MATO GROSSO

Empresário abre quiosque de tapioca no cone com crédito da Desenvolve MT

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Com o auxílio da Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso – Desenvolve MT, Diego Fabrinny abriu a primeira unidade da franquia Konioca em Mato Grosso. Há cerca de dois meses o quiosque, que inaugurou no espaço Pátio VG no Várzea Grande Shopping, conta com equipamento patenteado e um food truck.

Diego, que trabalhava como consultor empresarial, abriu seu próprio negócio no qual vende um produto inusitado, tapiocas em formato de cone. Decidido a abrir seu próprio comércio ao assistir os pequenos e médios empreendedores fazendo projetos para suas organizações, ele buscou o apoio da Desenvolve MT.

“Fiz um estudo de mercado e vi que essa franquia era uma das tendências para este ano, então analisei todos os shoppings e logo me identifiquei com o de Várzea Grande. O quiosque está na frente de uma academia, no Pátio de VG, que tem um grande fluxo de pessoas a todo o momento, também ficamos na frente do aeroporto, então é um ponto privilegiado”, conta o empresário.

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O empreendedor também conta que seu projeto saiu do papel porque ele conhecia o Governo do Estado e a Desenvolve MT, assim como as linhas de crédito da Agência, que ampliam e apoiam o empresário a começar o próprio negócio. Ele destaca que não restaram dúvidas, a Agência e a modalidade Invest Mix da linha Desenvolve Empresarial eram a solução para os seus problemas.

“Está muito difícil atuar com as linhas de crédito dos bancos privados por causa dos juros muito elevados, então buscamos, junto com a Desenvolve MT, uma linha de crédito, o Invest Mix, que nos deixou tirar o nosso sonho do papel”, afirma Fabrinny.

A Agência oferece alternativas de financiamento para o avanço de pequenos e médios negócios, o que permite a implantação e ampliação de novos empreendimentos, além do crescimento e evolução da economia mato-grossense.

“Por meio do financiamento, estamos não apenas possibilitando a criação de novos negócios, mas também fortalecendo os pequenos e médios empreendedores em Mato Grosso. A linha de crédito Desenvolve Empresarial, com taxas reduzidas e prazos flexíveis, é prova do nosso compromisso em fomentar o desenvolvimento econômico”, destaca Edgar Pacheco, diretor de Finanças e Gestão da Desenvolve MT.

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Crédito

Possibilitando aos empreendedores financiamentos de até R$1,5 milhões e taxas de até 1,2% ao mês, a linha Desenvolve Empresarial conta com duas modalidades, Invest e Invest Mix, para fomentar micro e pequenas empresas.

Com carência de até 12 meses e prazo de pagamento de até 10 anos, a linha oferece uma redução na taxa de juros de até 30% para pagamento em dia. As modalidades permitem investir em obras civis, máquinas e equipamentos, assim como energia solar, projetos de implantação, ampliação e modernização.

*Com supervisão de Vitória Kehl.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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