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Corregedoria-Geral de Mato Grosso capacita juízes leigos no uso de Inteligência Artificial

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Cerca de 20 juízes leigos que atuam nos Juizados Especiais participaram da capacitação sobre o uso da Inteligência Artificial no Judiciário, no laboratório da Escola dos Servidores, em Cuiabá, segunda-feira (01). Nesta terça-feira (02), uma nova turma, também com 20 juízes leigos realiza o treinamento.

A capacitação é uma iniciativa da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT), por meio do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (DAJE) e com apoio da Escola dos Servidores do Poder Judiciário.

A diretora do Daje, Shusiene Tassinari Machado, ressaltou que a capacitação em Inteligência Artificial para juízes leigos é um passo estratégico para fortalecer a qualidade e a celeridade na prestação jurisdicional. “A pesquisa institucional apontou a necessidade de evoluir nossos processos, e a tecnologia é uma aliada fundamental nesse caminho. Ao oferecer conhecimento sobre IA, estamos preparando nossos juízes leigos para atuar com mais eficiência, segurança e visão inovadora, garantindo que os Juizados Especiais acompanhem as transformações do mundo digital sem perder a essência da justiça humanizada”, pontuou.

O treinamento é conduzido pelo juiz da 1ª Vara da Comarca de Comodoro e integrante do Laboratório de Inovação do Tribunal de Justiça (Inovajus), Vinícius Paiva Galhardo. O magistrado começa o curso focando no conteúdo teórico, passando noções introdutórias sobre o uso ético e seguro da IA, conforme os parâmetros da Resolução 615 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

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Segundo Galhardo, é essencial que os participantes compreendam os limites e responsabilidades no uso da tecnologia. “É fundamental que todos saibam o que pode e o que não pode ser feito. A decisão é sempre do juiz, ele apenas determina o que a inteligência artificial irá executar”, afirmou.

Além da teoria, os juízes leigos participam de uma oficina prática de engenharia de prompt, com foco na criação e estruturação de agentes que auxiliem na elaboração de minutas e projetos de sentença. O objetivo é otimizar a produção diária, sem substituir a atuação humana. “Vamos construir juntos esses agentes, que facilitarão a realização das principais atividades. A intenção é permitir entregas mais céleres, sem perda de qualidade”, acrescentou Galhardo.

O Poder Judiciário de Mato Grosso tem se destacado nacionalmente na implementação ética e segura da Inteligência Artificial. “Nosso tribunal é referência no país, conta com um comitê específico e já capacitou magistrados e assessores. Agora ampliamos o treinamento para os juízes leigos”, informa o juiz.

Entre os participantes, a receptividade tem sido positiva. O juiz leigo João Paulo da Silva Santos Vieira avaliou a formação como necessária diante das transformações tecnológicas em curso. “A Inteligência Artificial já está presente em diversas áreas e no direito não é diferente. A capacitação nos oferece conhecimento técnico para aplicar no nosso trabalho”, disse.

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A juíza leiga Ana Cássia Gonçalves, que atua no Juizado Especial da Fazenda Pública, destacou o impacto direto da Inteligência Artificial na rotina de elaboração de projetos de sentença. “A otimização do tempo é significativa. O que antes poderia levar uma semana, hoje consigo resolver em minutos. A pesquisa de jurisprudência também ficou mais ágil, especialmente para identificar o entendimento do TJMT. Isso melhora a precisão do trabalho e contribui para uma padronização maior entre os juízes leigos”, avaliou.

Autor: Larissa Klein

Fotografo: Adilson Cunha

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Workshop valida diretrizes que vão orientar o futuro do Judiciário de Mato Grosso

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Homem em pé diante de uma tela de projeção apresenta para uma plateia sentada em cadeiras pretas dispostas em fileiras, vista de trás. Sala de teto branco, piso claro e detalhes em madeira.A construção do futuro do Poder Judiciário de Mato Grosso avançou mais uma etapa nesta quarta-feira (10) com a realização do workshop “Validação do Posicionamento, Diretrizes de Longo Prazo e MVV Institucional”, promovido na Escola dos Servidores. O encontro reuniu coordenadores e gestores que integram o grupo tático e de desenvolvimento do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) para discutir e validar elementos que irão compor o Planejamento Estratégico 2027-2032 da instituição.
Durante a reunião, os participantes analisaram as diretrizes estratégicas elaboradas a partir de um amplo processo de escuta e diagnóstico institucional, que envolveu magistrados(as), servidores(as), colaboradores(as), comitês, comissões e representantes da sociedade. O objetivo foi analisar a proposta preliminar da identidade institucional do Tribunal, incluindo missão, visão e valores (MVV), além das estratégias que nortearão a atuação do Judiciário nos próximos seis anos.
O coordenador de Planejamento do TJMT, Afonso Vitorino Maciel explicou que o trabalho chega agora a uma fase decisiva, após a conclusão da etapa de diagnóstico.
Homem de pele clara, óculos de grau, cabelos grisalhos penteados para trás e olhos castanhos. Veste paletó preto sobre camisa branca com colarinho aberto. Fundo desfocado em tons de cinza.“Vencemos a grande etapa do diagnóstico, realizando entrevistas, escutas com servidores e magistrados. Agora, diante de todo esse material coletado, estamos traçando aquilo que chamamos de grandes diretrizes, as macrodiretrizes que irão direcionar a elaboração do mapa estratégico e dos objetivos institucionais”, afirmou.
Segundo ele, o momento também é dedicado à reflexão sobre a identidade institucional construída ao longo dos ciclos anteriores. “Estamos olhando para a nossa missão, visão e valores para verificar se continuam atuais ou se precisam incorporar novos elementos. Depois de analisarmos o passado e compreendermos o presente, começamos a prospectar o futuro e a definir o que o Poder Judiciário de Mato Grosso pretende ser nos próximos anos”, destacou.
Mulher de pele clara e cabelos pretos presos em meio-preso, vestindo camisa cinza-clara, olha para a esquerda. No canto inferior esquerdo, aparece parte de um celular preto. Fundo cinza neutro.A consultora e sócia-diretora da empresa 3GEN, Aline Vênere, responsável por apoiar tecnicamente a elaboração do planejamento, ressaltou que o workshop marca a entrada em uma etapa de definição estratégica.
“Hoje entramos na fase de escolha. Estamos discutindo qual será a nossa missão declarada, qual é a visão de futuro até 2032 e quais estratégias vão ajudar o Tribunal a gerar valor para o cidadão, para o jurisdicionado e para todo o Poder Público”, explicou.
Aline destacou que o planejamento vem sendo construído de forma participativa e com forte envolvimento do corpo funcional. “Ao longo de todo o processo realizamos oficinas, pesquisas e escutas para compreender o que servidores, magistrados e demais públicos esperam para este ciclo. Estamos trazendo essa visão para dentro da construção estratégica e ela está sendo considerada nas decisões que estão sendo tomadas”, afirmou.
Ela lembrou ainda que a fase atual representa mais da metade do trabalho concluído. “Estamos validando a estrutura principal do planejamento. A partir daqui avançamos para a etapa de tradução da estratégia em objetivos, indicadores e projetos que permitirão a execução do que está sendo definido agora”, disse.
Mulher de pele clara sorrindo de frente, com óculos de armação escura, cabelos loiros lisos, colar de elos dourados e brincos vermelhos. Veste camisa azul-escura. Fundo de corredor desfocado.A diretora-geral do TJMT, Andrea Marcondes Alves Nunes ressaltou que o planejamento estratégico está alinhado às diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e aos desafios contemporâneos enfrentados pelo Judiciário. Segundo ela, o objetivo é construir uma atuação cada vez mais eficiente, célere e inovadora, incorporando avanços tecnológicos, como a inteligência artificial, para aprimorar os serviços prestados à população.
Ela destacou ainda que o trabalho é resultado de um esforço coletivo. “Foram realizadas pesquisas, escutas e consultas para identificar demandas e expectativas. É um processo que envolve todas as áreas do Judiciário e que contou com ampla participação dos servidores, magistrados e da sociedade”, afirmou.
Mulher de pele clara sorrindo, com cabelos loiros ondulados na altura dos ombros. Usa blazer branco sobre blusa preta e colares dourados com pingente esférico. Olhar direcionado para a esquerda.A vice-diretora-geral do TJMT, Renata Guimarães Bueno Pereira enfatizou o caráter inovador da metodologia adotada neste ciclo de planejamento. Segundo ela, além dos públicos internos, o Tribunal ampliou os espaços de escuta para aproximar o jurisdicionado da construção das estratégias institucionais. “Estamos consolidando as contribuições da sociedade, dos servidores e dos magistrados para definir a visão de futuro, a missão, os valores e os objetivos que irão orientar o próximo ciclo estratégico do Judiciário mato-grossense”, destacou.
Participação ampliada
O processo de elaboração do Planejamento Estratégico 2027-2032 tem sido marcado por uma ampla participação institucional. De acordo com dados apresentados durante o workshop, foram registradas mais de 1.200 participações e aproximadamente 750 sugestões, resultado do webinário promovido para magistrados, servidores e colaboradores do PJMT, além das escutas realizadas com diversos segmentos internos e externos.
As contribuições recebidas estão servindo de base para a definição das diretrizes de longo prazo e dos objetivos estratégicos que irão orientar a atuação do TJMT até 2032.

Autor: Ana Assumpção

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Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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