Tribunal de Justiça de MT

Ceja/MT realiza primeira reunião de 2026 com apresentação de resultados e planejamento estratégico

Publicado em

A Comissão Estadual Judiciária de Adoção de Mato Grosso (Ceja/MT), vinculada à Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT), realizou nesta terça-feira (17), a primeira reunião de trabalho de 2026. O encontro teve como foco a apresentação das ações desenvolvidas em 2025, o planejamento das atividades para o primeiro semestre deste ano e a análise da minuta do Regimento Interno da Comissão.

O encontro foi conduzido pelo corregedor-geral da Justiça e presidente da Ceja-MT, desembargador José Luiz Leite Lindote e contou com a participação da desembargadora, Helena Maria Bezerra Ramos, do procurador de Justiça, Paulo Roberto Jorge do Prado, da juíza auxiliar da Corregedoria, Anna Paula Gomes de Freitas, da juíza da 1ª Vara Especializada da Infância e Juventude de Cuiabá, Gleide Bispo Santos e da secretária-geral da Ceja/MT, Elaine Zorgetti Pereira.

“A atuação da Ceja/MT exige sensibilidade, responsabilidade e, sobretudo, compromisso com resultados. A Corregedoria seguirá promovendo e apoiando ações para dar mais visibilidade a essas crianças e adolescentes, que buscam uma família, seja de origem ou adotiva”, afirmou o corregedor-geral da Justiça e presidente da Ceja/MT, desembargador José Luiz Leite Lindote.

A juíza auxiliar da Corregedoria, Anna Paula Gomes de Freitas, responsável pelas ações voltadas à infância e juventude, apresentou um balanço das principais ações realizadas em 2025. Destaque para os esforços para acelerar os processos de adoção, especialmente em maio, quando se celebra o Dia Nacional da Adoção; as campanhas institucionais permanentes como a Adotar é Legal e Entrega Legal, as capacitações de magistrados e servidores sobre o Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA) e o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora, entre outros.

Leia Também:  Parceria entre TJMT e Universidade de Coimbra amplia intercâmbio jurídico de magistrados

“A reunião de hoje é um momento importante para consolidarmos o trabalho realizado pela Ceja/MT ao longo de 2025 e, principalmente, alinharmos as ações para 2026. Tivemos avanços significativos, com fortalecimento de projetos como o Busca Ativa e a ampliação das capacitações, o que contribui diretamente para dar mais celeridade aos processos da infância e juventude”, disse a magistrada.

Os dados apresentados também evidenciaram o alcance das ações desenvolvidas pela Comissão. Em 2025, mais de 4 mil processos da infância e juventude foram movimentados, cerca de 400 magistrados e servidores foram capacitados, além disso, Mato Grosso registrou 72 adoções, destas quatro foram de adolescentes que viviam em acolhimento institucional, por meio do projeto Busca Ativa.

O procurador de Justiça, Paulo Roberto Jorge do Prado, destacou os números positivos apresentados e a atuação estratégica da Ceja/MT. “Primeiro quero parabenizar o corregedor, desembargador José Luiz Lindote e a Ceja pelo excelente trabalho a frente das questões da infância e juventude no nosso Estado. Em 2026 seguiremos trabalhando em conjunto, pois sabemos como é fundamental a articulação entre o Judiciário e o Ministério Público para assegurar que as políticas de proteção à infância sejam efetivas e alcancem quem realmente precisa”, pontuou.

Leia Também:  Condomínio indenizará criança após choque elétrico em playground

Em seguida foi apresentada a programação de atividades para o primeiro semestre de 2026, que inclui novas capacitações sobre o SNA e o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora, participação em eventos institucionais e ações estratégicas alinhadas às diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), como inspeções no SNA e a qualificação de dados da área da infância e juventude pensando no Prêmio CNJ de Qualidade.

Ao final, os membros analisaram a minuta do Regimento Interno da Comissão e discutiram propostas de alteração.

Autor: Larissa Klein

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Avanços no papel e entraves na prática mostram que a inclusão ainda carece de efetividade

Published

on

Apesar da existência de um arcabouço jurídico avançado, a garantia de direitos às pessoas com deficiência ainda enfrenta entraves concretos para sua execução. A avaliação foi apresentada pela advogada doutora Jennyfer Bathemarque durante a palestra “A Pessoa com Deficiência no Sistema de Justiça: Direitos, desafios e o papel do Judiciário na efetivação da inclusão”, realizada dentro da programação do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado na quinta-feira (16), na Igreja Lagoinha, em Cuiabá.

A advogada conhece na pele as dificuldades de uma mãe atípica e da necessidade de recorrer ao sistema de Justiça para garantir que o amor de sua vida, seu filho, quando ainda um bebezinho de seis meses, pudesse ser submetido a uma intervenção cirúrgica cardíaca de alta complexidade.

Ao aprofundar a reflexão, a palestrante adotou um tom crítico ao provocar o público sobre a distância entre o que está previsto na legislação e o que, de fato, é entregue à população: o que determina a “Lei Berenice Piana” quanto à responsabilidade dos municípios na proteção das pessoas com autismo?

Segundo ela, o país não carece de normas, mas de efetividade. “Temos um arcabouço jurídico robusto, mas que ainda falha na execução. O direito existe no papel, mas não chega com a mesma força na vida real de quem precisa”, pontuou.

Na avaliação da advogada, essa desconexão se reflete em violações recorrentes: negativa de terapias por planos de saúde, ausência de profissionais especializados nas escolas, falta de atendimento adequado no SUS, escassez de especialistas, longas filas de espera e entraves no acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). “O que vemos é um sistema que empurra as famílias para decisões difíceis, muitas vezes abrindo mão de estabilidade financeira para tentar garantir o mínimo de dignidade”, alertou.

Leia Também:  Parceria entre TJMT e Universidade de Coimbra amplia intercâmbio jurídico de magistrados

A crítica se intensifica quando o acesso a direitos passa, quase sempre, pelo Judiciário, evidenciando um cenário que exige reflexão: direitos básicos ainda dependem de ação judicial para serem garantidos, enquanto a morosidade processual compromete tratamentos que não podem esperar.

A advogada cita ainda que se soma a isso a exigência excessiva de laudos, que acaba se tornando mais uma barreira de acesso, além da falta de uniformidade nas decisões, gerando insegurança jurídica. Nesse contexto, também se coloca em debate a própria capacidade do sistema de Justiça de compreender, em sua complexidade, as dimensões clínicas e sociais que envolvem as pessoas com deficiência.

Ela também chamou atenção para o que classificou como distorções estruturais: por que a judicialização deixou de ser exceção e passou a ser regra? Por que decisões ainda se baseiam, muitas vezes, em critérios exclusivamente formais? Onde está o olhar multidisciplinar? E por que, mesmo após decisões favoráveis, ainda há descumprimento, dependência de bloqueios judiciais e um ciclo contínuo de novas ações?

Para Jennyfer, esse cenário evidencia uma inversão preocupante. “O que deveria ser resolvido administrativamente tem sido transferido ao Judiciário. Isso revela não apenas a fragilidade das políticas públicas, mas também a sobrecarga de um sistema que acaba sendo acionado para garantir o básico”.

Leia Também:  Encontro virtual reúne educadores para fortalecer projeto Remição pela Leitura em Mato Grosso

A advogada também fez questão de elogiar o serviço prestado por meio do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), com destaque para a realização do evento TJ Inclusivo, que, segundo ela, evidencia o compromisso institucional com a promoção da acessibilidade e da inclusão.

Para a advogada, iniciativas como essa ampliam o diálogo com a sociedade e, a cada interação, contribuem para uma compreensão mais clara das falhas ainda existentes, auxiliando na promoção de ações mais efetivas, sensíveis e alinhadas às necessidades das pessoas em situação de vulnerabilidade.

TJMT Inclusivo – O projeto reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, com o respeito à neurodiversidade e dá cumprimento à Resolução 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que dispõe sobre o desenvolvimento de diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência nos órgãos do Judiciário, e à Lei federal nº 12.764/2012 – Lei Berenice Piana, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA