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Comitiva de Mato Grosso participa de fóruns nacionais sobre infância e juventude no Pará

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Magistrados(as) de Mato Grosso integram os eventos nacionais de infância e juventude realizados pelo Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) até sexta-feira (29). A programação inclui o 34º Fórum Nacional de Justiça Juvenil (Fonajuv), o 17º Fórum Nacional da Justiça Protetiva (Fonajup) e o 25º Encontro do Colégio de Coordenadores da Infância e Juventude dos Tribunais de Justiça (Colinj). Os eventos ocorrem no auditório Desembargadora Maria Lúcia Gomes Marcos dos Santos, no prédio-sede do TJPA.
 
Os eventos reúnem magistrados(as) para troca de experiências e consolidação de entendimentos na área da infância e juventude. A comitiva de Mato Grosso é composta pela juíza auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça e responsável pela Comissão Estadual Judiciária de Adoção de Mato Grosso (CEJA), Christiane Costa Neves, além dos juízes(as) Gleide Bispo Santos, Leilamar Rodrigues, Maria das Graças Gomes da Costa, Pierro de Faria Mendes, Tiago Abreu e Melissa de Lima Araújo, representantes das comarcas de Cuiabá, Rondonópolis, Cáceres, Várzea Grande e Sinop.
 
A abertura dos fóruns ocorreu na quarta-feira (27), com a presença de lideranças como o presidente da Associação Brasileira dos Magistrados da Infância e da Juventude (Abraminj), Sérgio Luiz Ribeiro de Souza; a presidente do Colinj, Iracy Ribeiro Mangueira Marques; e o presidente do Fonajup, Daniel Konder de Almeida.
 
Um dos pontos altos foi a apresentação da conselheira Renata Gil sobre a ação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para Meninas e Mulheres do Marajó. Iniciada em agosto pelo TJPA, a iniciativa já resultou no cumprimento de mais de 2000 mandados de prisão na Amazônia, incluindo operações no Suriname.
 
Segundo a conselheira, a ação busca efetivar a justiça em áreas onde processos estavam estagnados. “As pessoas abordadas dizem que achavam que a Justiça não existia mais. Estamos promovendo uma grande mobilização das comunidades locais”, afirmou.
 
Outros debates destacaram as infâncias migrantes, indígenas e femininas, além dos desafios envolvendo adoções tardias e entrega voluntária de crianças. Para o juiz Daniel Konder de Almeida, “os fóruns buscam propor soluções práticas para questões como a adoção e acolhimento institucional”.
 
Tecnologia e inovações – A juíza auxiliar do CNJ, Rebeca de Mendonça, apresentou o novo Sistema Nacional de Adoção (SNA), agora integrado à Plataforma Digital do Poder Judiciário (PDPJ). Entre as novidades, o sistema inclui ferramentas para busca ativa de famílias e facilita a visualização de informações processuais.
 
A programação segue com palestras, debates e a deliberação de enunciados sobre temas relevantes, como adolescentes indígenas em conflito com a lei e boas práticas no sistema socioeducativo. O encerramento dos eventos ocorre na sexta-feira (29), com a definição da sede do próximo encontro e eleição da nova coordenação.
 
#ParaTodosVerem: esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão de pessoas com deficiência visual. Foto: Comitiva formada por sete magistrados de Mato Grosso. Todos estão de pé em um piso de ladrilhos com plantas decorativas na frente deles. Atrás deles há uma tela grande exibindo logotipos e texto dos eventos.
 
Alcione dos Anjos (Com informações TJPA)
Assessoria de Imprensa CGJ-MT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Projeto de leitura transforma experiências e amplia horizontes de pessoas privadas de liberdade

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Visão em ângulo de uma pessoa folheando um livro aberto sobre uma mesa branca. Uma das mãos segura uma caneta azul, apontando para o texto que traz fotos em preto e branco de crianças.Durante a III Capacitação – Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição de Pena, realizada nos dias 2 e 3 de junho, em formato virtual, a professora Silvia Aparecida Duarte Fraga apresentou a experiência desenvolvida na Cadeia Pública de Alto Araguaia (421km de Cuiabá) por meio do projeto “Viagem Sobre as Grades – Remição Pela Leitura e Expressão de Sentimentos”. A iniciativa integra as boas práticas educacionais desenvolvidas no sistema prisional mato-grossense.

Promovido pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), pela Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e pelo Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/SAAP/Sejus-MT), o evento reuniu educadores e profissionais que atuam com a remição de pena pela leitura em unidades prisionais de Mato Grosso.

Ao relatar sua trajetória no projeto, Silvia contou que recebeu o convite para atuar com pessoas privadas de liberdade de forma inesperada. Com mais de duas décadas dedicadas à educação de crianças e adolescentes, ela afirmou que a experiência a levou a romper preconceitos e ampliar sua visão sobre os processos de aprendizagem.

“O aprendizado vai muito além das quatro paredes de uma sala de aula. Pequenos esforços e a leitura permitem que a pessoa vá além do que os olhos enxergam”, destacou.

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Segundo a educadora, o nome do projeto surgiu a partir da fala de um dos participantes. “Ele disse que, quando estava na sala realizando as atividades de leitura, sentia o corpo preso, mas a mente voando. Foi aí que compreendi o significado da leitura naquele ambiente”, relatou.

A iniciativa é desenvolvida em etapas que estimulam a expressão de sentimentos, o autoconhecimento e a construção de novos projetos de vida. Uma das atividades consiste na elaboração de uma árvore de palavras, em que os participantes registram emoções, desejos e percepções por meio de palavras-chave.

Outra ação de destaque é a produção de cartas motivacionais. Nessa atividade, os alunos são convidados a escrever para si mesmos, assumindo a perspectiva de um desconhecido. O exercício incentiva o uso de palavras positivas, conselhos, reflexões sobre mudanças, sonhos e possibilidades, além da valorização pessoal e da esperança.

De acordo com Silvia, os resultados observados incluem o fortalecimento da autoestima, a ampliação da capacidade emocional, o aumento do interesse pela leitura e o enriquecimento do vocabulário dos participantes.

Ouvidoria apresenta canais de atendimento e orientação ao cidadão

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A programação também contou com a participação do ouvidor setorial da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), Ricardo Augusto de Oliveira, que apresentou orientações sobre os canais de atendimento da Ouvidoria e os procedimentos para registro de manifestações.

Segundo ele, a Ouvidoria atua como uma ponte entre o cidadão e a administração pública, recebendo demandas, orientando os usuários e encaminhando as solicitações aos setores responsáveis para análise e providências dentro dos prazos estabelecidos.

“O papel da Ouvidoria também é educativo, orientando o cidadão sobre o melhor caminho para registrar sua manifestação e acompanhar o atendimento”, explicou.

O ouvidor destacou ainda os cursos oferecidos pela instituição para capacitar servidores públicos e aprimorar a qualidade dos atendimentos. Durante a apresentação, ele orientou os participantes sobre a utilização do sistema Fale Cidadão, ferramenta disponibilizada pela Controladoria Geral do Estado e acessível por meio dos portais oficiais do Poder Executivo Estadual.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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