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Ministro Barroso participa de videocast e destaca papel do Judiciário em agenda ambiental

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Presidente do TJMT, desembargador José Zuqui, desembargador Rodrigo Curvo estão ao lado do Ministro Barroso e a apresentadora estão atentos durante a gravação. Livros preenchem as estantes ao fundo, e a mesa central destaca a luz vermelha da placa “NO AR”, reforçando o ambiente formal.O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), deu continuidade à sua agenda em Cuiabá com a participação em um videocast especial, gravado na sede da Associação Mato-grossense de Magistrados (Amam), pela equipe de Comunicação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). O evento, realizado após o plantio de um ipê amarelo e sua participação na 18ª edição do programa “Diálogos da Magistratura”, marcou o início da Semana da Pauta Verde e reforçou o compromisso do Judiciário com a sustentabilidade.

No videocast, o ministro Barroso, ao lado do presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira, e do desembargador Rodrigo Roberto Curvo, membro do Fórum Ambiental do Poder Judiciário (Fonamb), discutiu a urgência das questões climáticas e o papel do Judiciário.

📺 Clique neste link e assista a íntegra do videocast 🎬

A justiça como guardiã do meio ambiente

O ministro Luís Roberto Barroso expressou seu grande prazer em participar de eventos em Cuiabá, destacando o videocast como uma oportunidade de discutir um tema central que o tem preocupado, a mudança climática e o impacto sobre o meio ambiente. Ele ressaltou que 2025, ano da COP 30, é um momento importante para o Brasil. Embora o país possa não ser uma liderança industrial ou tecnológica no presente, Barroso defendeu que o Brasil tem todas as condições para se tornar a maior liderança ambiental do planeta.

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Ele apontou as vantagens estratégicas do país e citou a matriz energética brasileira, “que é predominantemente limpa e conta com abundantes fontes renováveis, como energia eólica, solar e biomassa”. Além disso, Barroso enfatizou o papel da Amazônia, que ele descreveu como a maior prestadora de serviços ambientais do mundo. No entanto, lamentou que o país ainda não tenha conseguido desenvolver uma bioeconomia da floresta ou monetizar adequadamente o valor desses serviços ambientais.

Barroso concluiu sua participação reforçando que a pauta ambiental não é mais uma questão apenas de justiça intergeracional, mas de proteção às gerações atuais. “O planeta está avisando que a ação humana está causando um problema e que ele não é pequeno”, afirmou o ministro, citando desastres climáticos recentes. Ele explicou que a Semana da Pauta Verde busca enfrentar as quase 400 mil ações ambientais pendentes no país com o máximo de agilidade, reforçando que o Judiciário deve atuar com presteza e prioridade.

A conversa também abordou iniciativas do CNJ como o Programa Justiça Carbono Zero e a recente atualização da Resolução 433, que cria núcleos de apoio técnico ambiental para auxiliar juízes em casos complexos. Barroso ressaltou a importância da magistratura, a instituição com maior capilaridade no Brasil, no combate a crimes ambientais e na regularização fundiária.

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A visão da magistratura mato-grossense

O desembargador José Zuquim Nogueira agradeceu a presença do ministro, destacando que a sua participação no videocast é uma forma de “potencializar” a pauta verde e levá-la a novos públicos. Zuquim afirmou que a cada árvore plantada, como o ipê que o ministro plantou, “é um voto de confiança no futuro” e que cada processo ambiental julgado “é um pacto civilizatório que reafirma o papel da Justiça, como guardiã da vida”.

O desembargador Rodrigo Roberto Curvo destacou que a liderança do ministro Barroso expressa a dimensão transformadora da Semana da Pauta Verde: não apenas um debate temático, mas uma convocação à consciência coletiva. Em suas palavras, assim como o ipê resiste às intempéries e floresce em beleza ímpar, também a magistratura deve manter firmeza e altivez diante das adversidades. Ao mencionar o Programa Verde Novo do TJMT, Curvo ressaltou que iniciativas como essa representam o compromisso concreto da Justiça mato-grossense em assegurar às futuras gerações um meio ambiente saudável, demonstrando que o Judiciário não está omisso diante da emergência climática e da degradação ambiental.

Autor: Marcia Marafon

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Canal e registro garantem sigilo e proteção à vítima de assédio e discriminação

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Arte gráfica roxa aborda assédio e não violência, com ilustração de pessoas e informações institucionais.Possíveis casos de assédio moral, assédio sexual e discriminação ocorridos no âmbito do Poder Judiciário de Mato Grosso devem ser informados e são apurados por uma das Comissões de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação, que tem como premissa básica de sua atuação o acolhimento e o apoio à vítima.

O respeito integral à pessoa noticiante começa com o acatamento da sua vontade quanto a quaisquer encaminhamentos ou decisões. E tudo tramita de modo seguro e confidencial, por meio de escuta humanizada e ética, com o compromisso de manutenção do sigilo dos dados das vítimas e das informações por elas apresentadas. Essa conduta visa minimizar os riscos psicossociais e promover a saúde mental no trabalho.

A Instrução Normativa TJMT/PRES n. 4/2024 do TJMT, que regulamenta o processo de trabalho da Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação, garante que a escuta e o acompanhamento da pessoa que noticia caso de assédio ou discriminação observem métodos e técnicas profissionais, propiciando atenção humanizada e centrada na necessidade da pessoa noticiante, respeitando seu tempo de reflexão e decisão e fortalecendo sua integridade psíquica, autonomia e liberdade de escolha.

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O serviço de acolhimento, escuta, acompanhamento e orientação é prestado à pessoa que queira recebê-lo, independentemente se decidiu formalizar ou não a notícia do caso para as providencias cabíveis, ou seja, nada é feito sem o consentimento da vítima.

Vale destacar que a Resolução CNJ n. 351/2020 proíbe qualquer forma de retaliação contra a pessoa noticiante, seja a vítima, a testemunha ou qualquer indivíduo que, de boa-fé, relate, testemunhe ou colabore na apuração de condutas de assédio ou discriminação. A pessoa que pratica retaliação pode ser responsabilizada disciplinar ou funcionalmente, conforme a legislação aplicável.

Magistrados(as), servidores(as), estagiários(as), colaboradores(as) credenciados(as) e quaisquer outros prestadores(as) de serviços, independentemente do vínculo jurídico mantido, podem registrar casos de assédio moral, assédio sexual e discriminação por meio de um formulário on-line, disponível na página da Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação. Para acessá-lo, basta clicar no banner da Comissão, localizada na página inicial do portal do TJMT. Depois, clicar em “Canal de Manifestação”.

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Saiba mais sobre o assédio moral, assédio sexual e a discriminação no ambiente de trabalho no Guia de Combate ao Assédio, também disponível na página da Comissão, no portal do TJMT.

Autor: Celly Silva

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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