Tribunal de Justiça de MT

Cejusc de Rondonópolis e Diretoria Regional de Educação articulam expansão da Justiça Restaurativa

Publicado em

O fortalecimento da cultura de paz nas escolas estaduais da região Sudeste de Mato Grosso ganhou um novo impulso nesta terça-feira (24 de março). O juiz coordenador do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Rondonópolis, Wanderlei José dos Reis, reuniu-se com a diretora regional de Educação, Andreia Cristiane Oliveira, para juntos traçarem estratégias de aplicação efetiva e célere dos Círculos de Construção de Paz no ambiente escolar da rede estadual de ensino em Rondonópolis e em 14 municípios vizinhos, com benefício a milhares de alunos.

O encontro, classificado como muito frutífero, focou na viabilização técnica para que as práticas da Justiça Restaurativa alcancem o maior número possível de unidades escolares ainda neste semestre. Durante a reunião, foram apresentadas propostas para otimizar o fluxo de atendimento às demandas da educação e garantir que os facilitadores já capacitados pelo Judiciário mato-grossense tenham o suporte necessário para realizar as intervenções e manter seu vínculo com essa política pública.

“A nossa ideia é a implantação das ações da política restaurativa o mais depressa possível, por isso estamos buscando as parcerias institucionais. O Cejusc está pronto para protagonizar essa transformação, oferecendo as ferramentas necessárias para que o diálogo social prevaleça sobre o conflito”, destacou o juiz Wanderlei Reis.

Leia Também:  Concessionária é condenada por instalar rede elétrica em propriedade privada sem autorização

A diretora regional de Educação, Andreia Cristiane Oliveira, reforçou a importância da parceria com o Judiciário para a melhoria do clima escolar.

“Estamos unindo forças com o NugJur e o Cejusc para trabalhar a construção da paz nas escolas por meio da Justiça Restaurativa, utilizando a metodologia dos Círculos de Construção de Paz como ferramenta viabilizadora. Este trabalho intersetorial busca melhorar o clima nas nossas unidades, e hoje tivemos uma reunião bem produtiva nesse sentido, com alinhamento de ideias para um novo projeto, visando a ampliação das ações dos Círculos”, afirmou a diretora.

Sob a coordenação do juiz Wanderlei Reis, o Cejusc de Rondonópolis tem sido o motor da Justiça Restaurativa na região sudeste do estado. A unidade já acumula um histórico sólido de parcerias com a rede estadual e municipal de ensino.

Formação de facilitadores

Nos últimos anos, o Cejusc de Rondonópolis capacitou mais de 100 profissionais da educação (diretores, coordenadores e professores) para atuarem como facilitadores de Círculos de Construção de Paz, garantindo autonomia às escolas no enfrentamento da violência no ambiente escolar.

Encontros estratégicos

Somente no início de 2026, o movimento “Educação e Paz” reuniu presencialmente centenas de educadores na Delegacia Regional de Ensino e no Plenário do Tribunal do Júri, e de maneira remota para outros 14 municípios, para alinhar o uso da Justiça Restaurativa como alternativa às punições disciplinares tradicionais e obter um ambiente escolar mais pacífico.

Leia Também:  Projeto alagoano que usa leitura para transformar vidas no cárcere é apresentado no TJMT

Combate ao bullying

O Cejusc de Rondonópolis tem promovido palestras, proferidas pelo juiz coordenador Wanderlei José dos Reis, preparando profissionais da área educacional para o enfrentamento ao bullying e à violência nas escolas, utilizando a escuta afetiva para restaurar vínculos rompidos.

Com as novas ideias debatidas na reunião de ontem, a busca pelas soluções será intensificada, com novas reuniões entre o Cejusc e a Diretoria Regional de Educação e a Secretaria de Estado de Educação. O objetivo é que a filosofia restaurativa não seja apenas um evento isolado, mas uma política pública perene inserida no cotidiano das escolas estaduais e na mente dos educadores no seu dia a dia, promovendo um ambiente de acolhimento e segurança para alunos e servidores.

Autor: Assessoria

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Programa Magistratura e Sociedade discute relações de poder no Judiciário com filósofo Silvio Gallo

Published

on

Cartaz digital com a foto de um homem calvo e de óculos em um círculo. Traz o texto Já está no ar a 36ª edição do programa Magistratura e Sociedade, trazendo uma reflexão profunda sobre o papel do poder nas relações sociais, educacionais e no âmbito do Judiciário. O episódio apresenta entrevista com o filósofo e pedagogista brasileiro Silvio Donizetti de Oliveira Gallo, referência na área de Filosofia da Educação e autor de estudos fundamentais sobre pedagogia libertária no Brasil.

A conversa é conduzida pelo juiz de Direito e professor de Filosofia da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), Gonçalo Antunes de Barros Neto, e tem como tema “Jurisdição, Sociedade e Formação Filosófica”.

Durante a entrevista, Gallo propõe uma leitura crítica inspirada no pensamento do filósofo francês Michel Foucault, destacando que todas as relações humanas são atravessadas por relações de poder — desde os vínculos econômicos e afetivos até o exercício da docência e da jurisdição. Segundo ele, reconhecer essa dinâmica é essencial para compreender o papel dos diferentes atores envolvidos, especialmente no sistema de Justiça.

“O magistrado, ao proferir sua decisão, também exerce um poder”, explica o filósofo, ressaltando que os processos judiciais são permeados por múltiplas forças e interesses em disputa. Gallo chama atenção para a necessidade de uma postura crítica diante do poder. “Precisamos sempre desconfiar do poder, porque nenhum poder é legítimo por natureza.”

Leia Também:  TJMT afasta bloqueio de bens e reforça critérios da nova Lei de Improbidade

No programa, o entrevistado destaca ainda que essa reflexão é particularmente relevante no Poder Judiciário, cuja legitimidade não se funda no voto popular, reforçando a importância de uma atuação consciente, ética e sensível às complexidades sociais. Ao longo do programa, outros aspectos relacionados à formação filosófica, ao papel da educação e à atuação crítica dos profissionais do Direito também são abordados.

Produzido pela Esmagis-MT, com apoio da Coordenadoria de Comunicação do Tribunal de Justiça, o programa Magistratura e Sociedade busca fortalecer a formação humanística da magistratura, incentivando a reflexão crítica sobre o papel social da Justiça e promovendo uma prática jurisdicional mais ética, equilibrada e humanizada.

O programa completo pode ser assistido neste link.

https://www.youtube.com/watch?v=xigv9xQGeEo

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA