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Cooperação fortalece rede de proteção às mulheres em Barra do Garças e região

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Auditório interno lotado com pessoas sentadas assistindo a uma cerimônia. Na frente, uma mesa com autoridades. Um projetor exibe "Cerimônia de assinatura do Termo de Cooperação Técnica...".O Poder Judiciário de Mato Grosso realizou, na manhã de quarta-feira (15 de outubro), a assinatura do Termo de Cooperação Técnica nº 02/2025, que amplia a rede de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher na região de Barra do Garças. O evento ocorreu no Tribunal do Júri do Fórum da Comarca e reuniu representantes do Ministério Público, Defensoria Pública, OAB, Polícia Civil, Polícia Militar e das prefeituras dos municípios de Araguaiana, General Carneiro, Ribeirãozinho e Torixoréu, parceiros na iniciativa.

A partir da cooperação, os atendimentos e exames de corpo de delito poderão ser realizados nos próprios municípios, sem a necessidade de deslocamento até a sede da comarca, garantindo respostas mais rápidas, humanizadas e integradas.

Coordenada pelo juiz Marcelo Sousa Melo Bento de Resende, titular da 2ª Vara Criminal de Barra do Garças, a ação representa um importante avanço na descentralização dos serviços prestados às vítimas de violência doméstica. “O evento é muito importante, afinal de contas, as instituições envolvidas vão trabalhar talvez até menos, no sentido de que, se antes a Polícia Militar trazia para Barra do Garças vítimas, testemunhas e o agressor, a partir de agora apenas o preso em flagrante será trazido. Isso significa que a delegacia de polícia da cidade terá menos pessoas vindas de outras localidades, e a vítima será melhor atendida. Antes ela se deslocava até Barra do Garças para fazer o exame de prevenção, que agora não será mais necessário. É a rede de proteção à violência doméstica atuando em favor da vítima, levando cada vez mais uma proteção integral em diversos aspectos”, destacou o magistrado.

O delegado regional da Polícia Civil em Barra do Garças, Wilyney Santana Borges Leal, também ressaltou a importância da parceria entre as instituições para aprimorar o atendimento e a proteção das mulheres em situação de vulnerabilidade. “A assinatura deste termo de cooperação representa um avanço significativo para o trabalho da Polícia Civil e de todas as instituições envolvidas no enfrentamento à violência doméstica. Com a possibilidade de colher declarações de forma remota e integrar informações entre os órgãos parceiros, teremos mais agilidade na investigação e mais segurança para as vítimas. Trata-se de uma ação concreta que fortalece a rede de proteção, aproxima a Polícia Civil da comunidade e reforça nosso compromisso com a defesa dos direitos das mulheres e com a efetividade da Lei Maria da Penha”, afirmou.

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Para o comandante do 5º Comando Regional da Polícia Militar, tenente-coronel Cleiton de Moura Vianab, a medida trará impactos diretos no trabalho das forças de segurança e na dignidade das vítimas atendidas. “O Termo de Cooperação Técnica nº 02/2025 representa um avanço na conquista de dignidade às mulheres que recorrem às forças de segurança pública, especialmente à Polícia Militar, em busca de socorro quando são vítimas de violência doméstica. O fato de não ser mais necessário deslocar-se do seu município de origem até Barra do Garças para ser ouvida no flagrante evita a revitimização, uma vez que, via de regra, só existe uma viatura de serviço nos municípios de General Carneiro, Ribeirãozinho, Torixoréu e Araguaiana, e muitas vezes as mulheres precisavam vir na mesma viatura que o agressor”, explicou o militar.
“Além disso, ganha-se em celeridade processual, pois o flagrante passa a ser finalizado em menos tempo e, por consequência, a sociedade também é beneficiada, já que a viatura permanece mais tempo disponível no município. É uma iniciativa inovadora, que nasceu da capacitação dos próprios servidores da segurança pública dessas cidades e foi viabilizada graças ao trabalho em rede de todas as instituições envolvidas”, acrescentou.

O presidente da 2ª Subseção da OAB/MT, Leonardo André da Mata, destacou o caráter integrador e transformador da iniciativa, que representa um marco para o fortalecimento dos direitos fundamentais e da dignidade humana. “A 2ª Subseção da OAB/MT encara esta iniciativa como um avanço civilizatório e um passo fundamental para a concretização dos direitos e garantias fundamentais. A cooperação interinstitucional é o pilar para a construção de uma rede de proteção verdadeiramente eficaz. A integração de esforços entre o Sistema de Justiça, as Forças de Segurança Pública, a Assistência Social e a sociedade civil organizada permite superar a fragmentação do atendimento, que, por muitas vezes, revitimiza a mulher em situação de violência. Portanto, não apenas apoiamos a iniciativa, mas nos colocamos como partícipes ativos deste relevante Termo de Cooperação, convictos de que a união de esforços é o único caminho para transformar a letra da lei em um escudo real e efetivo para as mulheres de Barra do Garças e região. Esta é uma demonstração inequívoca de que a proteção da mulher é uma prioridade absoluta para todas as instituições comprometidas com a Justiça e a dignidade humana”, ressaltou.

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A promotora de Justiça titular da 3ª Promotoria de Justiça Criminal (Projus) de Barra do Garças, Dra. Luciana, enfatizou o impacto positivo da iniciativa na atuação preventiva do Ministério Público e no fortalecimento do trabalho em rede. “Na minha visão, essa iniciativa impactará positivamente porque teremos um padrão de acolhimento e atendimento às vítimas nas cidades que compõem a comarca, fortalecendo o trabalho em rede e a atuação preventiva do Ministério Público. Essas mulheres terão, na própria cidade em que residem, estrutura para serem ouvidas e examinadas, sem precisar se deslocar até Barra do Garças, o que certamente estimulará que noticiem os fatos criminosos e contribuirá para reduzir a cifra oculta da violência doméstica”, afirmou.

Autor: Adellisses Magalhães

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Círculos de Paz transformam diálogo em ferramenta de acolhimento em escola de Várzea Grande

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Escutar, acolher e fortalecer vínculos. É por meio dessas ações que estudantes da Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Joaquim da Cruz Coelho, em Várzea Grande, estão vivenciando uma experiência que vai além da sala de aula. A unidade foi escolhida para receber o projeto Raízes da Paz: Cultivando Diálogo e Fortalecendo Vidas, iniciativa do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC) da Comarca de Várzea Grande, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL).

A escola funciona como unidade piloto do projeto, que prevê encontros periódicos com estudantes, professores, servidores e famílias ao longo de 2026. A proposta é criar espaços seguros de escuta e reflexão, contribuindo para o fortalecimento das relações e para a construção de um ambiente escolar mais acolhedor.

De acordo com o juiz da Vara Especializada da Infância e Juventude de Várzea Grande, Tiago Souza Nogueira de Abreu, a iniciativa foi direcionada inicialmente para unidades escolares que enfrentam maiores desafios sociais. “O objetivo do projeto é trabalhar inicialmente com as escolas mais vulneráveis. Vamos aplicar o método que estabelecemos no CEJUSC e, após avaliar os resultados, estudar formas de ampliar, aperfeiçoar e replicar essa experiência. A ideia é humanizar e melhorar o ambiente das escolas que apresentam mais dificuldades, especialmente aquelas onde há relatos de adolescentes envolvidos em atos infracionais”, destacou o magistrado.

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Desde o início do ano, a equipe do projeto realizou reuniões de planejamento, visitas técnicas, ações de sensibilização da comunidade escolar e encontros com pais e responsáveis. Em março, foram iniciados os Círculos de Construção de Paz com os estudantes do Ensino Fundamental II, conduzidos por facilitadores capacitados em Justiça Restaurativa.

Acolhimento que gera transformação

Para a diretora da EMEB Joaquim da Cruz Coelho, Rosalina Marques de Almeida, o projeto tem contribuído para identificar e compreender as dificuldades enfrentadas pelos alunos, muitos deles em situação de vulnerabilidade social. “Fomos agraciados com esse trabalho voltado para nossas crianças. Temos alunos que vivem realidades muito difíceis e os círculos têm sido fundamentais porque permitem identificar suas dores e trabalhar questões sociais, psicológicas, afetivas e emocionais. Esse atendimento está ajudando as crianças, a escola e toda a comunidade”, afirmou.

Segundo a gestora, as atividades têm proporcionado um importante processo de acolhimento e fortalecimento emocional dos estudantes. “Não temos como passar pela vida dessas crianças sem oferecer acolhimento e oportunidades de transformação. É isso que estamos recebendo com esse trabalho desenvolvido na escola”, completou.

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A programação prevê a realização de novos círculos ao longo do ano, sendo concluída com uma solenidade de encerramento, em novembro. A expectativa é que os resultados obtidos na unidade sirvam de base para a expansão da iniciativa para outras escolas da rede municipal.

Autor: Roberta Penha

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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