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Expedição Araguaia Xingu: serviços de saúde são destaque no segundo dia de atendimento em Canabrava

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O acesso a atendimentos médicos e odontológicos não é uma realidade acessível em Canabrava do Norte, por isso, os moradores da região aproveitaram a 6ª Expedição Araguaia Xingu para garantir os cuidados que são essenciais à saúde. Durante o segundo dia de atendimento, realizado nesta terça-feira (12), dezenas de pessoas estiveram na Escola Estadual Elias Bento para realizar vacinação, limpeza e restauração dental e consultas médicas com clínico geral e ginecologista.
 
A senhora Luzia Bento Piage, de 70 anos, esteve presente durante os dias de atendimento da Expedição na cidade e realizou diversos serviços, entre eles a vacinação, consulta médica, emissão da carteira de idoso, regularização do CPF, carteira de identidade e esclarecimentos de dúvidas junto ao INSS.
 
“Foi uma benção vocês terem vindo pra cá, já tinha muito tempo que eu precisava regularizar meus documentos e eu nunca conseguia fazer isso, as pessoas me diziam que tudo demorava muito. Mas tudo tem seu dia e sua hora, graças a Deus eu consegui vir aqui e fui atendida de ponta a ponta e resolvi todos os meus problemas. O atendimento foi excelente”, comemorou dona Luzia.
 
A jovem Thaís Cristina de Carvalho veio até o mutirão com um único objetivo: realizar uma avaliação odontológica. Ela foi atendida pelos odontologistas da expedição no caminhão do Senar (parceiro responsável pelos serviços odontológicos) e saiu muito satisfeita com o serviço.
 
“Eu precisava muito de uma avaliação dentária e aproveitei para fazer uma limpeza dental e uma restauração. Eu gostei muito da avaliação do dentista, porque ele tirou dúvidas que eu tinha sobre o bruxismo e um desgaste do esmalte do dente. E também consegui o resultado que eu esperava, que foi a restauração desse dente e o acompanhamento futuro, porque ele já me encaminhou a outro profissional para continuar o tratamento”, disse Thaís.
 
A Secretaria Estadual de Saúde disponibilizou o caminhão Imuniza Mais MT para participar da expedição, uma carreta especialmente equipada para oferecer vacinas a população. O pescador artesanal Rodolfo Cruz Farias aproveitou que estava aguardando a doação de mudas frutíferas realizada pelo Juizado Volante Ambiental (Juvam) e atualizou a sua carteira de vacinação tomando as vacinas contra Influenza e tétano.
 
“Eu fiquei sabendo que estavam doando plantas e vim aqui pegar algumas, além disso, eu aproveitei para vacinar, porque tinha muito tempo que eu não vacinava. No meu modo de pensar, as doenças estão aí e a gente tem que se prevenir para que elas não acabem com a saúde da gente”, explicou o pescador.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição de imagem. Foto 1: senhora é atendida por médico. Ambos estão sentados em suas cadeiras e conversam, entre eles há uma mesa com um notebook, onde o médico faz anotações. Foto 2: mulher é atendida por dentista. A paciente está deitada na cadeira odontológica e um dentista e uma auxiliar estão ao lado dela. Foto 3: homem é vacinado por servidora da saúde. O homem está com camiseta cor alaranjada e a servidora com camiseta azul-marinho.
  
Laura Meireles / Fotos: Alair Ribeiro 
Coordenadoria de Comunicação do TJMT 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Aprimoramento do suporte pedagógico e valorização de potencialidades marcam debate sobre inclusão

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A inclusão escolar ultrapassa a dimensão técnica e demanda a construção de um ambiente pautado pela empatia, pela escuta e pela compreensão das diferenças. A reflexão é do professor Agnaldo Fernandes, um dos mais de mil participantes do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Com 24 anos de atuação na rede pública de ensino em Cuiabá e Várzea Grande, o educador destacou que o processo inclusivo se consolida, sobretudo, na convivência e no envolvimento de toda a comunidade escolar. “Existe também um trabalho importante com os demais estudantes, para que compreendam as diferenças e participem, respeitem e entendam. Exige preparo, sensibilidade e tempo”, afirmou.

A vivência em sala de aula, como professor de Artes, também revela o potencial expressivo dos estudantes atípicos quando encontram estímulos adequados. Segundo o professor Agnaldo Fernandes, há um envolvimento natural dos educadores em buscar estratégias mais direcionadas, especialmente em áreas como as artes, onde muitos alunos demonstram habilidades significativas. “A gente se apega muitas vezes, quer trabalhar de uma forma mais específica, mais enfática, pra que ele consiga se desenvolver, principalmente na minha área, que tem crianças que conseguem ter um potencial incrível na área de artes. Alguns autistas, por exemplo, conseguem trabalhar pintura, o faz de conta, uma série de elementos da arte que são interessantíssimos”, relatou.

No entanto, o tempo limitado e a dinâmica da rotina escolar acabam impondo barreiras à continuidade desse trabalho mais aprofundado. “Só que você tem muito pouco tempo pra trabalhar, aí você tem a próxima turma e a próxima turma e a próxima turma”, acrescentou, ao destacar a dificuldade de conciliar a atenção individualizada com a demanda de múltiplas turmas ao longo do dia.

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Ainda assim, o compromisso dos professores se mantém como um dos pilares da inclusão. O educador enfatiza que há um esforço contínuo para oferecer o melhor atendimento possível, mesmo diante das limitações estruturais. “A gente se esforça muito, tenta fazer o máximo, mas a gente gostaria que tivesse mais um apoio, um espaço específico pra aqueles que precisam, porque são seres humanos que necessitam de um acompanhamento maior”, afirmou.

Para ele, a ampliação desse suporte pode representar um avanço significativo não apenas no processo de aprendizagem, mas também na construção de perspectivas futuras para esses estudantes. “Esse apoio mais estruturado permitiria que eles se desenvolvessem melhor e pudessem, futuramente, estar no mercado de trabalho de uma forma muito mais efetiva”, concluiu.

Promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o evento foi realizado na quinta-feira (16), na Igreja Lagoinha, reunindo mais de 2,1 mil participantes, entre coordenadores escolares, professores e cuidadores de alunos com deficiência. A iniciativa, conduzida pela vice-presidente do TJMT e presidente da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, reafirma o compromisso institucional do Judiciário mato-grossense com a promoção de direitos e com o fortalecimento de práticas inclusivas alinhadas às demandas sociais.

TJMT Inclusivo

O projeto reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, com o respeito à neurodiversidade, e dá cumprimento à Resolução nº 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabelece diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência no âmbito do Judiciário. A iniciativa também está em consonância com a Lei nº 12.764/2012, conhecida como Lei Berenice Piana, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

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Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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