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Poder Judiciário e parceiros promovem a capacitação de reeducandos em Porto Alegre do Norte

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Reeducandos da Cadeia Pública de Porto Alegre do Norte (1.159 km de Cuiabá) estão participando de cursos de capacitação por meio de uma parceria entre o Poder Judiciário, a Prelazia de São Félix do Araguaia, o Instituto Federal do Sul de Minas (Campus Machado), o Instituto Federal de Mato Grosso (Campus Confresa) e a Fundação Dom Aquino (Aracaju). A primeira turma iniciou suas atividades em 22 de outubro, com 20 alunos inscritos. Estão sendo oferecidos três cursos: auxiliar administrativo, gestão e pedreiro.
 
O corregedor-geral da Justiça de Mato Grosso, desembargador Juvenal Pereira da Silva, esteve na comarca na semana do lançamento do curso por ocasião do Programa Corregedoria Participativa. Ele elogiou a iniciativa e ressaltou que parcerias desta natureza são valiosas, pois contribuem para a sociedade como um todo. “A Corregedoria apoia ações como esta, que oferecem novas escolhas. Graças a esses parceiros e à sociedade local, essas oportunidades estão sendo viabilizadas para os reeducandos”, afirmou o desembargador.
 

Os cursos integram o programa Capacita em Rede, do Governo Federal. Segundo o juiz da 3ª Vara da Comarca de Porto Alegre do Norte, Caio Almeida Neves Martins, foram disponibilizados 20 cursos profissionalizantes, dos quais três estão em andamento na cadeia publica da cidade, cada um com 20 vagas e 50 horas de duração. “Essa parceria surgiu a partir de conversas entre o Juízo de Execução Penal de Porto Alegre do Norte e a Prelazia de São Félix do Araguaia, com apoio do Padre Marco Antônio Gallo. Além dos três cursos em Porto Alegre, foram ofertados mais dois cursos para São Félix do Araguaia e dois para Vila Rica”, explicou o magistrado.
 
O juiz destacou ainda que a parceria com os Institutos Federais está no início, mas ressaltou que outras instituições de educação e trabalho estão envolvidas no projeto de ressocialização, como a Unemat e a Fundação Dom Aquino. “Empresas já procuram mão-de-obra entre os reeducandos, e o fortalecimento da rede de empregabilidade está sendo articulado com apoio do Conselho da Comunidade e da Fundação Nova Chance. É um trabalho coletivo”, acrescentou.
 
A juíza auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-TJMT), Cristiane Padim, participou da aula inaugural do curso de auxiliar administrativo e incentivou os alunos a seguirem com os estudos. “O conhecimento possibilita mudanças. Sugeri aos reeducandos que se permitam essa transformação para que alcancem novas perspectivas”, declarou a magistrada.
 
João*, um dos alunos, considerou a ação bem-vinda: “Estamos no sistema penitenciário, mas temos expectativas. Meu desejo é sair daqui com um emprego digno, na profissão que aprendi. Este é meu segundo curso; o primeiro foi de eletricista, e agora vou me capacitar na área administrativa.”
 
José* também se mostrou animado com a oportunidade: “Quero aprender o máximo possível e sair daqui com uma nova profissão. Estudar e aprender nos faz sentir úteis. Esses ensinamentos são essenciais para que eu possa me reintegrar na sociedade, ao lado dos meus filhos e da minha família.”
 
Para Roberto*, a sensação de aprender é libertadora: “Cometemos erros, mas temos a chance de fazer escolhas melhores. Com conhecimento, surgem novas oportunidades. Aqui, estamos adquirindo uma melhoria de vida, apesar das circunstâncias. Quero sair daqui preparado para o mercado de trabalho, que está cada vez mais exigente.”
 
*Nomes fictícios para preservar a identidade dos entrevistados.
 
#ParaTodosVerem: esta matéria inclui recursos de texto alternativo para promover a inclusão de pessoas com deficiência visual. Foto 1: o juiz Caio Martins em pé, numa sala de aula, conversando com os reeducandos, que estão de costas, usando camisetas brancas. Ao lado dele, a juíza Cristiane Padim, a professora Íris e o diretor da Cadeia Pública de Porto Alegre do Norte, Raimundo Ferreira Fonseca. Foto 2: magistrados e servidores da Cadeia Pública em frente à fachada da unidade prisional, com um muro cinza ao fundo.
 
Gabriele Schimanoski
Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Projeto de leitura transforma experiências e amplia horizontes de pessoas privadas de liberdade

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Visão em ângulo de uma pessoa folheando um livro aberto sobre uma mesa branca. Uma das mãos segura uma caneta azul, apontando para o texto que traz fotos em preto e branco de crianças.Durante a III Capacitação – Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição de Pena, realizada nos dias 2 e 3 de junho, em formato virtual, a professora Silvia Aparecida Duarte Fraga apresentou a experiência desenvolvida na Cadeia Pública de Alto Araguaia (421km de Cuiabá) por meio do projeto “Viagem Sobre as Grades – Remição Pela Leitura e Expressão de Sentimentos”. A iniciativa integra as boas práticas educacionais desenvolvidas no sistema prisional mato-grossense.

Promovido pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), pela Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e pelo Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/SAAP/Sejus-MT), o evento reuniu educadores e profissionais que atuam com a remição de pena pela leitura em unidades prisionais de Mato Grosso.

Ao relatar sua trajetória no projeto, Silvia contou que recebeu o convite para atuar com pessoas privadas de liberdade de forma inesperada. Com mais de duas décadas dedicadas à educação de crianças e adolescentes, ela afirmou que a experiência a levou a romper preconceitos e ampliar sua visão sobre os processos de aprendizagem.

“O aprendizado vai muito além das quatro paredes de uma sala de aula. Pequenos esforços e a leitura permitem que a pessoa vá além do que os olhos enxergam”, destacou.

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Segundo a educadora, o nome do projeto surgiu a partir da fala de um dos participantes. “Ele disse que, quando estava na sala realizando as atividades de leitura, sentia o corpo preso, mas a mente voando. Foi aí que compreendi o significado da leitura naquele ambiente”, relatou.

A iniciativa é desenvolvida em etapas que estimulam a expressão de sentimentos, o autoconhecimento e a construção de novos projetos de vida. Uma das atividades consiste na elaboração de uma árvore de palavras, em que os participantes registram emoções, desejos e percepções por meio de palavras-chave.

Outra ação de destaque é a produção de cartas motivacionais. Nessa atividade, os alunos são convidados a escrever para si mesmos, assumindo a perspectiva de um desconhecido. O exercício incentiva o uso de palavras positivas, conselhos, reflexões sobre mudanças, sonhos e possibilidades, além da valorização pessoal e da esperança.

De acordo com Silvia, os resultados observados incluem o fortalecimento da autoestima, a ampliação da capacidade emocional, o aumento do interesse pela leitura e o enriquecimento do vocabulário dos participantes.

Ouvidoria apresenta canais de atendimento e orientação ao cidadão

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A programação também contou com a participação do ouvidor setorial da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), Ricardo Augusto de Oliveira, que apresentou orientações sobre os canais de atendimento da Ouvidoria e os procedimentos para registro de manifestações.

Segundo ele, a Ouvidoria atua como uma ponte entre o cidadão e a administração pública, recebendo demandas, orientando os usuários e encaminhando as solicitações aos setores responsáveis para análise e providências dentro dos prazos estabelecidos.

“O papel da Ouvidoria também é educativo, orientando o cidadão sobre o melhor caminho para registrar sua manifestação e acompanhar o atendimento”, explicou.

O ouvidor destacou ainda os cursos oferecidos pela instituição para capacitar servidores públicos e aprimorar a qualidade dos atendimentos. Durante a apresentação, ele orientou os participantes sobre a utilização do sistema Fale Cidadão, ferramenta disponibilizada pela Controladoria Geral do Estado e acessível por meio dos portais oficiais do Poder Executivo Estadual.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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