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Esmagis-MT abre inscrições para curso “Comunicação Assertiva e Oratória para a Magistratura”

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Atenção, magistrados e magistradas! Estão abertas as inscrições para o curso “Comunicação Assertiva e Oratória para a Magistratura”, formação credenciada pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam) e válida para fins de vitaliciamento e promoção.

A iniciativa, que ocorre de 25 a 27 de março, integra o calendário de capacitações da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) e reforça o compromisso da instituição com o desenvolvimento das competências essenciais ao exercício da jurisdição, especialmente no campo da comunicação profissional.

O curso será ministrado pelo jornalista e professor Gabriel Henrique Collaço, profissional com sólida trajetória em comunicação, educação e formação de magistrados. Graduado em Jornalismo pela Universidade Vale do Itajaí e especialista em diversas áreas — como Jornalismo Cultural (PUC-SP), Storytelling e Escrita Criativa (FAAP), Metodologia da Educação a Distância, Docência do Ensino Superior e Marketing Digital (Unisul) — Collaço atua como formador e tutor da Enfam. Também possui experiência direta com a magistratura, tendo sido assessor de comunicação da Escola Superior da Magistratura de Santa Catarina entre 2015 e 2020.

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A formação terá 20 horas-aula, em formato semipresencial, combinando atividades virtuais e encontros presenciais na sede da Esmagis-MT. A proposta pedagógica contempla técnicas de oratória, expressão corporal, argumentação, comunicação interpessoal e estratégias de apresentação profissional, com foco nas demandas específicas da atuação judicial.

Programação

As atividades ocorrerão nas seguintes datas:

– 25/03/2026 (quarta-feira) – 4h, em horário livre, na Plataforma Moodle (EAD)

– 26/03/2026 (quinta-feira) – 8h presenciais, das 8h às 12h e das 13h30 às 17h30

– 27/03/2026 (sexta-feira) – 8h presenciais, das 8h às 12h e das 13h30 às 17h30

A ementa abrange temas como processos de comunicação, audiodescrição, uso da voz e da tribuna, técnicas de improviso e controle da timidez, escuta ativa, comunicação compassiva, linguagem clara, significados dos gestos, planejamento de discursos e cuidados com a apresentação pessoal.

Vagas

Será ofertada uma turma com 50 vagas destinadas exclusivamente a magistradas e magistrados do Poder Judiciário de Mato Grosso, sendo 10 vagas para magistrados(as) das comarcas do interior e 40 vagas para os que atuam em Cuiabá e Várzea Grande.

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Prazos

– Magistrados(as) do interior: até dia 10 de março

– Magistrados(as) de Cuiabá e Várzea Grande: até dia 20 de março

Clique neste link para efetuar sua inscrição.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Avanços no papel e entraves na prática mostram que a inclusão ainda carece de efetividade

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Apesar da existência de um arcabouço jurídico avançado, a garantia de direitos às pessoas com deficiência ainda enfrenta entraves concretos para sua execução. A avaliação foi apresentada pela advogada doutora Jennyfer Bathemarque durante a palestra “A Pessoa com Deficiência no Sistema de Justiça: Direitos, desafios e o papel do Judiciário na efetivação da inclusão”, realizada dentro da programação do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado na quinta-feira (16), na Igreja Lagoinha, em Cuiabá.

A advogada conhece na pele as dificuldades de uma mãe atípica e da necessidade de recorrer ao sistema de Justiça para garantir que o amor de sua vida, seu filho, quando ainda um bebezinho de seis meses, pudesse ser submetido a uma intervenção cirúrgica cardíaca de alta complexidade.

Ao aprofundar a reflexão, a palestrante adotou um tom crítico ao provocar o público sobre a distância entre o que está previsto na legislação e o que, de fato, é entregue à população: o que determina a “Lei Berenice Piana” quanto à responsabilidade dos municípios na proteção das pessoas com autismo?

Segundo ela, o país não carece de normas, mas de efetividade. “Temos um arcabouço jurídico robusto, mas que ainda falha na execução. O direito existe no papel, mas não chega com a mesma força na vida real de quem precisa”, pontuou.

Na avaliação da advogada, essa desconexão se reflete em violações recorrentes: negativa de terapias por planos de saúde, ausência de profissionais especializados nas escolas, falta de atendimento adequado no SUS, escassez de especialistas, longas filas de espera e entraves no acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). “O que vemos é um sistema que empurra as famílias para decisões difíceis, muitas vezes abrindo mão de estabilidade financeira para tentar garantir o mínimo de dignidade”, alertou.

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A crítica se intensifica quando o acesso a direitos passa, quase sempre, pelo Judiciário, evidenciando um cenário que exige reflexão: direitos básicos ainda dependem de ação judicial para serem garantidos, enquanto a morosidade processual compromete tratamentos que não podem esperar.

A advogada cita ainda que se soma a isso a exigência excessiva de laudos, que acaba se tornando mais uma barreira de acesso, além da falta de uniformidade nas decisões, gerando insegurança jurídica. Nesse contexto, também se coloca em debate a própria capacidade do sistema de Justiça de compreender, em sua complexidade, as dimensões clínicas e sociais que envolvem as pessoas com deficiência.

Ela também chamou atenção para o que classificou como distorções estruturais: por que a judicialização deixou de ser exceção e passou a ser regra? Por que decisões ainda se baseiam, muitas vezes, em critérios exclusivamente formais? Onde está o olhar multidisciplinar? E por que, mesmo após decisões favoráveis, ainda há descumprimento, dependência de bloqueios judiciais e um ciclo contínuo de novas ações?

Para Jennyfer, esse cenário evidencia uma inversão preocupante. “O que deveria ser resolvido administrativamente tem sido transferido ao Judiciário. Isso revela não apenas a fragilidade das políticas públicas, mas também a sobrecarga de um sistema que acaba sendo acionado para garantir o básico”.

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A advogada também fez questão de elogiar o serviço prestado por meio do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), com destaque para a realização do evento TJ Inclusivo, que, segundo ela, evidencia o compromisso institucional com a promoção da acessibilidade e da inclusão.

Para a advogada, iniciativas como essa ampliam o diálogo com a sociedade e, a cada interação, contribuem para uma compreensão mais clara das falhas ainda existentes, auxiliando na promoção de ações mais efetivas, sensíveis e alinhadas às necessidades das pessoas em situação de vulnerabilidade.

TJMT Inclusivo – O projeto reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, com o respeito à neurodiversidade e dá cumprimento à Resolução 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que dispõe sobre o desenvolvimento de diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência nos órgãos do Judiciário, e à Lei federal nº 12.764/2012 – Lei Berenice Piana, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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