.

Em 2024, o deputado também teve sancionada a Lei n° 12.485/2024, que reconhece o esporte de surdos – surdodesporto – como de relevante interesse desportivo e social no âmbito de Mato Grosso. A norma determina que o estado, por meio dos órgãos competentes, desenvolva políticas públicas de incentivo e apoio à prática esportiva por pessoas surdas, podendo firmar parcerias com entidades representativas do setor. Neste mesmo período, ele realizou o Congresso Estadual sobre os Direitos da Pessoa Surda, por meio da Assembleia Legislativa, que reuniu especialistas, autoridades e representantes da comunidade surda para debater avanços e desafios na implementação de políticas públicas inclusivas.

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Já neste ano, Wilson Santos propôs e teve aprovada a Lei n° 12.821/2025, que institui o Dia Estadual do Atleta Surdolímpico, comemorado anualmente em 10 de setembro, como forma de valorizar os desportistas com deficiência auditiva que superam desafios e conquistam espaço em campeonatos regionais e nacionais.

“Em Mato Grosso há mais de 10 mil registros de pessoas surdas que enfrentam barreiras de todos os tipos. Essas pessoas merecem acolhimento e condições para desenvolver seu potencial. O Brasil reconhece a libras como segunda língua oficial e é por meio dela que milhares de cidadãos conseguem se expressar e compreender o mundo. Nosso papel é garantir que tenham direito à voz e à participação plena na sociedade”, afirmou Wilson Santos.

Com uma atuação pautada na inclusão social, o deputado tem se consolidado como um defensores dos direitos da pessoa com deficiência em Mato Grosso. Suas propostas reforçam o compromisso com a construção de uma sociedade mais justa, acessível e livre de barreiras comunicacionais.

Fonte: ALMT – MT

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Após atuação da ALMT, STF reconhece cumprimento por MT à apresentação de propostas sobre divisa entre Mato Grosso e Pará

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A atuação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) na discussão sobre a divisa entre Mato Grosso e Pará alcançou uma nova etapa no Supremo Tribunal Federal (STF). Em decisão proferida pelo ministro Flávio Dino, no último dia 11, na Ação Rescisória nº 2.964, o relator reconheceu como cumprida por Mato Grosso a etapa destinada à apresentação de propostas adicionais de acordo e determinou que o estado do Pará se manifeste sobre elas no prazo de 30 dias.

A decisão representa um avanço na estratégia institucional desenvolvida nos últimos meses pela ALMT. As propostas construídas pela Procuradoria-Geral da Assembleia foram incorporadas à estratégia de Mato Grosso para que a discussão não fique restrita à definição territorial e à regularização fundiária, mas alcance também os impactos concretos da mudança de divisa sobre a população.

Na Procuradoria-Geral da ALMT, a construção das teses e das manifestações apresentadas ao Supremo vem sendo conduzida pelos procuradores Ricardo Riva e Bruno Willames Cardoso Leite. Eles são responsáveis pela formulação da linha jurídica que colocou no centro da discussão a continuidade dos serviços públicos e a necessidade de uma transição organizada entre os dois Estados.

Desde o último mês junho, de acordo com Bruno Willames, a Procuradoria da Assembleia passou a defender perante o STF que a solução para o conflito territorial centenário não poderia se resumir à definição de quem é proprietário ou de qual estado determinada área pertence.

“Era necessário enfrentar também questões como saúde, educação, transporte escolar, estradas, segurança pública, sanidade animal, tributação, regularização ambiental, atividade produtiva, ressarcimento de despesas e continuidade dos serviços atualmente prestados por Mato Grosso e seus municípios”, afirmou o procurador.

De acordo com o procurador, a atuação tem respaldado a participação institucional da Assembleia Legislativa na discussão e aproximação com os municípios diretamente atingidos pelo conflito. “A estratégia da ALMT tem buscado levar ao processo não apenas argumentos jurídicos, mas informações produzidas pelas prefeituras, representantes das comunidades e setores econômicos que convivem diariamente com os efeitos da indefinição histórica da divisa”, afirmou.

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Na nova decisão, o relator Flávio Dino registrou detalhadamente a proposta apresentada por Mato Grosso, incluindo a criação de uma Mesa Técnica de Trabalho Mato Grosso e Pará, com participação dos municípios, e a construção de uma solução piloto para a região da Serra dos Apiacás, envolvendo inicialmente Apiacás, Paranaíta e Alta Floresta, em Mato Grosso, e Jacareacanga e Novo Progresso, no Pará.

O ministro considerou que a manifestação apresentada por Mato Grosso em 31 de agosto, materializando o cumprimento da obrigação do acordo celebrado anteriormente entre os dois estados. Com isso, Flávio Dino determinou que o Pará seja intimado para se manifestar, em 30 dias, sobre as propostas.

Após a manifestação paraense, segundo o procurador, Mato Grosso terá prazo de 10 dias úteis. Em seguida, o processo retornará ao gabinete do relator para novas providências, havendo ainda previsão de que as partes possam requerer nova audiência de conciliação para tratar dos pontos que permanecerem controvertidos.

A decisão também reconheceu o avanço dos trabalhos na área fundiária. O ministro registrou a apresentação por Mato Grosso de cadeias dominiais, parecer técnico sobre a metodologia cartográfica histórica, mapas, cartografias, arquivos em formato shapefile e títulos definitivos emitidos pelo Intermat, considerando cumpridas pelo Estado as etapas correspondentes do acordo.

“Agora, caberá também ao Pará, no prazo determinado pelo STF, apresentar o compilado de dados dos imóveis necessário para que sejam requisitadas aos cartórios as respectivas cadeias dominiais”, afirmou o procurador.

Para o procurador Ricardo Riva, um dos responsáveis pela estratégia jurídica da ALMT no caso, a participação da Assembleia busca assegurar que a transição territorial seja acompanhada por soluções administrativas capazes de funcionar na prática.

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“A regularização fundiária é indispensável, mas existe uma população inteira vivendo nessa região. Saúde, educação, estradas, segurança, produção e os demais serviços públicos precisam continuar funcionando durante e depois dessa transição. Foi essa preocupação que levou a Assembleia a ampliar a discussão perante o Supremo”, destacou Riva.

O procurador Bruno Willames Cardoso Leite ressalta que a nova fase permite transformar problemas identificados ao longo dos trabalhos em propostas concretas de cooperação entre os entes públicos.

“Desde o início defendemos que não seria suficiente resolver a terra e deixar as pessoas para depois. A definição territorial precisa vir acompanhada de uma transição segura, com responsabilidades claras e participação dos municípios que conhecem e atendem essa população diariamente. Agora o Pará terá oportunidade de se manifestar sobre essas propostas e apresentar também suas soluções”, afirmou o procurador.

A Assembleia Legislativa, de acordo com o procurador Bruno Willames, continuará reunindo informações dos municípios enquanto transcorre o prazo concedido pelo STF, a Procuradoria-Geral da ALMT continuará trabalhando na reunião de informações sobre a realidade da região, especialmente dados relativos aos serviços efetivamente prestados por Mato Grosso e pelos municípios às comunidades localizadas do lado paraense da divisa.

Documentos já obtidos demonstram, por exemplo, atendimentos realizados pela rede pública de saúde de Mato Grosso a moradores do Pará. Esse tipo de informação deverá auxiliar na construção de soluções para continuidade dos serviços e eventual divisão de responsabilidades entre os entes públicos.

A Assembleia também pretende continuar ouvindo prefeitos, gestores, produtores e moradores das áreas atingidas, fortalecendo a participação dos municípios na próxima etapa da conciliação.

Fonte: ALMT – MT

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