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Xuxu Dal Molin assume mandato na ALMT com foco na saúde pública de Sorriso

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O deputado estadual suplente Xuxu Dal Molin (União) tomou posse na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e deu início a sua atuação parlamentar com prioridade voltada à área da saúde, setor considerado estratégico por ele.

Dal Molin apresentou duas indicações voltadas ao município de Sorriso, localizado na região Norte do estado. A solicitação foi protocolada durante a sessão ordinária do dia 17, que marcou o início de seu mandato. A primeira solicitação encaminhada ao Governo do Estado trata da convocação e nomeação de novos profissionais de saúde para compor o quadro funcional do Hospital Regional de Sorriso. Segundo o parlamentar, o reforço no quadro de servidores é fundamental para garantir o pleno funcionamento da unidade hospitalar e ampliar a qualidade do atendimento prestado à população.

A segunda indicação refere-se à necessidade de construção de um novo hospital regional no município. De acordo com o deputado, a atual estrutura hospitalar encontra-se sobrecarregada e já não atende de forma adequada à crescente demanda da região. Para ele, a expansão da rede de saúde é uma medida urgente para acompanhar o ritmo de crescimento populacional e assegurar um serviço de saúde digno e eficiente.

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“Para nós, a saúde pública é prioridade. O Hospital Regional de Sorriso tem um papel histórico no atendimento à população e, por muitos anos, tem sido uma das unidades que mais prestam serviços em Mato Grosso, atendendo não apenas os moradores da região, que é uma das que mais crescem no estado, mas também pacientes de outros estados, como o sul do Pará”, destacou o deputado.

Dal Molin ainda reforçou a urgência das medidas propostas: “Estamos diante de duas demandas essenciais e inadiáveis para a região. A construção de um novo hospital regional é fundamental para garantir um atendimento digno e eficiente à população. Da mesma forma, é indispensável a contratação e nomeação de novos profissionais de saúde para o Hospital Regional de Sorriso, a fim de fortalecer o quadro de servidores, melhorar a qualidade da assistência e assegurar o pleno funcionamento dos serviços prestados pela unidade.”

Com forte atuação no interior do Estado, especialmente no Norte de Mato Grosso, Dal Molin reforça seu compromisso com a saúde pública regional e se compromete em trabalhar para garantir melhorias estruturais nessa área considerada prioritária para o parlamentar. Seu trabalho também busca investimentos na educação, segurança pública, além de lutar pelo setor produtivo.

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Perfil e trajetória – Natural de Realeza (PR), mas residente em Sorriso (MT) desde os cinco anos, Xuxu é advogado formado pela Universidade de Cuiabá, casado e pai de um filho. Foi vereador e vice-prefeito de Sorriso antes de se eleger deputado estadual em 2018. Embora não tenha sido reeleito em 2022, permanece atuante como suplente.

Expectativas e desafios – Com a missão clara de atuar como elo entre a ALMT e o Executivo estadual, Xuxu observa que sua presença na Casa é estratégica para reforçar a fiscalização das obras federais sob responsabilidade estadual. A duplicação da BR 163, crítica para escoamento da produção agrícola local, é tema prioritário em sua agenda.

Enquanto estiver na ALMT, Xuxu pretende articular diálogo com ministérios, agências federais e órgãos ambientais, buscando garantir a liberação de recursos e o cumprimento dos cronogramas.

Fonte: ALMT – MT

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Após atuação da ALMT, STF reconhece cumprimento por MT à apresentação de propostas sobre divisa entre Mato Grosso e Pará

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A atuação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) na discussão sobre a divisa entre Mato Grosso e Pará alcançou uma nova etapa no Supremo Tribunal Federal (STF). Em decisão proferida pelo ministro Flávio Dino, no último dia 11, na Ação Rescisória nº 2.964, o relator reconheceu como cumprida por Mato Grosso a etapa destinada à apresentação de propostas adicionais de acordo e determinou que o estado do Pará se manifeste sobre elas no prazo de 30 dias.

A decisão representa um avanço na estratégia institucional desenvolvida nos últimos meses pela ALMT. As propostas construídas pela Procuradoria-Geral da Assembleia foram incorporadas à estratégia de Mato Grosso para que a discussão não fique restrita à definição territorial e à regularização fundiária, mas alcance também os impactos concretos da mudança de divisa sobre a população.

Na Procuradoria-Geral da ALMT, a construção das teses e das manifestações apresentadas ao Supremo vem sendo conduzida pelos procuradores Ricardo Riva e Bruno Willames Cardoso Leite. Eles são responsáveis pela formulação da linha jurídica que colocou no centro da discussão a continuidade dos serviços públicos e a necessidade de uma transição organizada entre os dois Estados.

Desde o último mês junho, de acordo com Bruno Willames, a Procuradoria da Assembleia passou a defender perante o STF que a solução para o conflito territorial centenário não poderia se resumir à definição de quem é proprietário ou de qual estado determinada área pertence.

“Era necessário enfrentar também questões como saúde, educação, transporte escolar, estradas, segurança pública, sanidade animal, tributação, regularização ambiental, atividade produtiva, ressarcimento de despesas e continuidade dos serviços atualmente prestados por Mato Grosso e seus municípios”, afirmou o procurador.

De acordo com o procurador, a atuação tem respaldado a participação institucional da Assembleia Legislativa na discussão e aproximação com os municípios diretamente atingidos pelo conflito. “A estratégia da ALMT tem buscado levar ao processo não apenas argumentos jurídicos, mas informações produzidas pelas prefeituras, representantes das comunidades e setores econômicos que convivem diariamente com os efeitos da indefinição histórica da divisa”, afirmou.

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Na nova decisão, o relator Flávio Dino registrou detalhadamente a proposta apresentada por Mato Grosso, incluindo a criação de uma Mesa Técnica de Trabalho Mato Grosso e Pará, com participação dos municípios, e a construção de uma solução piloto para a região da Serra dos Apiacás, envolvendo inicialmente Apiacás, Paranaíta e Alta Floresta, em Mato Grosso, e Jacareacanga e Novo Progresso, no Pará.

O ministro considerou que a manifestação apresentada por Mato Grosso em 31 de agosto, materializando o cumprimento da obrigação do acordo celebrado anteriormente entre os dois estados. Com isso, Flávio Dino determinou que o Pará seja intimado para se manifestar, em 30 dias, sobre as propostas.

Após a manifestação paraense, segundo o procurador, Mato Grosso terá prazo de 10 dias úteis. Em seguida, o processo retornará ao gabinete do relator para novas providências, havendo ainda previsão de que as partes possam requerer nova audiência de conciliação para tratar dos pontos que permanecerem controvertidos.

A decisão também reconheceu o avanço dos trabalhos na área fundiária. O ministro registrou a apresentação por Mato Grosso de cadeias dominiais, parecer técnico sobre a metodologia cartográfica histórica, mapas, cartografias, arquivos em formato shapefile e títulos definitivos emitidos pelo Intermat, considerando cumpridas pelo Estado as etapas correspondentes do acordo.

“Agora, caberá também ao Pará, no prazo determinado pelo STF, apresentar o compilado de dados dos imóveis necessário para que sejam requisitadas aos cartórios as respectivas cadeias dominiais”, afirmou o procurador.

Para o procurador Ricardo Riva, um dos responsáveis pela estratégia jurídica da ALMT no caso, a participação da Assembleia busca assegurar que a transição territorial seja acompanhada por soluções administrativas capazes de funcionar na prática.

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“A regularização fundiária é indispensável, mas existe uma população inteira vivendo nessa região. Saúde, educação, estradas, segurança, produção e os demais serviços públicos precisam continuar funcionando durante e depois dessa transição. Foi essa preocupação que levou a Assembleia a ampliar a discussão perante o Supremo”, destacou Riva.

O procurador Bruno Willames Cardoso Leite ressalta que a nova fase permite transformar problemas identificados ao longo dos trabalhos em propostas concretas de cooperação entre os entes públicos.

“Desde o início defendemos que não seria suficiente resolver a terra e deixar as pessoas para depois. A definição territorial precisa vir acompanhada de uma transição segura, com responsabilidades claras e participação dos municípios que conhecem e atendem essa população diariamente. Agora o Pará terá oportunidade de se manifestar sobre essas propostas e apresentar também suas soluções”, afirmou o procurador.

A Assembleia Legislativa, de acordo com o procurador Bruno Willames, continuará reunindo informações dos municípios enquanto transcorre o prazo concedido pelo STF, a Procuradoria-Geral da ALMT continuará trabalhando na reunião de informações sobre a realidade da região, especialmente dados relativos aos serviços efetivamente prestados por Mato Grosso e pelos municípios às comunidades localizadas do lado paraense da divisa.

Documentos já obtidos demonstram, por exemplo, atendimentos realizados pela rede pública de saúde de Mato Grosso a moradores do Pará. Esse tipo de informação deverá auxiliar na construção de soluções para continuidade dos serviços e eventual divisão de responsabilidades entre os entes públicos.

A Assembleia também pretende continuar ouvindo prefeitos, gestores, produtores e moradores das áreas atingidas, fortalecendo a participação dos municípios na próxima etapa da conciliação.

Fonte: ALMT – MT

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