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Cejusc dos Juizados Especiais facilita acesso à Justiça para demandas de menor complexidade

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A imagem apresenta o logotipo do CEJUSC (Centro Judiciário de Solução de Conflitos), com fundo azul e texto em branco. À esquerda, há um ícone de aperto de mãos dentro de um círculo, simbolizando acordo e conciliação. A Justiça Estadual dispõe de um espaço dedicado ao atendimento de demandas de menor complexidade que tratam de assuntos como cobrança e negativação indevidas, vícios de produtos/serviços, entregas não realizadas, contratos, conflitos entre vizinhos que geram pequenos danos materiais e outras demandas cíveis simples. Trata-se do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) dos Juizados Especiais Cíveis da Comarca da Capital.

A unidade judiciária atende causas de menor complexidade previstas na Lei n.º 9.099/1995, com valor de até 40 salários-mínimos. No local, é possível acessar serviços como atermação (abertura de ação judicial sem advogado), mediação/conciliação para prevenir conflitos (atuação pré-processual), além de audiências e composições (atuação processual).

Para os atendimentos realizados pelo Cejusc dos Juizados Especiais, há especificidades quanto ao valor da causa. Em regra, até 20 salários-mínimos, a parte interessada pode ingressar sem advogado. Já nas demandas acima de 20 e até 40, é necessário advogado.

Vantagens

Criado em 2018, pela Portaria n.º 003/2018-NUPEMEC-PRES, o Cejusc dos Juizados Especiais consolidou-se como uma ferramenta de acesso à justiça, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade ou que enfrentam dificuldades com o sistema tradicional.

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O trabalho do Cejusc confere facilidades como gratuidade, pois não há custas para protocolo; agilidade, sendo que a maioria dos conflitos é solucionada em uma sessão; acessibilidade, com atendimentos presenciais e virtuais; e autocomposição, com a participação ativa das partes na construção dos termos do acordo.

Como acessar

O acesso aos serviços do Cejusc dos Juizados Especiais pode ocorrer de três formas, sendo elas:

Virtual

Basta acessar o endereço eletrônico: atermacao.tjmt.jus.br e preencher o formulário, que é simples e intuitivo. As informações serão recepcionadas por uma equipe, que dará andamento à demanda e entrará em contato com o autor do pedido para os próximos passos.

Presencial

O atendimento é feito no Cejusc dos Juizados de segunda a sexta-feira (das 12h às 19h), para agendar mediação/conciliação ou realizar a atermação (abertura da ação). O endereço é Avenida Dr. Helio Ponce de Arruda, s/n, Centro Político Administrativo. Cuiabá-MT.

Núcleo de Prática Jurídica

O Univag (Universidade de Várzea Grande) também realiza atendimento presencial às pessoas hipossuficientes, com assistência de advogados e professores para orientação jurídica e propositura da ação, quando cabível.

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Telefone: (65) 3648-6890

Celular: (65) 99262-6346

E-mail: [email protected]

Balcão Virtual: Clique aqui para acessar

Autor: Priscilla Silva

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Avanços no papel e entraves na prática mostram que a inclusão ainda carece de efetividade

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Apesar da existência de um arcabouço jurídico avançado, a garantia de direitos às pessoas com deficiência ainda enfrenta entraves concretos para sua execução. A avaliação foi apresentada pela advogada doutora Jennyfer Bathemarque durante a palestra “A Pessoa com Deficiência no Sistema de Justiça: Direitos, desafios e o papel do Judiciário na efetivação da inclusão”, realizada dentro da programação do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado na quinta-feira (16), na Igreja Lagoinha, em Cuiabá.

A advogada conhece na pele as dificuldades de uma mãe atípica e da necessidade de recorrer ao sistema de Justiça para garantir que o amor de sua vida, seu filho, quando ainda um bebezinho de seis meses, pudesse ser submetido a uma intervenção cirúrgica cardíaca de alta complexidade.

Ao aprofundar a reflexão, a palestrante adotou um tom crítico ao provocar o público sobre a distância entre o que está previsto na legislação e o que, de fato, é entregue à população: o que determina a “Lei Berenice Piana” quanto à responsabilidade dos municípios na proteção das pessoas com autismo?

Segundo ela, o país não carece de normas, mas de efetividade. “Temos um arcabouço jurídico robusto, mas que ainda falha na execução. O direito existe no papel, mas não chega com a mesma força na vida real de quem precisa”, pontuou.

Na avaliação da advogada, essa desconexão se reflete em violações recorrentes: negativa de terapias por planos de saúde, ausência de profissionais especializados nas escolas, falta de atendimento adequado no SUS, escassez de especialistas, longas filas de espera e entraves no acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). “O que vemos é um sistema que empurra as famílias para decisões difíceis, muitas vezes abrindo mão de estabilidade financeira para tentar garantir o mínimo de dignidade”, alertou.

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A crítica se intensifica quando o acesso a direitos passa, quase sempre, pelo Judiciário, evidenciando um cenário que exige reflexão: direitos básicos ainda dependem de ação judicial para serem garantidos, enquanto a morosidade processual compromete tratamentos que não podem esperar.

A advogada cita ainda que se soma a isso a exigência excessiva de laudos, que acaba se tornando mais uma barreira de acesso, além da falta de uniformidade nas decisões, gerando insegurança jurídica. Nesse contexto, também se coloca em debate a própria capacidade do sistema de Justiça de compreender, em sua complexidade, as dimensões clínicas e sociais que envolvem as pessoas com deficiência.

Ela também chamou atenção para o que classificou como distorções estruturais: por que a judicialização deixou de ser exceção e passou a ser regra? Por que decisões ainda se baseiam, muitas vezes, em critérios exclusivamente formais? Onde está o olhar multidisciplinar? E por que, mesmo após decisões favoráveis, ainda há descumprimento, dependência de bloqueios judiciais e um ciclo contínuo de novas ações?

Para Jennyfer, esse cenário evidencia uma inversão preocupante. “O que deveria ser resolvido administrativamente tem sido transferido ao Judiciário. Isso revela não apenas a fragilidade das políticas públicas, mas também a sobrecarga de um sistema que acaba sendo acionado para garantir o básico”.

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A advogada também fez questão de elogiar o serviço prestado por meio do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), com destaque para a realização do evento TJ Inclusivo, que, segundo ela, evidencia o compromisso institucional com a promoção da acessibilidade e da inclusão.

Para a advogada, iniciativas como essa ampliam o diálogo com a sociedade e, a cada interação, contribuem para uma compreensão mais clara das falhas ainda existentes, auxiliando na promoção de ações mais efetivas, sensíveis e alinhadas às necessidades das pessoas em situação de vulnerabilidade.

TJMT Inclusivo – O projeto reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, com o respeito à neurodiversidade e dá cumprimento à Resolução 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que dispõe sobre o desenvolvimento de diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência nos órgãos do Judiciário, e à Lei federal nº 12.764/2012 – Lei Berenice Piana, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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