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Magistratura em debate: Gemam realiza roda de conversa com conselheiro do CNJ Ulisses Rabaneda

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Nesta sexta-feira (26 de setembro), a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) sediará a 39ª Reunião do Grupo de Estudos da Magistratura de Mato Grosso (Gemam-MT), e contará com uma roda de conversa com a participação do conselheiro Ulisses Rabaneda, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Essa atividade está prevista para o período vespertino, a partir das 14h, com o tema “Magistratura e CNJ, questões polêmicas”. Além do convidado, também conduzirão a conversa o desembargador diretor da Esmagis-MT, Márcio Vidal, o juiz coordenador das atividades pedagógicas da Esmagis, Antônio Veloso Peleja Junior, e os juízes Eduardo Calmon e Marcos Faleiros.

“Na próxima sexta-feira, estarei na Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso, no grupo de estudo da Esmagis. Nós faremos uma roda de diálogo sobre temas relevantes relacionados à magistratura e ao Conselho Nacional de Justiça, em que será possível esclarecer dúvidas e apresentar sugestões. Trataremos de diversos temas que se relacionam à magistratura e ao CNJ: questão remuneratória, questão disciplinar, a questão do funcionamento do Judiciário como um todo, enfim, um bate-papo informal com os magistrados. Quero deixar aqui o convite para que todos compareçam”, assinalou Rabaneda, destacando que essa será uma oportunidade para esclarecer dúvidas e fazer apontamentos.

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Assista aqui à chamada doconselheiro Ulisses Rabaneda.

Programação

A abertura do evento, ofertado em formato híbrido, será às 9h e, ao todo, cinco temas serão debatidos ao longo do dia.

Às 9h15, as juízas Gabriela Carina Knaul de Albuquerque e Silva e Henriqueta Fernanda Chaves Alencar Ferreira Lima irão falar sobre “Judicialização e regulação da cannabis medicinal”.

Na sequência, às 10h45, os juízes Agamenon Alcântara Moreno Júnior e Bruno D’Oliveira Marques irão expor o tema “Parâmetros para uma decisão em questões envolvendo políticas públicas – análise diante do Tema 698 do STF”.

Após o almoço, os trabalhos recomeçam às 14h, com o tema “Roda de conversa: Magistratura e CNJ, questões polêmicas”.

Às 15h30, a juíza Edna Ederli Coutinho apresentará o tema “O papel das mulheres no tráfico de drogas”.

O último tema será debatido às 16h30, com o desembargador Marcos Machado e o juiz Vagner Dupim Dias, sobre “Juiz sem rosto”.

Criado em 2014, o Gemam conta com 91 magistrados e magistradas de todas as regiões de Mato Grosso, com atuação em três eixos: cível, criminal e agronegócio. O grupo tem se consolidado como um espaço de diálogo, aprendizado e fortalecimento técnico da magistratura. Em todos os encontros, os integrantes são convidados a apresentar propostas de estudos, de forma a engrandecer o grupo e, de forma coletiva, construir novos conhecimentos. Magistrados(as) interessados em participar dareunião devem clicar nesse link para se inscrever.

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Para conhecer os trabalhos realizados pelo Gemam, acesse a página do grupo. https://portalgemam.tjmt.jus.br/

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Avanços no papel e entraves na prática mostram que a inclusão ainda carece de efetividade

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Apesar da existência de um arcabouço jurídico avançado, a garantia de direitos às pessoas com deficiência ainda enfrenta entraves concretos para sua execução. A avaliação foi apresentada pela advogada doutora Jennyfer Bathemarque durante a palestra “A Pessoa com Deficiência no Sistema de Justiça: Direitos, desafios e o papel do Judiciário na efetivação da inclusão”, realizada dentro da programação do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado na quinta-feira (16), na Igreja Lagoinha, em Cuiabá.

A advogada conhece na pele as dificuldades de uma mãe atípica e da necessidade de recorrer ao sistema de Justiça para garantir que o amor de sua vida, seu filho, quando ainda um bebezinho de seis meses, pudesse ser submetido a uma intervenção cirúrgica cardíaca de alta complexidade.

Ao aprofundar a reflexão, a palestrante adotou um tom crítico ao provocar o público sobre a distância entre o que está previsto na legislação e o que, de fato, é entregue à população: o que determina a “Lei Berenice Piana” quanto à responsabilidade dos municípios na proteção das pessoas com autismo?

Segundo ela, o país não carece de normas, mas de efetividade. “Temos um arcabouço jurídico robusto, mas que ainda falha na execução. O direito existe no papel, mas não chega com a mesma força na vida real de quem precisa”, pontuou.

Na avaliação da advogada, essa desconexão se reflete em violações recorrentes: negativa de terapias por planos de saúde, ausência de profissionais especializados nas escolas, falta de atendimento adequado no SUS, escassez de especialistas, longas filas de espera e entraves no acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). “O que vemos é um sistema que empurra as famílias para decisões difíceis, muitas vezes abrindo mão de estabilidade financeira para tentar garantir o mínimo de dignidade”, alertou.

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A crítica se intensifica quando o acesso a direitos passa, quase sempre, pelo Judiciário, evidenciando um cenário que exige reflexão: direitos básicos ainda dependem de ação judicial para serem garantidos, enquanto a morosidade processual compromete tratamentos que não podem esperar.

A advogada cita ainda que se soma a isso a exigência excessiva de laudos, que acaba se tornando mais uma barreira de acesso, além da falta de uniformidade nas decisões, gerando insegurança jurídica. Nesse contexto, também se coloca em debate a própria capacidade do sistema de Justiça de compreender, em sua complexidade, as dimensões clínicas e sociais que envolvem as pessoas com deficiência.

Ela também chamou atenção para o que classificou como distorções estruturais: por que a judicialização deixou de ser exceção e passou a ser regra? Por que decisões ainda se baseiam, muitas vezes, em critérios exclusivamente formais? Onde está o olhar multidisciplinar? E por que, mesmo após decisões favoráveis, ainda há descumprimento, dependência de bloqueios judiciais e um ciclo contínuo de novas ações?

Para Jennyfer, esse cenário evidencia uma inversão preocupante. “O que deveria ser resolvido administrativamente tem sido transferido ao Judiciário. Isso revela não apenas a fragilidade das políticas públicas, mas também a sobrecarga de um sistema que acaba sendo acionado para garantir o básico”.

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A advogada também fez questão de elogiar o serviço prestado por meio do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), com destaque para a realização do evento TJ Inclusivo, que, segundo ela, evidencia o compromisso institucional com a promoção da acessibilidade e da inclusão.

Para a advogada, iniciativas como essa ampliam o diálogo com a sociedade e, a cada interação, contribuem para uma compreensão mais clara das falhas ainda existentes, auxiliando na promoção de ações mais efetivas, sensíveis e alinhadas às necessidades das pessoas em situação de vulnerabilidade.

TJMT Inclusivo – O projeto reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, com o respeito à neurodiversidade e dá cumprimento à Resolução 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que dispõe sobre o desenvolvimento de diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência nos órgãos do Judiciário, e à Lei federal nº 12.764/2012 – Lei Berenice Piana, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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