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Delegado federal destaca integração global na recuperação de ativos ilícitos

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Transformar bens apreendidos no exterior em resultados concretos para a sociedade é o objetivo central da cooperação internacional em investigações criminais. Foi o que destacou o delegado federal Edgard Almeida Queiroz Prata Resende, na palestra “Recuperação de ativos – boas práticas internacionais e brasileiras”, realizada na tarde desta terça-feira (21) no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). A atividade marcou o encerramento do Curso Avançado do Programa Nacional de Capacitação e Treinamento para a Recuperação de Ativos e o Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro, realizado nos dias 20 e 21 de outubro.

O palestrante, que é coordenador de Recuperação de Ativos do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI) do Ministério da Justiça e Segurança Pública, explicou que, com o avanço tecnológico e a circulação rápida de informações e recursos, a cooperação entre países e órgãos é essencial para enfrentar crimes que ultrapassam fronteiras. Também destacou princípios fundamentais dessa cooperação, como reciprocidade, dupla incriminação e especialidade, além de detalhar os tipos de cooperação: direta, para troca de informações sem efeito jurídico, e jurídica, formal e com valor legal, conduzida pelo Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI).

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Ele detalhou ainda o fluxo do pedido de cooperação, desde a solicitação da autoridade competente até a repatriação de bens. “Atualmente, há US$ 68 milhões bloqueados no exterior, aguardando retorno ao Brasil, incluindo valores em criptomoedas”, revelou. Ele também compartilhou boas práticas, como utilizar canais de cooperação direta antes de formalizar pedidos e fornecer informações detalhadas sobre contas, imóveis e pessoas investigadas.

“Hoje já sabemos quais tipos de pedidos têm maior chance de sucesso e em quais situações ainda enfrentamos barreiras, seja por diferenças jurídicas, ou operacionais entre os países. A integração entre órgãos de controle, Ministério Público e Judiciário é fundamental para tornar o processo mais eficiente”, reforçou o delegado.

Avaliação positiva

O desembargador Hélio Nishiyama, representante da Esmagis-MT no evento e coordenador do Comitê Interinstitucional de Defesa do Patrimônio Público (CIPP), fez uma avaliação muito positiva sobre os dois dias de capacitação. “Sem dúvidas o evento superou as expectativas. Tivemos aulas diversificadas, com a participação de magistrados, delegados federais, analistas do COAF e representantes das Polícias Civil e Militar de Mato Grosso. Cada um trouxe sua experiência teórica e prática, contribuindo para o aperfeiçoamento do trabalho de todos os profissionais presentes”, afirmou.

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O magistrado ressaltou ainda que a integração entre instituições foi um dos pontos altos do curso. “Essa troca de experiências e o trabalho conjunto demonstram o quanto a cooperação entre as instituições é essencial para fortalecer a Justiça e aprimorar os mecanismos de combate à criminalidade”, concluiu.

Acesse as fotos do evento: https://www.flickr.com/photos/tjmtoficial_/albums/

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Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Mutirão Interligue Já alcança 93,7% de conciliação e segue até sexta-feira

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Banner verde com o texto centralizado O Mutirão Interligue Já, voltado à regularização sanitária e ambiental de imóveis ainda não conectados à rede pública de esgoto, que segue até sexta-feira (12), já apresentou resultados expressivos. Nos primeiros dias (08 e 09), o índice de conciliação alcançou 93,7% nas audiências realizadas, demonstrando a efetividade do diálogo na solução de demandas relacionadas ao saneamento básico e à proteção ambiental.

Nesta 6ª edição, dos 546 procedimentos pré-processuais incluídos no mutirão, foram designadas 214 audiências nos dois primeiros dias. Destas, 119 resultaram em acordo, 87 registraram ausência das partes e oito terminaram sem acordo. Considerando apenas as 127 audiências efetivamente realizadas, a taxa de conciliação atingiu 93,7%.

O coordenador do Grupo de Meio Ambiente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Rodrigo Roberto Curvo, expressou satisfação com o resultado parcial, “que reforça a importância do diálogo e do trabalho integrado entre o Poder Judiciário, instituições parceiras e a sociedade na busca por soluções sustentáveis e duradouras”.

O gestor judiciário do Cejusc Ambiental, Samir Padilha de Oliveira, afirmou a taxa de 93,7% de acordos nas audiências efetivamente realizadas evidencia a disposição das partes em construir soluções consensuais para questões que impactam diretamente a saúde pública, o saneamento básico e a qualidade de vida da população.

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Semana da Pauta Verde

Este ano, a ação também integra a programação da Semana da Pauta Verde, que prossegue até o dia 12, em uma mobilização nacional promovida pelo Fórum Ambiental do Poder Judiciário, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), para impulsionar o julgamento de processos ambientais e fomentar a resolução consensual de conflitos relacionados ao meio ambiente.

A iniciativa é desenvolvida pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) e pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania Ambiental (Cejusc Ambiental), em parceria com instituições públicas e a concessionária Águas Cuiabá.

Autor: Marcia Marafon

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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