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Círculos de Paz fortalecem aprendizagem e desenvolvimento humano nas escolas

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A implantação de círculos de construção de paz nas escolas traz benefícios para a aprendizagem, desenvolvimento humano e para a reorganização da sociedade. Essa é a avaliação feita pela secretária de Educação de Campo Verde, Simoni Pereira Borges. A gestora participou nesta sexta-feira (14) do Seminário “Justiça Restaurativa na Educação e na Ambiência Institucional”.

O evento reúne magistrados e servidores do Poder Judiciário, professores e especialistas da área e é promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur). Campo Verde é um dos municípios que conta com a metodologia da Justiça Restaurativa no ambiente escolar.

“Essa prática dentro da escola é importante em todos os sentidos, e para todos os agentes. É ainda mais essencial para crianças e adolescentes que estão na fase de reconhecimento, de estabelecimento de conexão com o outro e que, às vezes, é tão conflituosa. Usar essa metodologia restaurativa e ouvi-los é fundamental”, afirmou a secretária.

Simoni foi a palestrante do painel “Círculos de Paz como prática pedagógica”, no qual apresentou as experiências vivenciadas a partir da adição da ferramenta na educação do município. Ela, que também é professora e facilitadora, aproveitou o momento para desmistificar a ideia de que a promoção da atividade tira espaço de outras.

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“Os círculos dão oportunidade, e não, tiram. Eles devem estar dentro da organização, do planejamento de uma aula. É possível trabalhar inclusive vários aspectos do currículo, vários conteúdos usando essa ferramenta de ouvir o aluno, de fazer o check-in, de perguntar para ele o que aprendeu”, argumentou.

A secretária relatou que a implantação dos círculos de construção de paz nas unidades de ensino era um sonho que pode ser realizado por meio da parceria com o TJMT. De acordo com ela, a atuação do Poder Judiciário é imprescindível para a capacitação dos facilitadores e a estruturação do projeto, que promove um ambiente escolar agradável e convivências mais saudáveis.

“O conflito deve ser tratado como um instrumento de aprendizagem e desenvolvimento humano. Ele oferece a possibilidade de vivenciar o verdadeiro respeito. Quando se consegue passar por um conflito e continuar respeitando, é o exercício que a gente quer para construção de uma sociedade que consegue se organizar, viver a diferença sem violência”, completou.

A secretária recebeu um certificado pela participação como palestrante no seminário, entregue pela desembargadora Clarice Claudino da Silva, presidente do NugJur. “Nós nos identificamos uns aos outros nos círculos de construção de paz, onde cada um é ouvido, é percebido na sua integralidade e não é julgado. Pelo contrário, é acolhido”, comentou a desembargadora.

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Autor: Bruno Vicente

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Cidadania e acolhimento marcam passagem da Justiça Sem Fronteiras por Santa Clara de Monte Cristo

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A passagem da segunda edição da Expedição Justiça Sem Fronteiras por Santa Clara de Monte Cristo, distrito de Vila Bela da Santíssima Trindade, foi marcada por histórias de acolhimento, cidadania e acesso a direitos.
Promovida pelo Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT), por meio da Justiça Comunitária, a iniciativa reúne instituições parceiras para oferecer atendimentos nas áreas de saúde, assistência social, orientação jurídica, emissão de documentos e acesso a benefícios sociais em comunidades localizadas na faixa de fronteira entre Brasil e Bolívia.
Aos 101 anos, o aposentado Mediocyr Borges Barcelo procurou a expedição em busca de atendimento oftalmológico. Mais do que a consulta, ele destacou o acolhimento recebido durante a ação. “Foi ótimo. Nunca fui tão bem atendido como fui hoje. Aqui as pessoas tratam a gente com carinho, com respeito. Isso faz toda a diferença”, afirmou.
Outro morador que saiu satisfeito foi Zacarias de Lima Ortelhado, de 60 anos. Com apoio da equipe do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ele conseguiu dar entrada ao processo de aposentadoria. “Se eu tivesse que resolver isso fora daqui seria muito mais complicado. Tem que correr atrás de agendamento, voltar várias vezes, gastar dinheiro e tempo. Aqui foi tudo resolvido. Para mim é uma maravilha. Tenho quase certeza de que agora vou conseguir minha aposentadoria”, comemorou.
Moradora da comunidade Santa Mônica, Gizelia Hurtado buscou orientação junto à Caixa Econômica Federal para garantir o benefício Pé-de-Meia para a filha de 17 anos, que está concluindo o Ensino Médio. “Graças a Deus deu tudo certo. Fui muito bem atendida. Se tivesse que ir para a cidade seria muito difícil, porque tem o custo do transporte e muitas vezes a gente vai e não consegue resolver. Aqui consegui resolver tudo perto de casa. Isso ajuda muito”, relatou.
Histórias como as de Mediocyr, Zacarias e Gizelia foram algumas das centenas que se repetiram ao longo dos dois dias de atendimento. Para o diretor da Escola Municipal Ponta do Aterro, localizada no distrito, José Aldo Bazan da Silva, receber novamente a Expedição Justiça Sem Fronteiras foi motivo de comemoração para toda a comunidade.
“Eu acredito que essa expedição é uma bênção para a nossa região. Muitas pessoas nasceram e cresceram aqui e nunca tiveram acesso a tantos serviços reunidos em um só lugar. Ficamos felizes em ver nossos familiares, amigos e moradores sendo beneficiados. Muitas dessas pessoas dificilmente conseguiriam buscar esses atendimentos em outras cidades. A expedição traz oportunidades que fazem diferença na vida de quem mora aqui”, destacou.
A última etapa da edição 2026 da Expedição Justiça Sem Fronteiras segue para o distrito de Vila Picada, no município de Porto Esperidião. Os atendimentos serão realizados nesta quarta e quinta-feira (17 e 18), na Escola Municipal Dona Lila Hill de Souza.

Autor: Emily Magalhães

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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