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Painel sobre impactos sociais da Reforma Tributária encerra Congresso Internacional no TCE-MT

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O sexto e último painel do 8º Congresso Internacional de Direito Tributário e Financeiro, realizado nesta terça-feira (4) no auditório da Escola Superior de Contas, reuniu juristas, economistas e gestores públicos para discutir o tema “Impacto Social da Reforma Tributária”. A mesa foi composta pela coordenadora do Instituto Brasileiro de Estudos Tributários (IBET), Priscila de Souza, pelo presidente do Instituto de Aplicação Tributária (IAT), Tácio Lacerda Gama, e pelo consultor do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Maurício Munhoz, que atuou como debatedor.
O debate marcou o encerramento do congresso, promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), por meio da Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT) e da Escola Superior de Contas, e culminou com a assinatura da “Carta do Centro-Oeste”, documento que consolida as reflexões e propostas construídas durante o evento.
Priscila de Souza trouxe uma abordagem reflexiva sobre a função social do Direito e o papel do sistema tributário na promoção do bem comum. “O Estado não é um ente neutro. Ele é solidário e tem o dever de atuar para transformar a realidade social. E é justamente por meio do sistema tributário que isso se torna possível. Sem recursos, não há políticas públicas; e sem políticas públicas, não há direitos efetivos”, afirmou.
Ao destacar os princípios da justiça tributária – simplicidade, neutralidade e defesa do meio ambiente -, a palestrante alertou para os desafios da implementação prática desses valores. “Um sistema tributário que não cumpre sua função distributiva fracassa, ainda que arrecade bem. Precisamos garantir que a reforma não seja apenas técnica, mas também ética e social”, pontuou.
O professor Tácio Lacerda Gama, que participou de forma online, analisou os impactos sociais e econômicos da Reforma Tributária sob uma perspectiva histórica e federativa. “Vivemos um momento singular. Nenhum outro país conduziu um processo tão amplo de reestruturação tributária de forma democrática. Desta vez, houve diálogo e participação”, observou.
Ele ressaltou que o novo sistema exigirá adaptação dos estados e municípios, especialmente nas regiões fora do eixo Sul-Sudeste, e defendeu a superação da lógica de incentivos fiscais regionais. “A competição por benefícios acabou. O futuro está na competição por eficiência, inovação e conhecimento”, afirmou, destacando que a reforma também representa uma mudança cultural e de mentalidade. “Assim como o Plano Real transformou o comportamento econômico do país, a nova estrutura tributária transformará o modo de pensar das próximas gerações”, completou.
O debatedor Maurício Munhoz, consultor do TCE-MT, trouxe uma reflexão crítica sobre os efeitos da legislação tributária na perpetuação das desigualdades regionais. “Vivemos em um país extremamente desigual, e precisamos reconhecer que o nosso modelo econômico produz e reproduz desigualdades. São as leis que legitimam esse modelo”, destacou.
Munhoz citou a chamada “Lei Kandir” como exemplo de uma política que reduziu a autonomia financeira dos estados exportadores, como Mato Grosso, e apontou que a nova reforma mantém, em parte, o mesmo desequilíbrio. “Mesmo extinguindo a Lei Kandir, a nova legislação preserva a isenção de tributos sobre exportações, o que perpetua o modelo primário-exportador e desestimula a industrialização. Exportamos riqueza e importamos desigualdade”, afirmou.
Homenagens e “Carta do Centro-Oeste”

No encerramento, o presidente da Sociedade Brasileira de Direito Financeiro (SBDF), Francisco Pedro Jucá, elogiou a condução dos debates e anunciou o ingresso do desembargador Márcio Vidal, diretor-geral da Esmagis-MT, na entidade. “O Tribunal de Contas e o Tribunal de Justiça de Mato Grosso compreenderam, de forma profunda, o espírito da nossa sociedade. Uniram o teórico à prática e demonstraram que o Direito deve ser instrumento de solução de problemas reais”, afirmou.
Em seguida, o desembargador Márcio Vidal agradeceu a homenagem e destacou a relevância da reflexão coletiva promovida pelo congresso. “Saímos deste encontro com mais perguntas do que respostas e isso é bom. Significa que seguimos inquietos e dispostos a compreender o sistema para transformá-lo. Não haverá verdadeira justiça social sem antes enfrentarmos a corrupção e promovermos uma reforma ética das instituições”, declarou.
O magistrado também ressaltou o significado da “Carta do Centro-Oeste”, documento que sintetiza as conclusões dos debates. “A carta é mais do que um instrumento formal. Ela traduz tudo o que foi discutido ao longo desses dois dias e representa um chamado à reflexão sobre os impactos da reforma do sistema tributário brasileiro. Estados como Mato Grosso e Goiás, e principalmente os municípios, sentirão fortemente os efeitos dessa mudança. É fundamental que estejamos atentos e preparados”, afirmou.
O documento, que foi lido pela juíza auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça, Gabriela Knaul Albuquerque, e elaborado conjuntamente por representantes do TJMT, TCE-MT e instituições acadêmicas e jurídicas do país, estabelece diretrizes e princípios para orientar políticas públicas e decisões estratégicas no novo cenário fiscal.
Imagens: Assessoria TCE/MT e Josi Dias
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Autor: Roberta Penha

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Operação conjunta com Juizado Ambiental apreende quase uma tonelada de pescado irregular em Cuiabá

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Peixes de diferentes tamanhos armazenados em um freezer durante fiscalização ambiental. Uma mão aparece sobre os exemplares, indicando a comparação de tamanho dos pescados apreendidos.Uma operação conjunta entre o Juizado Volante Ambiental (Juvam), do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), a Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), realizada na manhã de terça-feira (2 de junho), resultou na apreensão de 991 quilos de pescado irregular em Cuiabá.

A fiscalização ocorreu em uma residência e em uma feira livre localizada na Avenida Beira Rio, no bairro Praeirinho. Durante a ação, as equipes encontraram exemplares de espécies cuja captura, transporte, armazenamento e comercialização são proibidos pela legislação estadual, além de peixes com tamanho inferior ao permitido pelas normas ambientais.

Entre os peixes apreendidos estavam exemplares de pintado, dourado e piraputanga, espécies protegidas pela Lei Estadual nº 12.434/2024, conhecida como Lei do Transporte Zero, além de pacus abaixo da medida mínima (45cm) exigida para captura. A legislação vigente em Mato Grosso proíbe, até 2029, a captura, o transporte, o armazenamento e a comercialização de 12 espécies nativas consideradas estratégicas para a preservação dos estoques pesqueiros do Estado.

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O 1º sargento da Polícia Militar Ambiental e integrante do Juvam, Marcello Amui, aparece em primeiro plano durante entrevista. Ele veste farda camuflada e está em ambiente interno.De acordo com o 1º sargento da Polícia Militar Ambiental que atua no Juvam, Marcello Amui, também foram apreendidos exemplares de tambaqui. “Embora a espécie tenha captura permitida, os peixes estavam armazenados juntamente com espécies de posse irregular e, por isso, foram apreendidos”.

O militar informou que todo o pescado recolhido será destinado a instituições sociais cadastradas, garantindo o aproveitamento adequado dos alimentos e beneficiando famílias em situação de vulnerabilidade.

Fiscalização permanente

A operação integra o conjunto de ações desenvolvidas pelo Juvam em parceria com órgãos ambientais e de segurança pública para combater crimes contra a fauna, a pesca predatória e outras infrações ambientais em Mato Grosso.

“A união das instituições é fundamental para o êxito dessas operações. O Juvam está sempre à disposição para apoiar as fiscalizações e o combate aos crimes e ilícitos ambientais”, destacou o sargento.

Além da atuação fiscalizatória, a unidade desenvolve atividades de educação ambiental, conciliação e orientação à população.

Regras da pesca em Mato Grosso

Três agentes de fiscalização ambiental posam em uma sala ao lado de freezers com peixes apreendidos. Eles seguram exemplares de diferentes espécies durante operação conjunta de combate à pesca irregular realizada em Cuiabá. Ao fundo, os freezers abertos exibem parte do pescado apreendido.Desde o encerramento da Piracema, em 31 de janeiro, a pesca voltou a ser permitida nas bacias hidrográficas do Estado. Entretanto, permanecem em vigor as restrições previstas na Lei do Transporte Zero.

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Continuam proibidas a captura, o transporte, o armazenamento e a comercialização das espécies cachara, caparari, dourado, jaú, matrinchã, pintado (surubim), piraíba, piraputanga, pirarara, pirarucu, trairão e tucunaré. Para as demais espécies, a atividade pesqueira deve respeitar tamanhos mínimos, cotas e demais exigências legais.

O sargento reforçou que o descumprimento das normas ambientais pode resultar em multas, apreensão do pescado, embarcações e equipamentos utilizados na infração, além da responsabilização criminal dos envolvidos.

Denúncias

Casos de pesca ilegal e outros crimes ambientais em Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio de Leverger podem ser denunciados ao Juvam pelo telefone e WhatsApp (65) 3648-6880 ou pelo e-mail [email protected]. Ocorrências em outras regiões do Estado também podem ser comunicadas à Sema, pelo WhatsApp (65) 99321-9997 e (65) 98153-0255, ou à Polícia Militar, por meio do telefone 190.

Autor: Marcia Marafon

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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