POLÍTICA NACIONAL

Contarato critica PEC que amplia foro privilegiado

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Em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (17), o senador Fabiano Contarato (PT-ES) criticou PEC 3/2021, que foi aprovada pela Câmara dos Deputados. Essa proposta de emenda à Constituição restringe o andamento de processos contra deputados federais e senadores.

Contarato destacou que o texto — que ainda precisa ser analisado pelo Senado — amplia o foro privilegiado e restabelece o voto secreto em processos contra parlamentares. Para ele, a proposta representa um retrocesso e afronta o princípio constitucional que estabelece a igualdade perante a lei.

— Eu ouso dizer que essa PEC não é só da “blindagem”. Ela é a PEC da impunidade; é a PEC do estímulo à criminalidade. Isso é um absurdo. Todos somos iguais perante a lei. Quem nada deve nada teme. Agora [a Câmara] vem estabelecer essa votação sigilosa, esse subterfúgio, essa impunidade, essa blindagem para garantir a impunidade desses parlamentares que praticam efetivamente um crime — protestou.

O senador ressaltou que, pelas regras atuais, quando um parlamentar é preso em flagrante por crime inafiançável, o Supremo Tribunal Federal (STF) comunica isso ao Congresso, que delibera de forma aberta sobre a manutenção da prisão. Ele explicou que, com a PEC, além da votação secreta, também seriam restringidas medidas cautelares contra parlamentares — como buscas, apreensões e quebras de sigilo. Ele enfatizou que a proposta cria mecanismos para dificultar investigações e diminuir a transparência.

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— Eu tenho certeza de que este Senado não vai colocar a sua digital para aprovar essa PEC. Nós temos que dar um basta e enterrar, sepultar de uma vez por todas, essa “PEC da Blindagem”. Não terá meu voto, não terá minha digital, e eu espero que os colegas tenham a altivez de assim o fazer também — declarou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova regras nacionais de segurança para escolas de natação infantil

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A Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 7119/25, que estabelece diretrizes nacionais de segurança, prevenção de acidentes e primeiros socorros em escolas de natação para crianças.

A proposta determina que esses estabelecimentos devem contar permanentemente com profissionais habilitados e capacitados especificamente para o público infantil. O texto também define limites técnicos de quantidade de crianças por instrutor para garantir uma supervisão individualizada e contínua.

Pelo projeto, as academias e escolas de natação deverão dispor de equipamentos de segurança aquática e manter um plano de emergência estruturado para casos de afogamento ou mal súbito. As regras de infraestrutura incluem a obrigatoriedade de pisos antiderrapantes, cercamento de piscinas e controle rigoroso de acesso às áreas aquáticas. Além disso, os profissionais deverão realizar treinamentos periódicos em técnicas de ressuscitação cardiopulmonar.

O autor da proposta, deputado Amom Mandel (Republicanos-AM), argumenta que a falta de diretrizes nacionais uniformes contribui para diferenças de padrão entre as escolas.

O relator, deputado Luiz Lima (Novo-RJ), que é ex-atleta olímpico e formado em Educação Física, defendeu o projeto por considerar que o ambiente aquático exige protocolos rigorosos. “A piscina é espaço de aprendizado, disciplina e superação, mas também exige preparo técnico, supervisão constante e protocolos rigorosos de segurança, sobretudo quando se trata do público infantil”, pontuou.

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O texto aprovado contém apenas uma mudança técnica sugerida pelo relator, que excluiu o prazo fixo de regulamentação, permitindo que o Poder Executivo estabeleça livremente os critérios para a fiscalização da lei.

Estabelecimentos que não seguirem as novas diretrizes estarão sujeitos a sanções administrativas, civis e penais.

Próximas etapas
A proposta será ainda analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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