A Polícia Militar de Mato Grosso realizou, na manhã desta segunda-feira (30.09), solenidade de imposição da medalha Mérito Guardiões do Silêncio para 59 autoridades militares e civis, no auditório do Quartel do Comando Geral, em Cuiabá. A honraria foi entregue pela Agência Central de Inteligência (Daci) como forma de homenagear homens e mulheres pelos serviços prestados à segurança pública no estado.
O comandante da Daci, coronel Ronaldo Roque da Silva, explicou que setembro é um mês especial para a Polícia Militar e todas as forças de segurança pública, pois é dedicado à homenagem e valorização dos Profissionais de Inteligência de Segurança Pública. Na ocasião, ele ainda parabenizou os policiais militares que compõem a unidade especializada.
Durante o discurso, Roque destacou que os agentes desempenham um papel fundamental na preservação da ordem e no combate ao crime organizado. O militar, ponderou que, a inteligência é essencial no enfrentamento ao crime organizado, na antecipação de ações criminosas e na redução da criminalidade, pois é uma atividade que se desenrola na coleta cuidadosa de dados, na análise precisa de informações e na vigilância contínua de ameaças, muitas vezes de forma invisível e silenciosa.
“Neste mês, temos a oportunidade de reconhecer publicamente o trabalho incansável daqueles que, com discrição e precisão, atuam na linha de frente da proteção da sociedade. Essa honraria é o mais sublime reconhecimento aos profissionais de inteligência, que, de maneira discreta e incansável, trabalham para a segurança pública”, discursou.
O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alexandre Corrêa Mendes, reforçou que a medalha Guardiões do Silêncio simboliza o respeito e a gratidão da instituição e da sociedade para com aqueles que, por meio de seu trabalho silencioso, asseguram o bem-estar e a proteção da população.
“Estes profissionais são os verdadeiros guardiões do silêncio, que, sem serem notados, identificam e neutralizam ameaças antes que elas possam se manifestar, garantindo a tranquilidade da sociedade. A medalha não representa apenas um reconhecimento individual”, frisou.
Conforme o coronel Mendes, a medalha carrega o peso de uma missão coletiva, onde cada profissional de inteligência é uma peça essencial em um sistema maior. “A palavra “guardião” simboliza o compromisso de proteger, vigiar e garantir a segurança, muitas vezes sem buscar reconhecimento público. A inteligência opera no silêncio, observando, analisando e protegendo, sempre com um olhar estratégico para prevenir ameaças que poderiam comprometer a segurança pública”, finalizou.
Entre os civis homenageados estão o desembargador Orlando Perri, a juíza Ana Cristina Mendes, o delegado da Polícia Federal Antônio Freire e o promotor de Justiça, Mauro Zaque. Já entre os militares estão, o subchefe do Estado Maior, coronel José Nildo, coronel Victor Pereira, tenente-coronel Miguel Augusto de Amorim, major Jéssica Cristina Silva e o capitão Josimar dos Santos Pereira, entre outros.
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (30.4), a Operação Rede Difusa para cumprimento de ordens judiciais com o objetivo de desarticular uma rede de distribuição de entorpecentes, pulverizada em pontos de comercialização em diversos bairros de Cuiabá.
Na operação, são cumpridos três mandados de prisão e cinco de busca e apreensão, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cuiabá.
A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), identificou a existência de uma estrutura criminosa caracterizada pela atuação pulverizada, com pequenos núcleos independentes de venda de drogas. Embora de baixa complexidade individual, os pontos formavam uma rede difusa de abastecimento e distribuição de entorpecentes na capital.
Segundo o delegado responsável pelas investigações, Ronaldo Binoti Filho, o cumprimento das ordens judiciais busca não apenas a responsabilização dos investigados, mas também a apreensão de substâncias ilícitas, valores oriundos da atividade criminosa e outros objetos relacionados ao tráfico de drogas.
“A operação busca o enfrentamento qualificado ao tráfico de drogas, sobretudo às estruturas que, mesmo de pequeno porte, contribuem significativamente para a disseminação da criminalidade, como ocorrências de furtos, roubos e homicídios, e seus reflexos sociais”, disse o delegado.
As investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros envolvidos e aprofundar a responsabilização criminal dos integrantes da rede.
Rede Difusa
O nome da operação faz referência à forma de atuação do grupo investigado, que operava de maneira descentralizada, espalhando pontos de venda em diferentes regiões da cidade, dificultando a repressão estatal e ampliando o alcance da distribuição de entorpecentes.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
Renorcrim
As atividades em curso estão inseridas no cronograma da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas). A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e da Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência).
A rede articula as unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.
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