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Destaque nacional: Conselho Nacional de Justiça premia RecuperaJud com Selo Judiciário Inovador

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O projeto RecuperaJud, desenvolvido em parceria pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e pelo Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO), foi reconhecido nacionalmente e recebeu o Selo Judiciário Inovador no Prêmio de Inovação do Poder Judiciário de 2025, concedido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A iniciativa foi contemplada na categoria Tecnologia Judicial Inovadora, subcategoria Ideias Inovadoras.

Instituído pela Resolução CNJ n.º 395/2021, o prêmio tem como objetivo estimular, disseminar e valorizar práticas criativas que promovam maior eficiência e efetividade na prestação jurisdicional, além de reconhecer magistrados(as), servidores(as) e equipes responsáveis por iniciativas de destaque no âmbito da inovação judicial.

O RecuperaJud surgiu da necessidade de modernizar a comunicação entre os juízos que atuam em processos de recuperação judicial. Atualmente, a troca de informações ainda ocorre, em grande parte, por meio de ofícios manuais, o que gera sobrecarga administrativa, risco de decisões conflitantes e insegurança jurídica.

Com o projeto, em desenvolvimento de forma colaborativa pelos laboratórios de inovação InovaJusMT (TJMT) e Gênesis (TJRO), está sendo criado um módulo no Processo Judicial Eletrônico (PJe) para sinalizar automaticamente quando uma empresa estiver em recuperação judicial. A solução prevê a geração de alertas automáticos, integração de informações estruturadas entre tribunais e maior transparência para magistrados, servidores, advogados e cidadãos.

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O diretor do Departamento de Sistemas e Aplicações do TJMT, Danilo Pereira da Silva, destaca o impacto positivo da solução tecnológica. “O RecuperaJud promove uma justiça mais ágil e transparente, com a substituição de processos manuais por funcionalidades automatizadas”, explicou.

Atualmente, o projeto encontra-se em fase de testes e ajustes para viabilizar sua implantação. A previsão é de que os resultados sejam apresentados até novembro deste ano.

A premiação reforça a relevância institucional do projeto, que nasceu da escuta das dificuldades práticas enfrentadas pelas varas cíveis e especializadas em recuperação judicial em ambos os tribunais. A iniciativa fortalece a segurança jurídica, moderniza a gestão processual e representa um passo importante para a transformação digital no Judiciário.

Além de ampliar a cooperação entre tribunais, o projeto contribui para o cumprimento da Meta 09 do CNJ, que estimula a criação de iniciativas conjuntas com outras instituições públicas. O reconhecimento com o Selo Judiciário Inovador fortalece a legitimidade da solução e impulsiona sua futura expansão em escala nacional.

A coordenadora do InovaJusMT, juíza Joseane Quinto Antunes, ressaltou a motivação da iniciativa. “O RecuperaJud nasceu da escuta atenta das dificuldades enfrentadas pelas varas cíveis e especializadas em recuperação judicial. Transformamos esse desafio em oportunidade de inovação, ao lado de grandes parceiros, como o Tribunal de Justiça de Rondônia, e com o apoio fundamental da atual gestão do TJMT. Quero registrar meu agradecimento especial aos servidores e servidoras do TJMT que, com dedicação e competência, contribuíram em todas as etapas desse trabalho coletivo. Esse reconhecimento nacional, com o Selo Judiciário Inovador, é resultado direto do esforço de cada um. O projeto mostra que, quando unimos cooperação, escuta e tecnologia, conseguimos entregar soluções que fortalecem a segurança jurídica, modernizam a gestão processual e aproximam ainda mais o Judiciário da sociedade”, afirma a magistrada.

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Autor: Adellisses Magalhães

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Círculos de Paz transformam diálogo em ferramenta de acolhimento em escola de Várzea Grande

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Escutar, acolher e fortalecer vínculos. É por meio dessas ações que estudantes da Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Joaquim da Cruz Coelho, em Várzea Grande, estão vivenciando uma experiência que vai além da sala de aula. A unidade foi escolhida para receber o projeto Raízes da Paz: Cultivando Diálogo e Fortalecendo Vidas, iniciativa do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC) da Comarca de Várzea Grande, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL).

A escola funciona como unidade piloto do projeto, que prevê encontros periódicos com estudantes, professores, servidores e famílias ao longo de 2026. A proposta é criar espaços seguros de escuta e reflexão, contribuindo para o fortalecimento das relações e para a construção de um ambiente escolar mais acolhedor.

De acordo com o juiz da Vara Especializada da Infância e Juventude de Várzea Grande, Tiago Souza Nogueira de Abreu, a iniciativa foi direcionada inicialmente para unidades escolares que enfrentam maiores desafios sociais. “O objetivo do projeto é trabalhar inicialmente com as escolas mais vulneráveis. Vamos aplicar o método que estabelecemos no CEJUSC e, após avaliar os resultados, estudar formas de ampliar, aperfeiçoar e replicar essa experiência. A ideia é humanizar e melhorar o ambiente das escolas que apresentam mais dificuldades, especialmente aquelas onde há relatos de adolescentes envolvidos em atos infracionais”, destacou o magistrado.

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Desde o início do ano, a equipe do projeto realizou reuniões de planejamento, visitas técnicas, ações de sensibilização da comunidade escolar e encontros com pais e responsáveis. Em março, foram iniciados os Círculos de Construção de Paz com os estudantes do Ensino Fundamental II, conduzidos por facilitadores capacitados em Justiça Restaurativa.

Acolhimento que gera transformação

Para a diretora da EMEB Joaquim da Cruz Coelho, Rosalina Marques de Almeida, o projeto tem contribuído para identificar e compreender as dificuldades enfrentadas pelos alunos, muitos deles em situação de vulnerabilidade social. “Fomos agraciados com esse trabalho voltado para nossas crianças. Temos alunos que vivem realidades muito difíceis e os círculos têm sido fundamentais porque permitem identificar suas dores e trabalhar questões sociais, psicológicas, afetivas e emocionais. Esse atendimento está ajudando as crianças, a escola e toda a comunidade”, afirmou.

Segundo a gestora, as atividades têm proporcionado um importante processo de acolhimento e fortalecimento emocional dos estudantes. “Não temos como passar pela vida dessas crianças sem oferecer acolhimento e oportunidades de transformação. É isso que estamos recebendo com esse trabalho desenvolvido na escola”, completou.

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A programação prevê a realização de novos círculos ao longo do ano, sendo concluída com uma solenidade de encerramento, em novembro. A expectativa é que os resultados obtidos na unidade sirvam de base para a expansão da iniciativa para outras escolas da rede municipal.

Autor: Roberta Penha

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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