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Juiz auxiliar da Corregedoria fala sobre Programa Regularizar durante Seminário Solo Seguro

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Na segunda parte do Seminário Solo Seguro – Amazônia Legal, o juiz auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Eduardo Calmon, abriu as discussões do período vespertino sobre o Programa Regularizar e jurisdição voluntária. Ele compartilhou detalhes do funcionamento do Regularizar, criado em Mato Grosso em maio de 2023, com base na experiência do Poder Judiciário do Estado do Piauí.
 
De acordo com o juiz auxiliar mato-grossense, o Programa Regularizar é um procedimento de jurisdição voluntária, supervisionado pelo corregedor-geral, conduzido por um juiz auxiliar e norteado pelos princípios da celeridade, informalidade e instrumentalidade. Atualmente, o supervisor é o corregedor-geral de Mato Grosso, desembargador Juvenal Pereira da Silva. “Se pensarmos estritamente na legalidade, não se regulariza nada, pois a regularização fundiária é uma ação social”, destacou o magistrado, que atualmente conduz o grupo.
 
O Programa Regularizar teve sua projeção ampliada no Estado com a assinatura de um Termo de Cooperação entre o Poder Judiciário e o Governo de Mato Grosso. A proposta é que o Instituto de Terras do Estado de Mato Grosso (Intermat) apoie os municípios que desejam integrar o Programa Regularizar.
 
A primeira entrega do Programa Regularizar ocorreu na quarta-feira (27), como parte do Eixo Entrega de Títulos da Semana Nacional Solo Seguro. Foram entregues 99 títulos de propriedade aos moradores do núcleo urbano “Loteamento Império do Sol”, em Cuiabá, e outros 105 títulos estão em análise.
 
O segundo palestrante da tarde, o oficial registrador Julian Barros da Silva, de Barra do Garças, trouxe a experiência prática da comarca em que atua e abordou o impacto da padronização de documentos do foro extrajudicial. Ele lembrou que a ideia de padronização pode levar ao falso entendimento de falta de autonomia dos registradores. “Não podemos, em pleno século XXI, ter decisões díspares entre os cartórios, pois a atividade notarial e registral precisa levar segurança para as partes”, destacou.
 
Ele tratou de temas como o georreferenciamento no Estado e suas implicações práticas, terras arrecadadas pela União, o registro de cartas de arrematação e o desmembramento de imóveis.
 
Na sequência, a tabeliã e registradora do Cartório do 2º Ofício de Cuiabá, Ana Maria Cálix Moreno, abordou o assunto planejamento estratégico para a regularização fundiária.
 
Ela enalteceu a atuação da Corregedoria-Geral de Mato Grosso nos últimos dois anos, que promoveu a aproximação entre a classe cartorária, o Judiciário e a sociedade. “A intenção do legislador é promover a regularização, apesar de existirem inúmeras leis que precisamos cumprir e da qualificação registral feita em cartório. Temos que flexibilizar o máximo possível, sempre visando a dignidade da pessoa humana, o direito de propriedade e o direito de moradia, que são direitos fundamentais”, discursou.
 
Ela ainda comentou que o planejamento estratégico da CGJ-TJMT visa promover a regularização fundiária, de acordo com as diretrizes traçadas pelo CNJ, que instituiu a Semana do Solo Seguro para valorizar os direitos fundamentais.
 
Citou que o Plano Estratégico está baseado em premissas básicas, que são: atendimento às diretrizes do CNJ, foco na entrega e registro de títulos e a construção interinstitucional de soluções para a efetivação das ações da segunda edição do Solo Seguro.
 
Segundo ela, o objetivo é promover a regularização fundiária, visando à garantia dos direitos fundamentais, especialmente o direito de propriedade. “Quando a pessoa não tem o título, ela tem a ideia de que não é dona, mesmo tendo morado a vida inteira no imóvel”, destacou.
Para encerrar o Seminário, o corregedor, desembargador Juvenal Pereira da Silva, ressaltou a importância do evento. “O propósito da regularização fundiária é dar dignidade às pessoas. Fico muito feliz de ver a colaboração de todas as instituições, servidores e magistrados em trazer às pessoas a concretização do que era sonhado, por meio do recebimento do título de propriedade.”
 
Solo Seguro – Amazônia Legal: O seminário híbrido integra o Eixo Acadêmico da 2ª edição da Semana Nacional de Regularização Fundiária Solo Seguro – Amazônia Legal, proposto pela Corregedoria Nacional da Justiça (CNJ) e coordenado em Mato Grosso pela CGJ-TJMT. As discussões ocorreram na quinta-feira (28), de forma presencial no Auditório Espaço Justiça, Cultura e Arte Desembargador Gervásio Leite, na sede do TJMT, e com transmissão ao vivo pelo canal no YouTube. Contou com palestras da juíza auxiliar da Corregedoria Nacional, Carolina Ranzolin, e do corregedor-geral do TJSP, Francisco Eduardo Loureiro, pela manhã.
 
O Eixo Entrega de Títulos prevê que cerca de 8.400 famílias recebam seus títulos de propriedade em Mato Grosso.
 
Leia mais sobre a Semana Nacional em Mato Grosso:
 
 
 
#Paratodosverem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: a fotografia mostra o juiz-auxiliar da corregedoria durante seu pronunciamento. Ele está em pé e fala ao microfone. Imagem 2: fotografia registrando o palestrante falando ao microfone. Ele está em pé. Ao fundo o pavilhão de bandeiras e um telão com a projeção de slides. Imagem 3: fotografia do desembargador Juvenal entregando o certificado de participação à palestrante Ana Maria Calix.
 
Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Judiciário de Mato Grosso inicia programação da III Semana Nacional dos Juizados Especiais

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O Poder Judiciário de Mato Grosso iniciou nesta segunda-feira (15) a programação da III Semana Nacional dos Juizados Especiais. Preparadas por meio do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (DAJE), vinculado à Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ-TJMT), as atividades incluem capacitação, reconhecimento de boas práticas e discussões sobre o presente e futuro dos Juizados Especiais.

Colocando em pauta o tema “Fortalecer os Juizados Especiais é fortalecer a Justiça”, a mobilização nacional coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça e operacionalizada pelos tribunais segue até a próxima sexta-feira (19). Em Mato Grosso, a abertura da programação foi realizada no Complexo dos Juizados Especiais Desembargador José Silvério Gomes, em Cuiabá.

Em sua fala aos mais de setecentos participantes, entre presenciais e virtuais, o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira fez questão de agradecer todos os integrantes do sistema de juizados pela dedicação e amor empenhados diariamente. Segundo ele, esse é um sistema que potencializa o atendimento das demandas reprimidas.

“Demandas reprimidas exigem prontidão, comprometimento e celeridade. Vivemos um tempo em que não se admite mais um juiz dentro de uma redoma. Deve haver participação na sociedade, para que nós possamos fortalecer todo o nosso sistema judiciário. Por isso, externo aos integrantes dos Juizados Especiais a minha gratidão e alegria de participar deste momento”, disse Zuquim.

Pioneirismo

O corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote enfatizou a importância dos Juizados Especiais para a sociedade e para o Judiciário. Nesse contexto, apontou que Mato Grosso sempre foi pioneiro, sendo um dos primeiros no país a implantar esse modelo e se destacando desde que o sistema ainda era chamado de “Juizado de Pequenas Causas”.

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“Essa é a porta de entrada do cidadão no Judiciário. É onde se julga a maioria das ações sem custos e de pequenos valores. É um modelo que garante acesso a todos os cidadãos, principalmente os mais carentes, resolvendo problemas que, às vezes, são pequenos para o Judiciário, mas de valor inestimável para as pessoas que recebem a prestação do serviço”, comentou.

Para o presidente do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais de Mato Grosso, desembargador Sebastião de Arruda Almeida, a Semana Nacional permite um momento de reflexão sobre o passado e o futuro. “O valor que os Juizados Especiais alcançaram é graças ao trabalho de pioneirismo, resistência e por vontade que esse sistema tivesse a dimensão que hoje tem”, lembrou o desembargador.

O desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, um dos entusiastas dos Juizados Especiais, reforçou a importância desse trabalho. “Continuem acreditando nos Juizados Especiais, pois muitas pessoas precisam dessa prestação jurisdicional. E, muitas vezes, não é só ação, é uma comunicação, é uma conversa com essas pessoas que a gente resolve o caso dela”, afirmou.

Programação

A programação contou com palestras ministradas por juízes e juízas que atuam nos Juizados Especiais de Mato Grosso. Também foram apresentados projetos como o Programa de Acolhimento e Formação Inicial dos Estagiários, a Exposição Permanente dos Juizados Especiais, o Espaço Colaborativo dos Juízes Leigos e o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania dos Juizados Especiais do Estado de Mato Grosso (Cejusc dos Juizados Especiais Estadual).

Além disso, foi inaugurada a exposição, que se tornará permanente, “Juizados Especiais de Cuiabá”, que conta com arquivos físicos, equipamentos, togas e outros materiais que contam a história dos Juizados Especiais de Mato Grosso. Também fez parte das atividades desta segunda-feira o lançamento do livro “Uma Justiça, Muitos Brasis”, que tem como coautora a juíza Patrícia Ceni, do Juizado Especial do Torcedor de Cuiabá.

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“O CNJ fez com que nacionalmente fosse realizada, nesta semana, a III Semana Nacional dos Juizados Especiais. É um evento que nos traz grandes reflexões e várias atividades estão sendo implementadas. Temos treinamentos com conciliadores, melhoria nos espaços dos juízes leigos, reuniões e divulgação dos nossos trabalhos”, relatou a dirigente do Complexo dos Juizados Especiais, juíza Valdeci Moraes Siqueira.

Registro de presenças

Participaram da solenidade de abertura o presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), desembargador Mário Roberto Kono, a desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, o coordenador do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais, juiz Érico de Almeida Duarte, a presidente da Associação Mato-grossense de Magistrados (AMAM), Jaqueline Cherulli, juízes auxiliares da Presidência do TJMT, juízes auxiliares da Corregedoria-Geral da Justiça e a defensora pública-geral do Estado de Mato Grosso, Maria Luziane Ribeiro de Castro.

Também fizeram pronunciamentos de forma virtual o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), e a conselheira Andréa Cunha Esmeraldo, coordenadora do Comitê Nacional dos Juizados Especiais (Conaje/CNJ).

Autor: Bruno Vicente

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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