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Duas toneladas de óleo são retiradas de praias em Pernambuco

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Duas toneladas de óleo foram retiradas de praias em Pernambuco entre domingo (2) e esta segunda-feira (3). Pedaços sólidos de óleo que se assemelham a petróleo cru foram encontrados inicialmente por um pescador na cidade de Tamandaré.

Segundo o Centro de Pesquisa do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) do município pernambucano, a maior parte do óleo já foi retirado, mas os trabalhos de limpeza das praias devem continuar nesta terça-feira.

Esta não é a primeira vez que manchas de óleo aparecem nas praias da região neste ano. Em agosto, foram recolhidas pelotas de óleo em 10 praias de Pernambuco, duas da Paraíba, uma da Bahia e outra de Alagoas.

Segundo a coordenadora do Programa Ecológico de Longa Duração Tamandaré Sustentável, a professora Beatrice Padovane, o ressurgimento desse óleo agora em outubro preocupa.

Na semana passada, também foram identificados fragmentos de óleo no município de Coruripe, em Alagoas.

Após analisar o óleo que apareceu em agosto, cientistas brasileiros concluíram que o material não é do mesmo tipo de petróleo do desastre ambiental de 2019. Segundo a perícia, trata-se de petróleo cru, possivelmente do Golfo do México e a hipótese mais provável é que ele tenha sido derrubado durante a lavagem de tanques de navio petroleiro em alto mar.

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A professora Beatrice Padovane, que trabalha no monitoramento ambiental da região, ressalta que os prejuízos podem ir além dos efeitos sobre o turismo, porque o óleo pode se propagar na cadeia alimentar das espécies marinhas da região.

As pelotas de petróleo encontradas nesse domingo em Tamandaré ainda precisam ser analisadas para avaliar se são da mesma natureza das encontradas em agosto.

Ouça na Radioagência Nacional:

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Geral

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A Era do Cancelamento: onde a acusação vale mais que a pena

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Thiago Barradas é administrador, MBA em Marketing, Auditor em Tráfego Pago e Certificado em Google e Meta Ads contato@auditordotrafego.com.br
Thiago Barradas é administrador, MBA em Marketing, Auditor em Tráfego Pago e Certificado em Google e Meta Ads [email protected]

Por Thiago Barradas

Construir uma audiência exige tempo, consistência e, acima de tudo, confiança. Quem vive sob o olhar do público, seja um formador de opinião, um profissional ou um criador de conteúdo, sabe que a reputação é o seu maior ativo. No entanto, vivemos uma era em que essa mesma audiência, outrora fiel e engajada, pode se transformar em um tribunal implacável da noite para o dia. Basta uma faísca, uma única narrativa, para incendiar anos de trabalho.

Nas últimas décadas, nosso ordenamento social e jurídico criou ferramentas de proteção necessárias e urgentes, desenhadas para dar voz àqueles que, historicamente, encontravam-se em situação de vulnerabilidade nas relações domésticas e afetivas. São conquistas civilizatórias inquestionáveis. Porém, existe um lado sombrio nesse cenário do qual poucos ousam falar: o que acontece quando o escudo é transformado em espada?

Quando uma acusação é feita, a presunção de boa-fé de quem acusa, que deveria ser apenas um mecanismo de acolhimento inicial, frequentemente se converte em uma condenação prévia e absoluta. É aqui que entra o peso brutal da denunciação caluniosa perante o tribunal da audiência. No instante em que uma denúncia vem à público, a presunção de inocência desaparece. A audiência reage ao escândalo de forma passional e imediata. O linchamento virtual começa, o repúdio se espalha, e decreta-se a morte social do acusado antes mesmo que ele possa articular sua defesa.

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A grande tragédia dessa dinâmica é a profunda assimetria nas consequências. O caminho para provar a própria inocência em meio a uma falsa denúncia é uma travessia solitária e devastadora. E o mais cruel: se, meses ou anos depois, a verdade vier à tona e a inocência for comprovada, o estrago perante a audiência já é irreversível. A multidão que condena aos gritos é a mesma que sussurra quando a inocência é provada. Aquele que teve a vida destruída pela mentira fica com as cinzas de sua reputação, enquanto quem instrumentalizou a lei e usou a denúncia como arma de vingança raramente enfrenta a fúria dessa mesma audiência. Para a falsa vítima, a consequência social é quase nula.

Casos de grande repercussão expõem essa engrenagem de forma crua. Quando observamos a trajetória de figuras como Gabriel Monteiro, independentemente da complexidade jurídica de seus processos ou de reviravoltas sobre a veracidade das acusações, o fenômeno social é inegável: no momento em que a narrativa ganha a vitrine, a audiência não espera o devido processo legal. Ela mesma veste a toga, decreta o cancelamento e puxa a alavanca da guilhotina. O impacto negativo na vida e no alcance do indivíduo é instantâneo e fatal, movido pela força de acusações que muitas vezes se baseiam apenas na palavra de quem acusa.

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Fechar os olhos para o uso predatório de narrativas de proteção é um desserviço à própria sociedade. A proteção irrestrita a quem sofre abusos reais só se sustenta, e só mantém sua legitimidade, quando há consequências severas para quem banaliza a lei através da mentira. Sem responsabilização para as falsas denúncias, a justiça perde o equilíbrio, e a audiência continuará sendo o carrasco perfeito para destruir vidas inocentes sem deixar rastros.

Thiago Barradas é administrador, MBA em Marketing, Auditor em Tráfego Pago e Certificado em Google e Meta Ads [email protected]

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