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Reeducandos de MT produzem sacolas sustentáveis para a 7ª Corrida do Judiciário

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Reeducandos da Penitenciária Major PM Eldo Sá Corrêa, conhecida como Mata Grande, em Rondonópolis, estão trabalhando na confecção de mais de 1,5 mil sacolas sustentáveis para a 7ª Corrida do Judiciário. A peça fará parte do kit atleta, composto ainda por camiseta com tecido tecnológico e biodegradável, mochila, garrafa reutilizável (squeeze), número de peito, chip eletrônico e medalha para todos que concluírem a prova.
A corrida acontecerá no dia 9 de novembro, com largada e chegada em frente ao Fórum de Cuiabá, às 6h. A ação com os recuperandos é resultado de uma parceria entre Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Associação Mato-grossense de Magistrados (AMAM) e Secretaria de Estado de Justiça (Sejus). Neste momento, 12 pessoas que integram o projeto Fundação Nova Chance (Funac) atuam na produção, de forma remunerada.
Segundo o presidente da Fundação Nova Chance, Winkler de Freitas Teles, os materiais utilizados na produção foram disponibilizados pela AMAM. Ele destaca ainda que a unidade penitenciária de Rondonópolis foi escolhida por conseguir unir as atividades de costura e serigrafia em um só local.
“Assim que os materiais chegaram, a confecção foi iniciada. Neste momento, estamos com quase mil sacolas prontas, que agora serão encaminhadas para a serigrafia para impressão e fixação da arte. Essa arte também foi criada por um recuperando da Funac”, explica Winkler de Freitas Teles.
A parceria entre os órgãos públicos fortalece a ressocialização de pessoas privadas de liberdade, conforme determina a Lei de Execução Penal (Lei 7.201/1984). “Esse projeto é importante pela remissão de pena, pela remuneração, mas também por nos colocar em contato com uma nova profissão. A gente aprende algo que podemos exercer quando sairmos”, relata um dos reeducandos.
A presidente da AMAM, juíza Jaqueline Cherulli, enfatiza que, além da saúde, bem-estar e integração social, a corrida também busca cumprir um papel social. Nesse sentido, ela argumenta que
é fundamental dar o destaque necessário e levar ao conhecimento da sociedade o trabalho realizado pelos reeducandos.
“Dessa vez, foi escolhido ressaltar esse importante trabalho que é feito com os egressos que cumprem prisão domiciliar. É um trabalho relevante, que ganha destaque na sociedade local. A confecção desses materiais é muito importante dentro do contexto de Rondonópolis”, pontua a presidente da AMAM.
Sobre o evento
A 7ª Corrida do Judiciário tem o objetivo de promover a integração social, a saúde e a cidadania. A prova terá modalidades de 2 km (caminhada), 5 km e 10 km (corrida), com as seguintes categorias: público geral, magistrados(as)/servidores(as) e pessoas com deficiência (PCD), todas divididas em masculino e feminino.
As inscrições podem ser feitas pelo site da Acrono Esportes, clicando neste link. O evento é promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), sob a coordenação do Desembargador Rodrigo Roberto Curvo, e conta com a parceria da Associação Mato-grossense de Magistrados (AMAM).
Valores de inscrição:
Público geral, magistrados e servidores: R$ 150,00 (+ R$ 10,00 de taxa administrativa).
Idosos (60+): R$ 75,00 (+ R$ 10,00 de taxa administrativa).
Pessoas com Deficiência (PCDs): Gratuita, mediante apresentação de laudo médico emitido nos últimos 90 dias.
Premiações:

Os três primeiros colocados, masculino e feminino, na categoria público geral, nos percursos de 5 km e 10 km receberão medalhas, troféus e premiação em dinheiro.
• 5 km – Público geral: 1º lugar R$ 600,00; 2º lugar R$ 400,00; 3º lugar R$ 200,00.
• 10 km – Público geral: 1º lugar R$ 800,00; 2º lugar R$ 600,00; 3º lugar R$ 400,00.
Haverá, ainda, medalha especial para o primeiro colocado (masculino e feminino) de cada faixa etária nas modalidades público geral e servidor ou magistrado do Judiciário de Mato Grosso. Na categoria PCD, o atleta que chegar em primeiro lugar receberá troféu.
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Autor: Bruno Vicente

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Judiciário articula rede de empregabilidade para pessoas privadas de liberdade e egressas

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O fortalecimento da ressocialização por meio do trabalho ganhou mais um importante capítulo em Mato Grosso. Na manhã desta segunda-feira (18), representantes do Poder Judiciário, Executivo estadual, empresários, instituições e atores da sociedade civil participaram, no Auditório Desembargador Gervásio Leite, no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), de uma reunião estratégica que antecede o lançamento oficial do projeto Emprega Lab no estado, o primeiro da região Centro-Oeste.

A iniciativa é resultado de articulações conduzidas pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (GMF/TJMT), em conjunto com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O projeto integra a estratégia nacional Pena Justa – Emprega e busca ampliar oportunidades de trabalho e qualificação profissional para pessoas privadas de liberdade e egressas do sistema prisional.

Supervisor do GMF/TJMT, o desembargador Orlando Perri destacou que a ressocialização precisa estar diretamente ligada à geração de oportunidades reais de trabalho e capacitação.

“Eu tenho defendido e pregado que a ressocialização passa necessariamente pelo trabalho, pela profissionalização. Então, é preciso que nós levemos trabalho para dentro das unidades prisionais. Nós queremos o preso ressocializado e não reincidindo aqui fora”, afirmou.

Mato Grosso como território-piloto

O estado foi escolhido como território-piloto nacional por reunir condições institucionais e operacionais consideradas estratégicas para a implementação do projeto. A proposta prevê a criação de uma metodologia que poderá ser replicada em outros estados brasileiros, articulando Poder Judiciário, Executivo e setor produtivo para garantir empregabilidade dentro e fora do sistema prisional.

Coordenador do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas do CNJ (DMF/CNJ), o desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) Luís Geraldo Sant’Ana Lanfredi ressaltou o simbolismo do momento.

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“Hoje não é um dia qualquer. Nós estamos aqui lançando o primeiro Emprega Lab nacional. O Emprega Lab é um hub de oportunidades, o lugar onde nós vamos trabalhar as estratégias de empregabilidade do sistema prisional. O que nós estamos tentando disseminar é que essas pessoas possam se educar pelo trabalho e, mais do que isso, possam ganhar um novo ofício, uma nova oportunidade para a vida. Isso é segurança pública”, destacou.

União entre instituições e iniciativa privada

O secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado Filho ressaltou que Mato Grosso já vem desenvolvendo políticas voltadas à empregabilidade no sistema penitenciário e que a chegada do Emprega Lab fortalece esse caminho.

“O foco hoje da Secretaria de Justiça é a questão de emprego dentro do sistema penitenciário. Acho que veio a coincidir esse momento político aqui do estado com o lançamento do primeiro Emprega Lab no Brasil”, afirmou.

Atualmente, Mato Grosso possui cerca de 16,5 mil pessoas privadas de liberdade, sendo aproximadamente três mil já inseridas em atividades laborais. A meta do programa é ampliar significativamente esse número nos próximos anos.

Presidente da Fundação Nova Chance, Winkler de Freitas Teles explica que a Fundação Nova Chance já atua em 36 municípios, mantém 392 termos de intermediação e acompanha aproximadamente três mil pessoas trabalhando atualmente.

“O emprego ajuda tanto quem está lá dentro do cárcere, quanto sua família lá fora. O trabalho ajuda a diminuir a reincidência”, pontuou.

Experiências que já dão resultado

A reunião também contou com relatos de empresários que já desenvolvem projetos de inclusão produtiva com pessoas privadas de liberdade. Empresário de Sinop, Carlos Cairo Montemezzo compartilhou a experiência positiva da integração entre trabalhadores contratados pelo regime CLT e mão de obra prisional.

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“A integração acontece naturalmente quando o apenado percebe que pode voltar ao mercado de trabalho normal. A profissionalização, a qualificação e o olhar para a família fazem toda a diferença nesse processo”, relatou.

Atualmente, a empresa possui cerca de 65 Pessoas Privadas de Liberdade (PPLs) trabalhando e projeta ampliar esse número para 150 nos próximos meses.

Também participaram da reunião a juíza federal e coordenadora do eixo Trabalho e Renda do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Maria Rosi Meira Borba; o coordenador do GMF/TJMT, juiz Geraldo Fernandes Fidélis Neto; a juíza Edna Ederli Coutinho; e o secretário adjunto de Administração Penitenciária, Jean Carlos Gonçalves.

O que é o Emprega Lab

O Emprega Lab faz parte da estratégia Pena Justa – Emprega e funcionará como uma instância estadual de governança voltada à formulação de estratégias de empregabilidade para pessoas privadas de liberdade e egressas do sistema prisional. A proposta envolve a criação de oportunidades por meio do emprego formal, empreendedorismo, cooperativismo e economia criativa.

A iniciativa é articulada nacionalmente pelo CNJ, em parceria com a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), Tribunal Superior do Trabalho (TST) e Ministério Público do Trabalho (MPT). Entre as metas estabelecidas está alcançar, gradativamente, pelo menos 50% da população privada de liberdade inserida em atividades laborais.

Autor: Vitória Maria Sena

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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