Tribunal de Justiça de MT

Profissionais do sistema socioeducativo participam de Seminário de Saúde Mental promovido pelo TJMT

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF-MT), em parceria com as Faculdades Católicas de Mato Grosso (UNIFACC), realizou o 1º Seminário de Saúde Mental no Sistema Socioeducativo, na tarde de quarta-feira (09 de outubro), no Plenário Desembargador Wandyr Clait Duarte. O evento, que contou com apoio da Superintendência de Administração Socioeducativa da Secretaria Adjunta de Justiça do Estado e da Rede Cidadã, reuniu dezenas de servidores públicos e profissionais que atuam no sistema socioeducativo e na saúde mental.
 
O supervisor do GMF-MT, desembargador Orlando Perri, abriu o Seminário ressaltando que o crescente adoecimento mental da população demanda maior atenção. “O Poder Público se preocupa muito mais com as enfermidades físicas do que com as enfermidades mentais. Então nós precisamos realmente cuidar das pessoas que sofrem com transtornos mentais e tratar dos adolescentes que passam pelo Juizado da Infância e do Adolescente. É um problema muito sério e nós precisamos cuidar dessas pessoas, que não tem a assistência necessária ainda”.
 
De acordo com a organizadora do Seminário, a juíza coordenadora do eixo Socioeducativo do GMF, Leilamar Rodrigues, o Seminário fortalece a ressocialização, por meio da capacitação dos profissionais que atuam na rede. “Tivemos um público grande, que superou nossas expectativas pois é um tema que interessa muito aos atores que trabalham nessa rede da socioeducação. Tivemos palestras importantíssimas, que trazem maior esclarecimento do que são realmente as problemáticas existentes na saúde mental, trouxemos também palestras em que foram demonstrados quais os trabalhos podem ser feitos para uma melhora desse atendimento em relação à saúde mental na socioeducação. Então eu vejo que o evento foi produtivo”, avalia.
 
O deputado estadual Carlos Avalone participou da abertura do evento, destacando a constituição da Câmara Setorial de Saúde Mental na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que já realizou um diagnóstico de todo o sistema de saúde mental do estado, o que culminou em uma proposta de orçamento de R$ 86 milhões para essa área, o que foi autorizado pelo Executivo Estadual.
 
Também participaram da mesa de autoridades o promotor de justiça Rogério Bravin e o defensor público Alysson Costa Ourives. Adolescentes alunos do curso de violão e canto da Rede Cidadã realizaram uma apresentação musical, durante a abertura, mostrando os resultados dos projetos desenvolvidos com crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, na região do Planalto, em Cuiabá.
 
Assinatura de Portaria – Logo no início do Seminário, o desembargador Orlando de Almeida Perri e a juíza Leilamar Rodrigues assinaram a Portaria nº 06/2024, que institui, no âmbito do TJMT, o Grupo de Trabalho Interinstitucional de Saúde Mental na Socioeducação, com foco nos adolescentes e jovens com transtornos ou sofrimento mental em conflito mental, em conformidade com a Resolução do CNJ 487/2023 e com a Lei 10.216.
 
“Esse grupo de trabalho vai trabalhar a saúde mental, diretrizes e fluxos de atendimento no sistema socioeducativo. Isso está alinhado com as políticas do CNJ, com o Estatuto da Criança e do Adolescente, com a Lei do Sinase, que traz as diretrizes para execução de cumprimento de medida socioeducativa e com a Política de Atendimento Integral à Saúde do Adolescente em Cumprimento de Medida Socioeducativa”.
 
O Seminário contou com diversas palestras, que trataram temas como desafios e estratégias de cuidado integral aos adolescentes privados de liberdade, saúde mental do adolescente, além de relatos de experiência, como foi o caso da apresentação de Pedro Matias, coordenador do curso de Psicologia da UNIFACC e idealizador do estágio de Psicologia nos centros de atendimento socioeducativos (CASES) masculino e feminino de Cuiabá.
 
Ele contextualizou o significado da adolescência na cultura ocidental e como isso se articula com a legislação, tanto o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) quanto do Sistema Nacional do Socioeducativo (Sinase) e apresentou os resultados do estágio, argumentando o quanto isso é efetivo para a formação dos estudantes quanto par a saúde mental dos adolescentes em processo de internação.
 
“O resultado para os jovens que estão internados é basicamente a possibilidade deles terem acesso a um dispositivo que produza saúde mental, através do processo de humanização, ou seja, muitas vezes, quando as pessoas chegam àquele estado, elas foram tolhidas dos direitos humanos delas, elas não tiveram acesso à lazer, à cultura, entre tantas outras coisas. Então, propiciar esse espaço de uma roda de conversa para falar sobre quem eles são, o que eles pensam, sobre os medos que eles têm, sobre os sentimentos, os desejos para o futuro deles. É um espaço onde eles podem parar para pensar sobre si, pensar sobre o que eles sentem e, a partir disso, mudar”, disse.
 
Para a assistente social do sistema socioeducativo em Cuiabá, Adriana Espinoza, o 1º Seminário de Saúde Mental no Sistema Socioeducativo é importante devido ao debate que provoca. “A sociedade vai começar a pensar na saúde mental de adolescentes antes e depois da medida socioeducativa e isso pode provocar um debate maior sobre o que leva o adolescente ao Conselho Tutelar, à situação em que eles têm vivido e o que nós temos ofertado em termos de política pública para atender esses adolescentes. É o início de uma caminhada e de uma mudança no cenário da socioeducação, a princípio em Cuiabá, mas que se estenda a todo estado para que se possa pensar em política pública de qualidade e humanizada, que favoreça a saúde mental dos adolescentes, tanto os que estão no sistema socioeducativo ou fora”, declarou.
 
#Paratodosverem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: Foto em plano aberto que mostra a mesa de autoridades do evento com o desembargador Orlando Perri ao centro, em pé, falando ao microfone. Ele é um senhor branco, de cabelos grisalhos, usando camisa xadrez nas cores azul e lilás e paletó azul marinho. Na parte de baixo da foto, aparecem as pessoas sentadas na plateia. Foto 2: Juíza Leilamar Rodrigues e desembargador Orlando Perri assinam documento, que está em uma mesa no centro do Plenário do TJMT. Eles estão em pé, com a juíza assinando e o desembargador ao lado, observando o ato. Ambos sorriem. Foto 3: Foto em plano aberto que mostra o Plenário 1 do Tribunal lotado e a mesa de autoridades composta à frente.
 
Celly Silva/Fotos: Ednilson Aguiar
Coordenadoria de Comunicação do TJMT 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Judiciário de Mato Grosso inicia programação da III Semana Nacional dos Juizados Especiais

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O Poder Judiciário de Mato Grosso iniciou nesta segunda-feira (15) a programação da III Semana Nacional dos Juizados Especiais. Preparadas por meio do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (DAJE), vinculado à Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ-TJMT), as atividades incluem capacitação, reconhecimento de boas práticas e discussões sobre o presente e futuro dos Juizados Especiais.

Colocando em pauta o tema “Fortalecer os Juizados Especiais é fortalecer a Justiça”, a mobilização nacional coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça e operacionalizada pelos tribunais segue até a próxima sexta-feira (19). Em Mato Grosso, a abertura da programação foi realizada no Complexo dos Juizados Especiais Desembargador José Silvério Gomes, em Cuiabá.

Em sua fala aos mais de setecentos participantes, entre presenciais e virtuais, o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira fez questão de agradecer todos os integrantes do sistema de juizados pela dedicação e amor empenhados diariamente. Segundo ele, esse é um sistema que potencializa o atendimento das demandas reprimidas.

“Demandas reprimidas exigem prontidão, comprometimento e celeridade. Vivemos um tempo em que não se admite mais um juiz dentro de uma redoma. Deve haver participação na sociedade, para que nós possamos fortalecer todo o nosso sistema judiciário. Por isso, externo aos integrantes dos Juizados Especiais a minha gratidão e alegria de participar deste momento”, disse Zuquim.

Pioneirismo

O corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote enfatizou a importância dos Juizados Especiais para a sociedade e para o Judiciário. Nesse contexto, apontou que Mato Grosso sempre foi pioneiro, sendo um dos primeiros no país a implantar esse modelo e se destacando desde que o sistema ainda era chamado de “Juizado de Pequenas Causas”.

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“Essa é a porta de entrada do cidadão no Judiciário. É onde se julga a maioria das ações sem custos e de pequenos valores. É um modelo que garante acesso a todos os cidadãos, principalmente os mais carentes, resolvendo problemas que, às vezes, são pequenos para o Judiciário, mas de valor inestimável para as pessoas que recebem a prestação do serviço”, comentou.

Para o presidente do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais de Mato Grosso, desembargador Sebastião de Arruda Almeida, a Semana Nacional permite um momento de reflexão sobre o passado e o futuro. “O valor que os Juizados Especiais alcançaram é graças ao trabalho de pioneirismo, resistência e por vontade que esse sistema tivesse a dimensão que hoje tem”, lembrou o desembargador.

O desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, um dos entusiastas dos Juizados Especiais, reforçou a importância desse trabalho. “Continuem acreditando nos Juizados Especiais, pois muitas pessoas precisam dessa prestação jurisdicional. E, muitas vezes, não é só ação, é uma comunicação, é uma conversa com essas pessoas que a gente resolve o caso dela”, afirmou.

Programação

A programação contou com palestras ministradas por juízes e juízas que atuam nos Juizados Especiais de Mato Grosso. Também foram apresentados projetos como o Programa de Acolhimento e Formação Inicial dos Estagiários, a Exposição Permanente dos Juizados Especiais, o Espaço Colaborativo dos Juízes Leigos e o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania dos Juizados Especiais do Estado de Mato Grosso (Cejusc dos Juizados Especiais Estadual).

Além disso, foi inaugurada a exposição, que se tornará permanente, “Juizados Especiais de Cuiabá”, que conta com arquivos físicos, equipamentos, togas e outros materiais que contam a história dos Juizados Especiais de Mato Grosso. Também fez parte das atividades desta segunda-feira o lançamento do livro “Uma Justiça, Muitos Brasis”, que tem como coautora a juíza Patrícia Ceni, do Juizado Especial do Torcedor de Cuiabá.

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“O CNJ fez com que nacionalmente fosse realizada, nesta semana, a III Semana Nacional dos Juizados Especiais. É um evento que nos traz grandes reflexões e várias atividades estão sendo implementadas. Temos treinamentos com conciliadores, melhoria nos espaços dos juízes leigos, reuniões e divulgação dos nossos trabalhos”, relatou a dirigente do Complexo dos Juizados Especiais, juíza Valdeci Moraes Siqueira.

Registro de presenças

Participaram da solenidade de abertura o presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), desembargador Mário Roberto Kono, a desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, o coordenador do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais, juiz Érico de Almeida Duarte, a presidente da Associação Mato-grossense de Magistrados (AMAM), Jaqueline Cherulli, juízes auxiliares da Presidência do TJMT, juízes auxiliares da Corregedoria-Geral da Justiça e a defensora pública-geral do Estado de Mato Grosso, Maria Luziane Ribeiro de Castro.

Também fizeram pronunciamentos de forma virtual o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), e a conselheira Andréa Cunha Esmeraldo, coordenadora do Comitê Nacional dos Juizados Especiais (Conaje/CNJ).

Autor: Bruno Vicente

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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